sábado, 9 de fevereiro de 2013


Haitianos buscam espaço no mercado de trabalho em SC



Grupo de estudantes veio para o Brasil por meio de acordo firmado para reconstrução do país, após terremoto em 2010.
Paul André presenciou a devastação de seu país por um terremoto, em 2010. Ele perdeu pessoas queridas, sua faculdade foi destruída. Depois disso, o curso de sua vida mudou. Do Haiti, rumou para Florianópolis, há 18 meses, continuar sua graduação em engenharia civil, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele é um dos 30 haitianos que participaram nesta sexta-feira (18) de uma reunião que discutiu alternativas para inserção dos estudantes no mercado de trabalho por meio de estágio, promovido pelo IEL/SC, entidade do Sistema FIESC. "Todo meu conhecimento será dedicado ao Haiti. O que eu aprender aqui no Brasil servirá para a reconstrução do meu país. Meu sonho é ver um Haiti com uma nova face diante do mundo inteiro", fala emocionado.

Na reunião foram debatidos temas como comportamento, cadastramento e encaminhamento para vagas de estágio. "No estágio adquirimos conhecimento que não é ensinado dentro das salas de aula. É a partir dessa experiência que começamos a aplicar o conhecimento adquirido", diz Paul. Jucal Blval, estudante de agronomia que também pretende estagiar, quer mudar a imagem do Haiti e dos cidadãos daquele país. "Preciso do meu país e, logo que possível, quero voltar para ajudar meu povo a se reerguer", enfatiza.

O superintendente do IEL/SC, Natalino Uggioni acrescenta que este é um trabalho que consiste no encaminhamento dos estudantes para a prática do estágio. "O estágio agrega conhecimento na formação desses estudantes. O contato com o mundo do trabalho irá torná-los profissionais mais qualificados no futuro, além de ajudar a levar os conhecimentos adquiridos aqui no Brasil para serem aplicados na reconstrução do Haiti", declara.

Matriculados na UFSC, os alunos haitianos vieram para o Brasil após a tragédia que assolou o país. Eles são estudantes dos cursos de agronomia, arquitetura, engenharia civil e mecânica, psicologia, direito, medicina, jornalismo, entre outros. O intercâmbio faz parte de um acordo, firmado entre Brasil e Haiti, para a reconstrução do país por meio da educação superior.

Estágio 

O IEL/SC oferece aos estudantes a oportunidade de ingresso no mercado de trabalho por meio do estágio. As ofertas são para estudantes de cursos de graduação, técnicos, ensino médio e superiores de tecnologia em mais de 30 áreas. Para se candidatar a uma vaga é necessário que os estudantes tenham no mínimo 16 anos de idade e estejam regularmente matriculados em uma instituição de ensino. Os interessados devem fazer o cadastro no site www.ielsc.org.br/estagioresponsavel. Mais informações pelo telefone  (48) 3231-4600.

Fonte: http://www.megaportalcriciuma.com.br

Um povo obstinado, concentrado e disciplinado. Assim são vistos os haitianos que chegaram ao Rio Grande do Sul em busca de oportunidade de trabalho. São cerca de 175 imigrantes que desembarcaram em solo gaúcho e hoje se espalham por sete municípios, fornecendo serviço para 16 empresas. A situação em que eles se encontram foi debatida em reunião realizada ontem na Assembleia Legislativa (AL), promovida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH).
Cerca de cinco mil haitianos chegaram ao Brasil logo após o terremoto que devastou Porto Príncipe em 2010. A entrada no País é feita principalmente pelos estados do Amazonas, Acre e Rondônia. Algumas cidades ficaram conhecidas nacionalmente pela concentração de imigrantes, como Basileia (AC) e Tabatinga (AM). Logo as empresas nacionais viram neles uma forma de suprir a falta de mão de obra.
Todos os dias, milhares de pessoas se concentram nesses locais na esperança de serem recrutadas pelos representantes enviados pelas empresas. Mas o método utilizado gera críticas. “Nossa preocupação é que não haja uma mercantilização da mão de obra dessas pessoas. Queremos que o Brasil receba todos os povos de braços abertos, fazendo uma fronteira amiga”, ressalta o deputado Miki Breier (PSB), presidente da CCDH.
Em abril deste ano, a comissão recebeu uma denúncia de que quatro haitianos estavam trabalhando em situação de escravidão em Osório. Mas nada foi constatado, fora a falta de respeito aos direitos trabalhistas. Eles foram transferidos para Gravataí e hoje estão na fábrica de massas Romena, onde se encontram mais 20 colegas da mesma nacionalidade. Segundo o gerente da empresa, André Rosa, algumas das vagas preenchidas pelos haitianos estavam abertas há mais de um ano.
“Devido à evolução na economia, estávamos com sérios problemas de buscar mão de obra. A primeira coisa que fizemos foi ver se eles estavam regularizados com visto humanitário e carteira de trabalho”, explica. Ele assegura que o convívio está sendo o melhor possível.
“Há uma troca de cultura incrível. Em vez de os nossos colegas quererem ensinar o português, eles querem aprender o francês. Não tive nenhuma dúvida de que teríamos êxito com a experiência”, diz. Eron de Oliveira, superintendente regional do Ministério do Trabalho, corrobora. “A única coisa que ouço é pedidos para trazer mais haitianos para servir às empresas. Eles são obstinados e disciplinados.”
Trabalhadores comemoram oportunidade recebida
Se as empresas estão satisfeitas com o serviço prestado, os haitianos fazem questão de agradecer a hospitalidade. “Os brasileiros são maravilhosos”, elogia Jacksin Etienne, professor de cinco línguas que hoje ajuda na comunicação entre os colegas na Romena. Etienne conta que já havia tentado viver na República Dominicana, mas que os “problemas históricos” entre os países impediram. “Eu não sofria preconceito, mas sentia que meus conterrâneos eram diariamente hostilizados. Não tinha como viver bem.”
Após o terremoto, Etienne seguiu os conselhos de seu pai e regressou à República Dominicana. De lá, resolveu vir para o Brasil. “Não queria sair do Haiti, mas respeitei meu pai, que disse que lá eu nunca conseguiria nada. Muitos haitianos que estão na República Dominicana resolveram tentar a sorte no Brasil”, lembra. Ele chegou a Basileia em dezembro e foi um dos 14 primeiros selecionados para trabalhar na fábrica de Gravataí, há quatro meses. De ruim, apenas a saudade da família. “Meu sonho é que todos venham para cá. Quem sabe um dia isso aconteça.”
Porto Príncipe ainda não conta com ambulância
País mais pobre da América Latina, e com uma situação política tão complicada quanto seu quadro social, o Haiti é motivo de preocupação mundial. Tanto que desde 2004 existe a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), que conta com a presença do Exército brasileiro.
Apesar de notar alguns avanços após o período de pacificação, que terminou em 2007, os militares que voltam de lá ainda apontam um cenário de caos na capital Porto Príncipe: esgoto a céu aberto, falta de água, desnutrição e abuso sexual. A situação se complicou ainda mais com o terremoto que matou cerca de 222 mil pessoas em 2010. “Tudo o que tínhamos feito até então foi por água abaixo”, comenta James Bolfoni da Cunha, coronel de Cavalaria do Comando Militar do Sul (CMS).
Ele lembra que até hoje não existe circulação de ambulância em Porto Príncipe e que as patrulhas ficam responsáveis por encaminhar os doentes e feridos aos hospitais. “Elas só chegaram há seis meses, mesmo assim não estão sendo usadas”, conclui.
Fonte: http://www.vistobrasil.com.br

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Caritas de Londrina esteve presente no lançamento do programa TERRA FORTE em Arapongas-PR

A Cáritas Arquidiocesana de Londrina por meio de convite da cooperativa COPRAN esteve presente neste dia 04 de fevereiro na visita da presidente Dilma Rousseff, na cidade de Arapongas, onde lançou o programa Terra Forte, o qual prevê investimentos na agricultura. Esta iniciativa, pioneira no Brasil é resultado do esforço de trabalhadores e trabalhadoras do campo na construção de um processo de desenvolvimento da produção, agro industrialização e comercialização de produtos da Reforma Agrária. O objetivo do programa é modernizar os empreendimentos coletivos nos assentamentos reconhecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os beneficiários são famílias de trabalhadores rurais organizadas em cooperativas ou associações. O Terra Forte vem sendo construído desde 2009 para atender uma demanda antiga dos movimentos do campo. Além das 93 famílias do Dorcelina Folador, a expectativa é de que o programa amplie o número de beneficiados, diretamente e indiretamente, para cerca de 2 mil famílias de cidades do Norte do estado, como Londrina, Maringá e Apucarana. Em todo o país, mais de 380 mil famílias devem ser beneficiadas pelo programa em 2013.

Fonte de recursos
Do montante previsto para o programa, R$ 150 milhões serão provenientes do fundo social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O restante virá de parcerias com Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Desenvolvimento Social, Banco do Brasil, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Além disso, o Banco do Brasil disponibilizará R$ 300 milhões em crédito para as cooperativas investirem em agroindústrias, totalizando R$ 600 milhões em recursos.

A Cáritas Arquidiocesana de Londrina apóia e incentiva ações como esta que promovem a inclusão social e que resgata a dignidade do homem do campo, desmitificando a visão que a sociedade tem dos assentados de reforma agrária, vendo que é possível a contribuição destes trabalhadores e trabalhadoras para o crescimento do país.

(Trechos do texto adaptado do Jornal de Londrina)

Fonte: 
Cáritas Arquidiocesana de Londrina

sábado, 2 de fevereiro de 2013



Mais de 150 mil devem participar da Festa de Navegantes em


 Porto Alegre - RS

Procissão percorrerá 5 km partindo da rua Vigário José Inácio, no Centro.
Não haverá shows, em respeito às vítimas do incêndio em Santa Maria.


Festa de Nossa Senhora de Navegantes ocorrerá sábado em Porto Alegre (Foto: Ricardo Stricher/PMPA)
Festa de Nossa Senhora de Navegantes ocorrerá sábado em Porto Alegre (Foto: Ricardo Stricher/PMPA)


Uma das maiores celebrações religiosas do estado, a 138ª Festa de Nossa Senhora de Navegantes ocorre neste sábado (2) em Porto Alegre. São esperados mais de 150 mil fiéis na procissão que inicia às 8h e percorrerá um trajeto de 5 km do Santuário Nossa Senhora do Rosário, na rua Vigário José Inácio, no Centro, até o Santuário Nossa Senhora dos Navegantes, na avenida Sertório.
A festa deste ano será a primeira com o prédio do Santuário Nossa Senhora dos Navegantes, que completou 100 anos, totalmente restaurado. A Festa de Nossa Senhora dos Navegantes foi reconhecida como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial de Porto Alegre. A celebração faz parte da preservação da memória cultural da capital.Antes da tradicional caminhada regiliosa, o reitor cônego Irineu Aloysio Brand celebrará uma missa às 7h no Santuário do Rosário. Haverá passe livre nas linhas de ônibus da capital. Em função da tragédia que matou mais de 230 pessoas em Santa Maria, a programação de shows foi cancelada.
Fontehttp://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Regional Sul- SPM - está solidario a dor das famílias gaúchas...



dom Hélio Adelar Rupert, arcebispo de Santa Maria (RS)
O cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ( CNBB), se une ao arcebispo de Santa Maria (RS), dom Hélio Adelar Rupert, que manifestou nesta manhã solidariedade às famílias das vítimas de um incêndio em uma casa noturna da cidade.
“Como Igreja de Santa Maria lastimamos este acidente e manifestamos a nossa solidariedade às famílias e a toda a sociedade. Não se perca a esperança: olhemos para Jesus Cristo, fonte da vida, o nosso Salvador. Oramos pelos falecidos e seus familiares e toda a sociedade que sofre esta tragédia”, afirmou dom Hélio.
O incêndio, ocorrido durante a madrugada deste domingo, 27 de janeiro, provocou a morte de 180 pessoas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Porém o número total de vítimas ainda é incerto. Há centenas de feridos sendo atendidos em hospitais da cidade, e uma campanha pede doações de sangue. Entre as vítimas estão muitos estudantes da Universidade Federal de Santa Maria.

Todo o estado de luto.
A Igreja no Rio Grande do Sul se solidariza com os amigos e familiares dos mais de 240 jovens mortos no incêndio de uma boate em Santa Maria, ocorrido na madrugada deste domingo, dia 27 de janeiro. A Arquidiocese de Santa Maria presta sua solidariedade durante todo o dia. Em todas as paróquias, a missa das 10h foi destinada aos falecidos. Às 18h, o Santuário de Medianeira realizará uma Celebração Eucarística em sufrágio das almas dos jovens mortos. No início desta tarde, jovens católicos farão uma vigília de oração no ginásio para onde os corpos foram levados, e onde, a princípio, acontecerá o velório coletivo.
Rezemos solidários!
Equipe Eaí?Tchê/Serviço de Evangelização da CNBB Regional Sul 3

Fonte: http://blog.opovo.com.br


Tristeza e dor em Santa Maria- RS

Reitor da Unilab lança nota de solidariedade pela tragédia 


O reitor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Paulo Speller, lançou uma nota de pesar às famílias das vítimas do incêndio em uma boate do município gaúcho de Santa Maria na madrugada deste domingo (27). Segundo o governo do Rio Grande do Sul, 233 pessoas morreram e 116 ficaram feridas na tragédia. Elas participavam da festa “Agromerados”, que reunia estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Técnico em Alimentos e Técnico em Agronegócio. Uma nota, divulgada às 21h01 (horário de Brasília) deste domingo (27) no portal da UFSM, confirmou que pelo menos 101 vítimas fatais da tragédia eram estudantes da universidade.
Na mensagem enviada ao reitor da Universidade Federal de Santa Maria, Felipe Martins Muller, Paulo Speller apresenta a “mais irrestrita solidariedade” dos estudantes e servidores da Unilab à comunidade da universidade gaúcha. Leia, abaixo, o texto na íntegra:
“Meu caro reitor Felipe Martins Muller!
 Quero apresentar a si e a toda a comunidade da Universidade Federal de Santa Maria a nossa mais irrestrita solidariedade em face da tragédia que levou abruptamente a vida de mais de 200 pessoas na cidade de Santa Maria, boa parte deles estudantes e pessoas vinculadas à UFSM. Nossos estudantes e servidores estão todos solidários à dor que vos assola e que afeta sobretudo as famílias e amigos das vítimas. Conte conosco neste momento tão difícil para todos.
Com o meu forte abraço, Paulo Speller”
UFSM
A reitoria da Universidade Federal de Santa Maria suspendeu as atividades da instituição por três dias letivos (28, 29 e 30 de janeiro) e lançou uma nota oficial na tarde deste domingo. Leia o texto na íntegra:
 ”Consternados pela tragédia que se abateu sobre nossos jovens, a Reitoria, em nome de toda a comunidade acadêmica da UFSM, torna pública a sua profunda tristeza, solidarizando-se com os familiares das vítimas neste momento de dor. Sentimos muito que, em meio a um momento de festa, a tranquilidade de pais, irmãos e amigos seja interrompida pela notícia de uma fatalidade dessa dimensão.
Desde os primeiros momentos, temos colocado à disposição das famílias os recursos de que dispomos, tanto junto ao Hospital Universitário, quanto através de meios para transporte, comunicação, pessoal da área de assistência social, atendimento psicológico e espaço físico da nossa Instituição. Reafirmamos nossa disposição em auxiliar os familiares no que estiver ao alcance de nossa estrutura, ao longo do tempo que for necessário para amparar os que são vítimas de danos irreparáveis.
Felipe Martins Müller, reitor da UFSM; e Dalvan José Reinert, vice-reitor”
A Tragédia
O incêndio que vitimou pelo menos 233 pessoas e deixou outras 116 feridas foi registrado no interior da boate Kiss, em Santa Maria (RS). Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, as chamas teriam começado por volta ds 2h da madrugada deste domingo (27). A tragédia teria sido provocada pelo lançamento de um sinalizador feito por um dos integrantes da banda que se apresentava no local. Faíscas teriam atingido o teto da boate e incendiado a espuma de isolamento acústico. O grupo, segundo testemunhas, já tinha hábito de fazer show pirotécnico durante os shows. Conforme um segurança que trabalhava na boate no momento do incêndio, entre mil e 2.000 pessoas deveriam estar no local durante o incidente, e a maioria era adolescente.
Em entrevista à rádio Gaúcha, o delegado Sandro Luís Meinerz, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Santa Maria, disse que, a princípio, as pessoas não morreram queimadas, mas asfixiadas pela fumaça por não terem conseguido sair do local. A boate possui apenas uma saída, o que gerou tumulto na hora da fuga das chamas. Os bombeiros tiveram que abrir um buraco na parede externa para auxiliar no salvamento.
Fonte:  http://www.unilab.edu.br

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


Justiça
Paraná cria o conselho dos povos indígenas e comunidades tradicionais
17/01/2013 17:20


O governador Beto Richa sancionou a lei que cria o Conselho Estadual de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, que passará a funcionar na estrutura da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. Segundo a secretária Maria Tereza Uille Gomes, o objetivo é desenvolver um diálogo entre as secretarias e órgãos de Estado com a sociedade civil para construir as políticas públicas voltadas a essas populações.

O governador Beto Richa sancionou a lei que cria o Conselho Estadual de Povos Ind?genas e Comunidades Tradicionais, que passar? a funcionar na estrutura da Secretaria da Justi?a, Cidadania e Direitos Humanos. Foto: Orlando Kissner/ANPrIntegrado por 29 membros, o novo conselho será um órgão colegiado, consultivo, deliberativo e fiscalizador, coordenado pela Secretaria Especial de Relações com a Comunidade. “Entre suas diversas atribuições estão a de propor subsídios para a elaboração de leis e incentivar e apoiar a realização de eventos, estudos e pesquisas de interesse desses povos e comunidades”, explica José Antônio Peres Gediel, coordenador do Departamento de Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria da Justiça, onde o novo conselho ficará administrativamente vinculado.

Para a composição do conselho, são reconhecidos como povos indígenas e comunidades tradicionais, segundo a lei, benzedeiras e benzedores, ciganas e ciganos, cipozeiras e cipozeiros, comunidades de terreiro – religiões de matriz africana, faxinalenses, ilhéus, indígenas, pescadoras e pescadores artesanais e ribeirinhos, quilombolas, entre outros que se autorreconheçam. Esses grupos sociais ocuparão 12 postos titulares. Os quilombolas terão duas vagas. Os indígenas vão dividir outras duas vagas, uma para Guarani e outra para Caingangue. As demais comunidades ocuparão uma vaga cada.

Outras 12 vagas serão ocupadas por representantes das seguintes secretarias: Justiça; Relações com a Comunidade; Segurança Pública; Cultura; Educação; Saúde; Emprego; Trabalho e Economia Solidária; Família e Desenvolvimento Social; Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Agricultura e Abastecimento; e Infraestrutura e Logística. As demais cinco vagas serão ocupadas pelo Ministério Público do Paraná, Ministério Público Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO).

CONSELHOS - Este é o décimo conselho estadual que integra a estrutura administrativa da Secretaria da Justiça. Os conselhos em funcionamento são dos Direitos Humanos (Coped), Direitos do Idoso (Cedi), Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Coede), Defesa do Consumidor (Condef), Mulher (Cemp), Políticas Públicas Sobre Drogas (Conesd), Penitenciário (Copen), Gestor do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (CEG/Feid), e Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita/PR).

Também integram a estrutura da Justiça o Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçados de Morte (PPCAAM), o Comitê Estadual de Refugiados e Migrantes (CERM), o Comitê de Elaboração do Plano Estadual LGBT, o Núcleo Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Paraná (NETP/PR) e a Comissão Estadual da Verdade do Paraná.


Fonte: http://www.aen.pr.gov.br