quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Seminário em SC vai debater migrações contemporâneas; veja programação

Estado que contou com forte presença da imigração histórica, Santa Catarina também se vê diante dos desafios trazidos pelos deslocamentos humanos atuais.
Entender melhor essa realidade e debater formas de ação (acadêmica e prática) são dois dos objetivos do “I Seminário Migrações Contemporâneas e Direitos Fundamentais de Trabalhadores e Trabalhadoras em Santa Catarina”,  que acontece em Florianópolis entre os dias 6 e 7 de outubro, na Assembleia Legislativa do Estado (ALESC).
O evento destina-se a imigrantes, refugiados e suas associações, profissionais dos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social), profissionais da saúde e da educação, sindicatos, estudantes e público em geral.
Na pauta, estão políticas públicas de acolhimento aos imigrantes, direito ao trabalho decente, à saúde e à educação. O encerramento contará com palestra de Frei Betto, que falará de Direitos Humanos no Brasil – com especial atenção à inserção social digna dos imigrantes.
ALESC vai receber seminário sobre migração contemporânea em SC. Crédito: ALESC
ALESC vai receber seminário sobre migração contemporânea em SC.
Crédito: ALESC
O seminário é gratuito e vai fornecer certificado para os participantes. Para isso, basta fazer a inscrição via internet neste link.
Financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), o seminário é organizado por: Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina (MPT-SC), Observatório das Migrações de Santa Catarina, Pastoral do Migrante de Florianópolis, Grupo de Apoio a Imigrantes e Refugiados de Florianópolis (GAIRF) e Comissão de Direitos Humanos da ALESC. Também apoiam o evento o Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED) e o Laboratório de Relações de Gênero e Família (LABGEF), ambos da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).
Programação
06/10 – Terça-feira
09:00 às 12:30: Reunião do Fórum das Associações de Imigrantes em Santa Catarina
13:30 às 14:00  –  Mesa de Abertura:
– Deputado Dirceu Dresch, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALESC
– Marcelo Goss, Procurador-Chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região
– Ângela Albino, Secretária de Assistência Social do Estado
– Alexandre Karazawa Takaschima, Juiz – Corregedor do TJ-SC
– Representante de Associação de Migrantes
– Pe. Joaquim Roque Filippin, coordenador da Pastoral do Migrante de Florianópolis
– Fernando Damazio, representante do Grupo de Apoio a Imigrantes e Refugiados de Florianópolis
– Professora Gláucia de O. Assis, coordenadora do Observatório das Migrações de SC/UDESC
14:00 às 15:30 – Avanços e desafios nas Políticas Públicas de acolhimento aos imigrantes
– Pe. Joaquim Roque Filippin, coordenador da Pastoral do Migrante de Florianópolis
– Paulo Illes, Coordenador de Políticas para migrantes, da Secretaria Municipal de Direitos – Humanos e Cidadania de São Paulo, da Prefeitura Municipal de São Paulo
– Ângela Albino, Secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação de SC.
15:45 às 17:00 – Debates
07/10   –  4ª feira
09:00 às 11:30 – Documentação e cidadania
– Representante da Polícia Federal (a confirmar)
– João Guilherme Granja, Diretor do Departamento de Estrangeiros (DEEST), Ministério da Justiça, Secretaria Nacional de Justiça (SNJ)
– Mauricio Pessutto,  Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Ministério Público Federal
– João Vicente Pandolfo Panitz,  Defensoria Pública da União
10:45 às 11:30 – Debates
13:00 às 15:45 – Condições, direitos trabalhistas e saúde do trabalhador imigrante
– Cristiane Sbalqueiro Lopes, Procuradora do Trabalho, Coordenadora do Grupo de Trabalho,  Migração e Trabalho da Procuradoria Geral do Trabalho
– Roberto Ruiz, Representante da UITA – União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação
– Deisemara Turatti Langoski, Representante do Centro de Referência em Direitos Humanos Marcelino Chiarello, Universidade Federal da Fronteira Sul.
– Idemar Antonio Martini, Representante da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina
14:50 às 15:45 – Debates
16:00 às 17:40 – Educação e Integração: Avanços e desafios da inserção dos migrantes
– Secretário Eduardo Dechamps – Secretaria de Estado de Educação  (a confirmar)
– Prof. Daniela Carvalho – Pró-reitora de Ensino IFSC
– Mariah Teresinha Nascimento –  Representante da Faculdade Municipal de Palhoça
– Sandra Bordignon – Universidade Fronteira Sul e PROHAITI Educação –
17:40 às 18:10 – Debates
18:15 às 19:15 – Plenária Final
Contornos gerais da Carta de Florianópolis
19:30 – Conferência de Encerramento –  Frei Betto
“I Seminário Migrações Contemporâneas e Direitos Fundamentais de Trabalhadores e Trabalhadoras em Santa Catarina”
Data e hora: 6 e 7 de outubro, a partir das 9h
Local: Assembleia Legislativa de SC –  Palácio Barriga Verde
Rua Dr. Jorge Luz Fontes, 310 – Centro, Florianópolis (SC)
Entrada: gratuita
Informações: seminariomigracoes@gmail.com ou acesse aqui
Com informações do MPT-SC
Fonte: http://migramundo.com/2015/09/29/seminario-em-sc-vai-debater-migracoes-contemporaneas-e-direitos-fundamentais/

 FESTA LATINO AMERICANA VAI REUNIR IMIGRANTES QUE VIVEM NO PARANÁ

Vejam reportagem:
https://www.youtube.com/watch?t=13&v=OzKxWMX5eq8

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Aulas de língua portuguesa são oferecidas para os imigrantes senegaleses | Cáritas Diocesana de Rio Grande


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No dia 16 de setembro de 2015, deu-se início a mais um curso de língua portuguesa para estrangeiros na cidade do Rio Grande, RS, coordenado pela Pastoral do Migrante, em parceria com a Cáritas Diocesana de Rio Grande, Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul.
A ação objetiva oportunizar, em especial, aos migrantes senegaleses que se encontram na região o aprendizado do idioma para que possam acessar um emprego, seus direitos e interagir com a comunidade. Acredita-se também que na medida que dominarem o idioma, podem assimilar melhor a cultura, os hábitos e exprimir suas necessidades frente às diversas situações que se deparam no decorrer do processo de adaptação e permanência no nosso país.

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Saiba mais sobre a Cáritas Brasileira – Regional do Rio Grande do Sul clicando aqui.
Fonte: http://rs.caritas.org.br/novo/aulas-de-lingua-portuguesa-sao-oferecidas-para-os-imigrantes-senegaleses-caritas-diocesana-de-rio-grande/3737

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Quero voltar para casa', diz senegalês queimado enquanto dormia no RS

 
Após três homens atearem fogo em Cheikh Oumar Foutyou Diba, 25, no sábado (12), em Santa Maria (RS), o imigrante senegalês disse à reportagem que quer voltar para seu país. 
Diba saiu de Santa Maria na terça (15) e está morando temporariamente na casa do presidente da Associação de Senegaleses de Caxias do Sul, Abdou Lahat Mdiaye, 27, conhecido como Billie. Os dois não se conheciam. 

"Estou sentindo muita tristeza e não gosto de lembrar [do crime]. Estou tomando remédio para os machucados e, por enquanto, estou bem. Não consigo falar muita coisa", disse Diba, por telefone. Ainda abalado com o ataque, o rapaz não quis receber a reportagem na casa em que está vivendo. 

Segundo ele, sua maior preocupação é com a família que ficou no Senegal, porque notícias sobre o ataque estão sendo veiculadas em jornais, rádios e televisões do país africano. 

De acordo com Billie, a foto de uma pessoa queimada está circulando nos veículos de comunicação como se fosse de Diba. 

"Conversei com a minha mãe para dizer que estou bem, para ela não se preocupar. Mas ela está doente, tem problema de saúde", contou a vítima do ataque. 

'NÃO É NORMAL' 

Billie viajou de ônibus de Caxias do Sul, na serra gaúcha, até Santa Maria (a cerca de 320 km de distância) para buscar Diba. De lá, eles retornaram em um carro da Secretaria de Saúde de Santa Maria, com um funcionário e uma enfermeira para acompanhar Diba. 

Eles chegaram a Caxias na madrugada desta quarta (16). "Ele me contou que quem fez isso com ele não vale nada e que não deve ser uma pessoa normal", disse Billie. Diba relatou ao novo amigo que não acredita que tenha sido vítima de preconceito. 

Para o presidente da associação, Diba se sentirá mais à vontade em Caxias porque a cidade possui uma comunidade de senegaleses maior que a de Santa Maria. 

"Ele vai se sentir melhor aqui, mais seguro. Sempre terá alguém para falar com ele", diz Billie, que é proprietário de uma movimentada loja no centro da cidade. 

No local, há diversas cabines telefônicas usadas principalmente por senegaleses e haitianos para ligar para seus países. A loja funciona como ponto de referência para os recém-chegados. 

"Quem chega agora se sente melhor. Ver que é possível abrir um negócio vai dar coragem, vai ser um estímulo [para os imigrantes]", conta Billie. O empresário está há três anos no Brasil e há um ano montou a Tuba Telefonia, que tem uma funcionária brasileira. 

O CRIME 
Diba dormia na rua quando acordou com o fogo e viu os homens correndo. Os bandidos roubaram seus tênis, R$ 500 e uma maleta com bijuterias que seriam vendidas pelo senegalês. O crime ocorreu por volta das 9h do dia 12 de agosto. 

O imigrante tentou dormir no albergue municipal, mas foi proibido de entrar. Uma assistente social informou que ele estaria alcoolizado, o que é proibido. Uma voluntária do Migraidh (Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional) da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), no entanto, afirmou que o homem não parecia estar sob efeito de álcool. 

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Santa Maria, que tenta descobrir se o crime tem motivação racial. Diba prestou depoimento à polícia na tarde de segunda (14). (Folhapress)

FONTE: http://www.blogdouniversitarioafricano.com/2015/09/quero-voltar-para-casa-diz-senegales.html?spref=fb

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

ENCONTRO DA REGIÃO SUL E SPM EM FLORIANÓPOLIS


No dia 14 de setembro de 2015, na paróquia Santa Terezinha em Florianópolis reuniram-se os representantes da Pastoral do Migrante da região sul para um encontro de formação e planejamento. Estiveram presentes dos três(3) estados varias representações, vindos de diversas cidades. O objetivo principal do encontro foi à integração e socialização dos trabalhos na região sul com e para os migrantes e a elaboração de nosso Plano de Ação 2016/2017. Tivemos uma boa acolhida dos padres Joaquim Filippin e Dirceu Bortolotti. Logo após foi realizada a espiritualidade pela equipe de Curitiba - Pr, dirigida pela Elizete Santanna, Ouvimos o evangelho e um texto do padre Alfredo Gonçalves, cs, Numeros, Fronteiras e Mentes e posteriormente feita reflexão. Na continuidade foi feita uma rodada de relatos sobre o potencial e limitações de nossos serviços com os migrantes por região. Seguidamente o sociologo Jurandir Zamberlan fez a análise de conjuntura da realidade migratória dos três estados do sul, mostrando a nova face da imigração na atualidade. E para falar do funcionamento da Pastoral do Migrante apresentaram-se os membros da Colegiada do SPM Nacional Padre Mario Geremia e  Jairo Moura que enfatizaram a trajetória dos 30 anos do SPM e a nova contextualização que se apresenta, o simbolismo da margarida e apresentação da nova metodologia de trabalho. Após o almoço iniciou-se a elaboração do plano de trabalho do Setor Imigrantes da Região Sul, a partir da análise da realidade e do diagnóstico trazido pelos participantes. Enfatizou-se a riqueza do momento e das discussões realizadas neste trabalho. Posteriormente foram feitos encaminhamentos para Assembleia do SPM em outubro próximo,  também foi tirada uma data para novo encontro da região Sul para 2016, o mesmo ficou agendado para os dias 13 e 14 de setembro, possivelmente na cidade de Chapecó, SC. Ainda tiramos alguns nomes como equipe de articulação para a região, um para cada estado, ficando a Elizete Santana para o PR, Tamajara da Silva para SC e o Pe. João Cimadon para o RS. Avaliação foi de um encontro produtivo com horizontes para continuar a caminhada. Rezamos a oração do Deus Itenerante e retornamos animados pelo encontro e  união que nos fortalece. 
Texto: Lucia Bamberg e Sandra Bordignon, fotografia Ir. Claudete Rissini

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

"Entre nós, ele está mais tranquilo", diz líder dos senegaleses em Caxias sobre jovem agredido em Santa Maria

A vítima chegou à cidade na noite de terça-feira

"Entre nós, ele está mais tranquilo", diz líder dos senegaleses em Caxias sobre jovem agredido em Santa Maria Ronald Mendes/Agencia RBS
Senegalês Cheikh Oumar Foutyou Diba (de moletom azul) prestou novo depoimento à Polícia Civil na tarde desta terça-feiraFoto: Ronald Mendes / Agencia RBS
O senegalês Cheikh Oumar Foutyou Diba, 25 anos, que teve parte do corpo queimada na manhã do último sábado foi recebido em Caxias do Sul por conterrâneos. Diba está na casa de senegaleses que se instalaram no centro da cidade. Ele chegou a Caxias no início da noite desta terça-feira, em um carro cedido pela Secretaria de Saúde de Santa Maria. Quem não desgrudou do amigo foi Aboulahat Ndiaye, 24 anos, o Billy, que se transformou em referência para os imigrantes que chegam por aqui. Diba está se recuperando com a companhia de Billy e de outros senegaleses, e preferiu manter-se distante da imprensa.

Ataque a senegalês em Santa Maria repercute nos setores públicos e políticos do país
— A família dele está muito preocupada no Senegal. A mãe está bastante abalada e só pede que ele retorne ao país — explica Billy.

A intenção, agora, é providenciar o retorno de Diba ao país de origem. Ainda não se sabe qual será a maneira mais prática, mas sabe-se que terá ajuda do Centro de Atendimento ao Migrante (CAM), de Caxias. 

Polícia Civil acredita que senegalês tenha sido vítima de roubo

Dilma lamenta agressão a senegalês em Santa Maria e pede investigação à PF

Diba passou a quarta-feira sem sair de casa. Está menos assustado, garante Billy, e procura mandar notícias para os familiares.

— Entre senegaleses, ele está mais tranquilo. Logo vai estar se sentindo bem melhor —acredita Billy.



A documentação que possibilita a permanência no país do jovem agredido está em tramitação.

— Em virtude do que aconteceu, ele tem recebido bastante apoio da comunidade senegalesa e do povo daqui, de forma geral. Mais importante do que identificar e punir quem fez isso com ele, é refletir que casos assim não acontecem de forma isolada — avalia a coordenadora do CAM, Irmã Maria do Carmo Gonçalves.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Federal, ele teria ido pedir ajuda em uma padaria que fica na Avenida Rio Branco, na área central da cidade, por volta das 9h do sábado.

À Brigada Militar, o senegalês contou que acordou já com as chamas e viu quando o grupo fugiu levando uma maleta com as bijuterias que ele costuma vender pelas ruas da cidade, R$ 500 e os tênis que ele usava. Ele contou ainda que acabou dormindo na rua porque não conseguiu chegar a tempo no Albergue Municipal, que fecha às 20h.
Fonte: http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/geral/cidades/noticia/2015/09/entre-nos-ele-esta-mais-tranquilo-diz-lider-dos-senegaleses-em-caxias-sobre-jovem-agredido-em-santa-maria-4849256.html









Instituições da sociedade civil são eleitas para compor o Conselho Estadual dos Refugiados e Migrantes e Apátridas no PR.


Na última terça-feira (15/09), a Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SEJU) realizou Assembleia que elegeu nove organizações não governamentais que irão integrar o Conselho Estadual dos Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas do Paraná (Cerma/PR), na gestão de 2015 - 2018.

O secretário da SEJU, Leonildo de Souza Grota, acompanhou a votação e ressaltou que o Cerma tem total compromisso em garantir que os migrantes e refugiados recebam seus direitos. “O conselho estabelece contato direto com os órgãos do Estado do Paraná, objetivando assim o cumprimento das suas competências nas esferas públicas”.

Para a diretora adjunta do Departamento de Direitos Humanos e Cidadania, Fatima Ikiko, a formação composta pelos membros do Poder Público e pela sociedade civil organizada tem profundo impacto no conselho. “Isso significa um equilíbrio de forças que discutem a elaboração, o acompanhamento e efetivação de politicas públicas para que os devidos direitos e garantias dos migrantes, refugiados e apátridas sejam cumpridos”, disse Fátima.

A representante do Conselho Regional de Psicologia do Paraná, Célia Mazza de Souza comentou a importância de estar dentre as nove instituições eleitas. “Poder contribuir com as questões de apoio em relação a essas pessoas que tem uma cultura diferente da nossa, é fantástico. Além disso, a integração de todas essas entidades é que faz a grande diferença para dar os devidos direitos a essas pessoas”.

A instituição Movimento dos Haitianos de Pato Branco, também foi uma das selecionadas para compor o Cerma. “Trabalhando juntos traremos cada vez mais recursos para esse povo que necessita de ajuda. Em Pato Branco temos mais de 1000 migrantes. Com a participação do conselho vamos poder dar mais atenção a toda esta população que vive na cidade, dando todo o suporte que eles necessitam”, comenta Elidiane Carvalho da Raso, representante do movimento.

Participaram da votação os 17 membros das instituições que concorriam as 9 vagas disponíveis no conselho.

Confira as instituições eleitas:

Associação de Reflexão e Ação Social- ARAS/Cáritas Maringá
Associação para a Solidariedade dos Haitianos no Brasil – ASHBRA
Cáritas Arquidiocesana de Londrina
Centro de Acolhida ao Migrante (CEAMIG) – Pastoral do Migrante de Curitiba
Centro de Integração Afro-Brasileiro
Conselho Regional de Psicologia do Paraná – CRP
Movimento dos Haitianos de Pato Branco – MHAPA
Serviço Pastoral dos Migrantes
Sociedade Beneficente Muçulmana – SBMP

O Conselho Estadual dos Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas do Paraná – Cerma/PR viabiliza e auxilia na implementação e fiscalização das políticas públicas voltadas aos direitos dos refugiados e migrantes, em todo o Estado do Paraná, visando à garantia da promoção e proteção dos direitos dos refugiados, migrantes e apátridas.

No evento também estavam presentes, a promotora de Justiça do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos do Paraná, Mariana Bazzo; a defensora pública do Estado do Paraná, Camille Vieira da Costa; o representante da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Andre Godinho Cunha; a representante do Comitê Estadual para Refugiados e Migrantes no Estado do Paraná, Katyani Ogura da Silveira e o representante do Comitê Estadual para Refugiados e Migrantes no Estado do Paraná, Vladimir de Oliveira.


Fonte: http://www.justica.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1318&tit=Instituicoes-da-sociedade-civil-sao-eleitas-para-compor-o-Conselho-Estadual-dos-Refugiados-e-Migrantes-e-Apatridas

SEJU realiza eleição das organizações não governamentais que irão compor o Conselho Estadual dos Refugiados e Migrantes e Apátridas no Paraná


A Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SEJU) realiza na próxima terça-feira (15/09), Assembleia de eleição das organizações não governamentais que integrarão o Conselho Estadual dos Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas do Paraná (Cerma/Pr), na gestão de 2015 a 2018.

São 17 instituições não governamentais habilitadas e ligadas à proteção e defesa dos direitos dos refugiados, migrantes ou apátridas no âmbito do Estado do Paraná, e somente 9 vagas serão eleitas em Assembleia geral para compor o conselho. 

O CERMA/PR foi instituído pela Lei 18.465/2015 com a finalidade de viabilizar e auxiliar na implementação e fiscalização das políticas públicas voltadas aos direitos dos refugiados e migrantes, em todo o Estado do Paraná, visando à garantia da promoção e proteção dos direitos dos refugiados, migrantes e apátridas. 

As instituições habilitadas são as seguintes:

  • Associação Beneficente Curitibana - ABC
  • Associação Beneficente Solidariedade e Paz – ABESP
  • Associação de Reflexão e Ação Social- ARAS/Cáritas Maringá
  • Associação para a Solidariedade dos Haitianos no Brasil – ASHBRA
  • Associação para Integração dos Latino-Americanos de Curitiba – AILAC
  • Cáritas Arquidiocesana de Londrina
  • Central Única dos Trabalhadores
  • Centro de Acolhida ao Migrante (CEAMIG) – Pastoral do Migrante de Curitiba
  • Centro de Apoio ao Estrangeiro no Brasil - Junta de Missões Nacionais
  • Centro de Integração Afro-Brasileiro
  • Conselho Regional de Psicologia do Paraná – CRP
  • Instituto IBGPEX
  • Jovens Com Uma Missão – JOCUM
  • Movimento dos Haitianos de Pato Branco – MHAPA
  • Pastoral do Migrante da Arquidiocese de Londrina
  • Serviço Pastoral dos Migrantes
  • Sociedade Beneficente Muçulmana – SBMP

Serviço:
Local: Palácio das Araucárias – Auditório Mário Lobo, Rua Jacy Loureiro de Campos – Centro Cívico
Data: 15 de setembro de 2015
Horário: 14h



Fonte: http://www.justica.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1311&tit=SEJU-realiza-eleicao-das-organizacoes-nao-governamentais-que-irao-compor-o-Conselho-Estadual-dos-Refugiados-e-Migrantes-e-Apatridas

sexta-feira, 11 de setembro de 2015


Homem faz apelo nas redes sociais e consegue emprego para senegalês

História de Moussa Mbodji, de 21 anos, foi compartilhada na internet.
Ivandro Silveira, 29 anos, conheceu o imigrante e ofereceu ajuda.


Do G1 RS
Senegalês Moussa Mbodji, de 21 anos, posa com os colegas de trabalho (Foto: Jackson Carboni/Arquivo pessoal)Moussa Mbodji, de 21 anos (C) posa com os colegas de trabalho (Foto: Jackson Carboni/Arquivo pessoal)
Uma mensagem publicada no Facebook, compartilhada por mais de 3 mil pessoas, garantiu um emprego a um senegalês que buscava uma oportunidade no Rio Grande do Sul. Moussa Mbodji, de 21 anos, teve de deixar a família no país africano e desembarcou no sul do Brasil em busca de uma vida melhor.
A história do jovem imigrante chegou a Ivandro Silveira, de 29 anos, quando ele avistou o senegalês distribuindo currículos um shopping de Porto Alegre. Era horário de almoço e a praça de alimentação estava lotada. Ele notou, no entanto, que garçons e atendentes dos estabelecimentos não compreendiam bem o que o estrangeiro falava, e resolveu ajudá-lo.
Era uma questão humana. Essa vaga não existia, abri pra ele mesmo, para ajudar"
Jackson Carboni, proprietário do posto de combustíveis
"Fiquei acompanhando de longe e vi que as pessoas estavam meio indiferentes. Ele chegou com humildade e uma pastinha debaixo do braço. Era óbvio que era um imigrante, as pessoas reconhecem. Aí a cada vez que ele não conseguia se comunicar, ele desistia", contou o operador de processos petroquímicos ao G1.
Ele se aproximou de Moussa e iniciou uma conversa, em inglês, já que o senegalês é fluente apenas em francês. Logo colocou-se à disposição para ajudar e marcar algumas entrevistas.
Três semanas depois, sem respostas positivas, resolveu recorrer à internet. “Me sinto extremamente frustrado com isso, prometi ajudá-lo e não consegui cumprir a promessa. Por isso resolvi usar essa rede social para tentar ajudá-lo, por favor galera”, escreveu Ivandro no post, datado de 2 de setembro.
Em 24 horas, o apelo por um emprego a Moussa surtiu efeito. Respostas lotaram sua caixa de mensagens. No entanto, eram muitos elogios à atitude, mas poucas propostas. "A maioria das pessoas demonstrava boa vontade, mas nada muito concreto", comentou.
Logo a mensagem de Ivandro chegou aos ouvidos de Angelita Naimayer, que trabalha como gerente de um posto de combustíveis do bairro Ipanema, na zona Sul da capital. Sensibilizada, ela encaminhou a sugestão ao patrão.
“Eu estava no salão de beleza, fazendo cabelo, e minha amiga começou a ler alto a mensagem que estava no Facebook. Eu então sugeri que ele trouxesse o currículo dele. Falei com proprietário [do posto] e ele topou na hora”, disse a mulher.
Em 4 de setembro, Moussa fez a entrevista para tentar a oportunidade de emprego. No mesmo dia, vestiu o uniforme de frentista e passou a ocupar uma vaga que antes sequer existia. “Resolvi ajudar. Eles estão precisando muito. Era uma questão humana. Essa vaga não existia, abri pra ele mesmo, para ajudar”, afirmou Jackson Carboni, proprietário do posto de combustíveis situado na Avenida Edgar Pires de Castro. “Ele é um funcionário espetacular”, acrescentou.
Moussa é o primeiro estrangeiro a trabalhar ali. Apesar das dificuldades com o idioma, se mostra interessado e disposto em aprender, segundo os colegas. “Está dando tudo certo. Está todo mundo ajudando. Ele sabe bem francês, também fala inglês, mas o português ele ainda está aprendendo. A gente faz gestos, e ele entende”, brincou a gerente, que acompanha de perto o trabalho do mais recente funcionário.
Com o final feliz da história, o “padrinho” do senegalês novamente recorreu à internet para espalhar uma mensagem de solidariedade e gratidão, sobre o que chamou de “corrente do bem”.
“Fico imensamente grato, pois me sentia em dívida moral com o Moussa. Não havia conseguido achar um emprego pra ele sozinho, mas graças à força dessa rede social, que fez essa imensa corrente do bem, eu consegui cumprir minha promessa”, escreveu.
Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/09/homem-faz-apelo-nas-redes-sociais-e-consegue-emprego-para-senegales.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O racismo de Londrina diz em alta voz: “Eu sou racista mesmo, sai daqui negão”.

batida na concha
Hoje lamentavelmente o racismo mostrou sua face perversa na cidade, dessa vez, não estava na TV nos programas policiais, não estava noticiando sequestros “relâmpagos” da GM. O racismo hoje, se manifestou numa expressão de ódio à negros imigrantes! Em pleno debate internacional sobre a “crise da imigração na europa” que prefiro chamar de capitalismo, presenciamos em nossa cidade a livre expressão do racismo que não se contentou apenas com palavras, mas que usou da agressão física! Força aos senegaleses e imigrantes africanos que chegam em Londrina e enfrentam o racismo na pele! Força a todos nós favelados, pretos, marginalizados que nasceram nessa terra que reproduz muito racismo! Situações assim me fazem ter convicção de que a luta está apenas começando e que precisamos aprofundar esse debate na cidade.
Em Londrina não tem apenas ingleses e japoneses, Londrina começou com nós negros carregando sacas de café num trabalho semi-escravo, nas lavouras, na infra estrutura urbana…. Nossa cidade é negra e o que não podemo mais aceitar é a história branca que contam nas escolas para as crianças e racistas que em plena luz do dia, acreditam que tem o direito de dizer “eu sou racista mesmo, sai daqui negão”…
“Eu sou racista mesmo, sai daqui negão…”
É o que se ouve na cidade, é o que ecoa nas ruas,
“Eu sou racista mesmo, sai daqui negão…”
É o que me dizem na cara, de forma nua e crua.
“Eu sou racista mesmo, sai daqui negão…”
Trabalho nas ruas, sou vendedor, ambulante? “Tá mais pra salafrário!”
“Eu sou racista mesmo, sai daqui negão…”
Você veste terno e gravata, madame no salto, todos dizem que você é empresário
“Eu sou racista mesmo, sai daqui negão…”
“Tenho nojo de você, pega essa banana e some”,
“Eu sou racista mesmo, sai daqui negão…”
O branco tá se lixando pra minha realidade: desigualdade, segregação e fome
“Eu sou racista mesmo, sai daqui negão…” Londrina diz essa frase quando invisibiliza a história da população negra na cidade! Londrina nos diz essas palavras em alto e bom tom todos os dias! Nossas pautas não tem força na câmara, na prefeitura, pois esses espaços de poder nos excluem, nos dizem bem alto “…sai daqui negão…”. Da mesma forma a cidade nos diz essas palavras quando nega creches para as mães negras trabalhadoras, que não tem onde deixar seus filhos. A cidade nos diz essas palavras, quando nos nega a cultura, quando faz operação policial na Concha Acústica para que as batalhas de rima não aconteçam no centro da cidade, para que a cidade não seja ocupada pela cultura de resistência negra, a cultura da favela. A cidade nos diz essas palavras, quando a câmara não investiga as operações abusivas da PM e da GM que afirmam seu caráter de limpeza étnica-cultural.
A cidade nos diz “…Eu sou racista mesmo…” quando mantém seus altos níveis de violência obstétrica contra as mulheres negras na maternidade e nada é investigado. Nos dizem essas palavras, quando trabalhadores imigrantes negros são segregados nas indústrias da cidade, são vítimas de regimes de trabalho de semi-escravidão em sub-empregos. Todo dia a cidade pronuncia essas palavras no terminal central de londrina, quando os seguranças privados da TCGL veem e seguem no terminal, estudantes da periferia que estudam no centro, até que estes saem dali, a vigilância é constante e somos tratados como suspeitos, marginais.  A cidade nos manda todos os dias, em alto e bom tom: “Eu sou racista mesmo, sai daqui negão”.
Essa frase diz muito não apenas de um pensamento individual, mas de uma constituição de cidade! Londrina tem suas bases sólidas fundadas no racismo, numa história que invisibilizou a história da população negra na cidade, e de praxe, que esconde o quanto a cidade é racista! Se a história for contada, o discurso que nos criminaliza todos os dias nos programas policiais, que nos resumem a meninos negros sem pai que cometeram mais um assalto. Somos negros, somos favelados, somos imigrantes. Fomos marginalizados, ridicularizados, criminalizados, explorados! Memorial em nossa homenagem não temos, só ruas com o nome “capitão do mato”.
O racismo existe na cidade, e está em cada esquina, nas ruas e até dá uns gritos hora ou outra, pra que as pessoas se lembrem, que mesmo numa terra onde não teve casa grande e nem senzala, o branco se considera e se reivindica senhor e tem a liberdade de se indignar pelo fim da escravidão. Branco aqui não tem pelourinho pra punir em público o negro que se destaca, mas tem TV no horário nobre que não escapa. Branco aqui não tem chicote, mas usa o punho, a língua, a farda e bala.
Se a periferia quiser, nós podemos!
Fonte: https://santossilvaph.wordpress.com/2015/09/10/o-racismo-de-londrina-diz-em-alta-voz-eu-sou-racista-mesmo-sai-daqui-negao-2/