segunda-feira, 27 de maio de 2013

Papa deplora tráfico de seres humanos e pede compreensão com os migrantes

Francisco parabenizou ações de proteção aos migrantes e refugiados

O Papa Francisco discursou durante a vigésima plenária do Pontifício Conselho Para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes que transcorreu no Vaticano, com a presença de dom Alessandro Ruffinoni, religioso da Congregação Scalabriniana e membro do pontifício conselho.

O papa iniciou falando sobre o tráfico de pessoas e disse ser uma atividade "ignóbil, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas", apelando aos criminosos que façam um sério exame de consciência consigo mesmo e diante de Deus.

Francisco também pediu mais bondade e compreensão com os migrantes e refugiados e às comunidades eclesiais uma atenção diferenciada às pessoas que estão migrantes.

Reportagem Roseli Lara da Webradio Migrantes

domingo, 26 de maio de 2013

ONDA MIGRATÓRIA Bengaleses buscam refúgio no Norte e Noroeste do PR

Polícia Federal registra aumento dos pedidos de refúgio de cidadãos de Bangladesh nas duas regiões. Em Londrina, preocupação é pela falta de estrutura para receber os imigrantes
César Augusto
A Cáritas de Londrina recebeu 19 cidadãos do país asiático e dezenas deles estão pela região em busca de emprego; temendo pela segurança, preferem não se identificar
 
O Norte e o Noroeste do Paraná vivem uma pequena invasão de trabalhadores de Bangladesh. Sem informar a quantidade de pedidos, a Polícia Federal em Londrina apontou que tem recebido muitas solicitações de refúgio desses imigrantes. Já a Cáritas Arquidiocesana de Londrina, órgão ligado à Igreja Católica, recebeu no último mês 19 cidadãos do país asiático. Entretanto, segundo Márcia Ponce, gerente-administrativa da entidade, o número de bengaleses nos 16 municípios que integram a Arquidiocese de Londrina é bem maior. 

Apenas em Rolândia, há um grupo de 50 oriundos de Bangladesh e em Jaguapitã há outros 25, segundo a Cáritas. De acordo com a gerente, a maioria dos bengaleses não passa pela entidade – dos que estão em Rolândia, apenas 12 tiveram algum contato com a Cáritas. A primeira informação era de que os bengaleses viriam para trabalhar em frigoríficos da região, mas há muitos sem emprego. ‘‘Desses que estão em Rolândia, a maioria está desempregada. Em Jaguapitã, também’’, diz Márcia. 

Parte desses imigrantes é acolhida por grupos de conterrâneos, mas outros não têm para onde ir e recorrem a abrigos. ‘‘Aí existe um problema grave, porque os abrigos não dão conta nem da demanda interna’’, relata Márcia. No início de junho, o acolhimento de imigrantes de outros países na região de Londrina deve ser tema de uma reunião que vai envolver representantes da Polícia Federal, prefeituras e outras instâncias. 

‘‘Eles (bengaleses) chegam muito tensos: estão viajando há quatro dias, sem se alimentar, não sabem se comunicar. Um ou outro sabe falar alguma coisa em inglês’’, diz Márcia. 

A FOLHA entrevistou um bengalês que está em um abrigo na região de Londrina desde que chegou ao Norte do Paraná, na semana retrasada. Ele relata que ‘‘não conhecia ninguém’’, mas que escolheu o Brasil em razão da ‘‘economia forte’’. Sua rota teve várias escalas: saiu de Bangladesh, esteve em Dubai, passou por São Paulo, Lima, no Peru, e pela Bolívia, onde cruzou a fronteira por Corumbá (MS). 

Conta que teve de deixar o país de origem por problemas políticos, já que tem ligação com o principal partido de oposição ao governo atual. Vai solicitar refúgio ao governo brasileiro e pretende se estabelecer por aqui. ‘‘Gostei do Brasil, todos estão sendo muito gentis’’, elogia. Por enquanto, está desempregado. ‘‘Vou tentar aprender a língua e depois vou procurar emprego’’, afirma o bengalês, que fala inglês com sotaque forte. 

A preocupação com a segurança é grande entre o grupo. O entrevistado pela FOLHA e outros imigrantes de Bangladesh, que estavam no mesmo abrigo e conversaram brevemente com a reportagem, pediram mais de uma vez para que seus nomes não fossem publicados nesta reportagem. Só aceitaram ser fotografados contra a luz, para que seus rostos não fossem identificados. 

Por uma questão de sigilo, a Polícia Federal em Londrina não quis informar se há alguma investigação em curso para apurar se há grupos organizados aliciando bengaleses para que venham ao Brasil. 

Nos últimos dois meses, em operações diferentes, a PF desbaratou dois esquemas ilegais que traziam trabalhadores de Bangladesh para o Brasil, em Corumbá e no Distrito Federal. No segundo caso, há indícios de tráfico internacional de pessoas e trabalho escravo. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013


Dom Alessandro reflete sobre migrações forçadas na AL durante plenária no Vaticano

Plenária do Pontifício Conselho para os Migrantes e Itinerantes reflete a acolhida aos refugiados e migrantes forçados

O Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes realiza no Vaticano, a sua vigésima plenária abordando a temática: A solicitude pastoral da Igreja no contexto das migrações forçadas, da qual participa dom Alessandro Ruffinoni, religioso da Congregação dos Missionários Scalabrinianos, bispo de Caxias do Sul e membro do Pontifício Conselho.

A previsão é que no 6 de junho, o Pontifício Conselho apresente à imprensa o documento “Acolher Deus nos refugiados e nas pessoas forçadas à imigração”.

Durante e plenária já foi avaliada a migração forçada da África para a Europa e a possibilidade de que as pessoas obrigadas a deixar seu país possam apresentar pedidos de proteção, antes mesmo de chegar à fronteira, às sedes diplomáticas no exterior.

Dom Alessandro Ruffinoni, da Congregação dos Missionários de São Carlos é membro do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes e falou nesta quinta-feira, dia 23, sobre “América Latina, análise do fenômeno atual das migrações forçadas”. 

Reportagem com Roseli Lara, da WebRádio Migrantes

segunda-feira, 20 de maio de 2013


Entrada de imigrantes pela região do Paraná, tem crescido, diz polícia Rodoviaria


A entrada de 11 imigrantes ilegais de Blangadesh no Brasil, flagrados pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) de Iporã no sábado passado, coloca a região frente uma realidade vivida pelo País há alguns anos. A imigração ilegal tem sido frequente nas regiões fronteiriças e, Umuarama pode estar na rota usada por esses imigrantes até os grandes centros.
Embora este problema seja mais expressivo na região norte, principalmente no Acre, o flagra dos bengaleses na região reflete diretamente na questão da fronteira aberta no Brasil. Segundo a Polícia Rodoviária de Iporã, o grupo que viajava em um ônibus interurbano e o último registro de alfândega no passaporte deles era um visto boliviano.
O sargento responsável pela operação, Gilson Cardoso Fahur, da 4ª Companhia de Polícia Rodoviária da Rotam, disse em entrevista que os estrangeiros embarcaram em Guaíra, na fronteira com o Paraguai e iriam desembarcar em Cruzeiro do Oeste - região metropolitana de Umuarama.
Oportunidades
Após entrarem em contato com um imigrante bengalês que vive há cerca de três anos em Cruzeiro do Oeste, os imigrantes ilegais foram liberados. O bengalês que vive na região e falava português, revelou que a vinda do grupo ao Brasil seria para aceitar uma oferta de trabalho em um frigorífico de aves. “Hoje nosso país vive falta de emprego e sérios problemas políticos. O Brasil tem oportunidades, por isso estamos aqui”, contou.
A Polícia Federal recolheu todos os passaportes e orientou os bengaleses a providenciar o trâmite legal para trabalhar no Brasil. Assim não correm risco de serem deportados. Após serem liberados pela PF, os estrangeiros foram para a casa do conterrâneo que vive em Cruzeiro do Oeste. A relação do grupo e do homem será investigada pela Polícia Federal.
Fahur explicou que esses trabalhadores são aliciados por coiotes estrangeiros que vivem legalizados no País e realizam as negociações entre os empregadores brasileiros e trabalhadores estrangeiros. “Como a prática é cada vez mais comum, o número de operações da PF e das polícias rodoviárias deve se intensificar em rodovias que levam às fronteiras”, disse.
Solução humanitária
O problema da imigração clandestina na região explodiu na sequência em que o ministro da Secretaria – Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou que o governo federal terá de promover uma política de ajuda humanitária, para oferecer apoio e também qualidade de vida a esses povos.
A imigração ilegal no País tem tornado-se solidária, comparada com outros países emergentes. Muitos usam rotas semelhantes, entrando pela Bolívia e Peru – países onde não há restrições de visto, assim como o Brasil tem se mostrado.
O caos social vivido hoje no Haiti reflete às semelhanças em que Bangladesh tem enfrentado, e faz do Brasil (com a fronteira ‘livre’) um país mais atraente. O ministro Gilberto Carvalho concordou que a Bolívia é a porta de entrada desses povos no continente e disse ainda que, o Brasil não deve “rejeitar a imigração”.
“Nós precisamos fazer um acordo para que haja um mínimo de cuidado também no uso desses países como corredor de chegada ao Brasil”, ele acrescentou que “o Brasil tem setores da economia com capacidade de ‘absorção muito grande’ de mão de obra, inclusive estrangeira, como é o caso da construção civil.”
 
Nova rota
O sargento Gilson Cardoso Fahur afirmou que é cada vez mais comum a entrada de imigrantes ilegais no Brasil por fronteiras terrestres, como Guaíra. O crescimento econômico brasileiro e eventos esportivos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, que serão realizadas nos próximos anos no País, são os atrativos para os estrangeiros.

Umuarama

Seminário “Migração, trabalho e cidadania”


O Seminário foi organizado pelo Centro de Estudos Migratórios, dos Missionários Scalabrinianos, conjuntamente com a PUC-SP e SPM - Serviço Pastoral dos Migrantes.nos dias 16 e 17 de Maio, o  seminário focalizou, os movimentos migratórios contemporâneos,e sua vinculação às questões de trabalho e cidadania, com ênfase nos direitos Humanos.
 A professora Rosana Baeninger, da Unicamp,  ministrou a conferência intitulada “O Brasil na rota das migrações internacionais”.

O professor Jorge da Silva Macaísta Malheiros, da Universidade de Lisboa, participou de uma mesa-redonda com Suzana Pasternak (do Observatório das Metrópoles de São Paulo), José Carlos Pereira (SPM/Unicamp), Maria do Rosário Holfsen (Unesp/Unicamp) e Lúcia Bógus (PUC-SP). , foi tratado o tema Democracia, Cidadania com o professor Luiz Eduardo Wanderley ( Puc-Sp),

O fato de uma pessoa ter de abandonar sua terra ou sua casa para poder viver não é um ideal. Mas há circunstâncias nas quais muitas pessoas se veem obrigadas a isso: algumas vezes, para poder se manter; outras, para escapar de situações de ameaça e risco para sua vida ou de sua família; e, às vezes, simplesmente para melhorar sua situação pessoal ou familiar. o evento foi muito importante, pelo fato que hoje a migração e uma realidade.
Miguel  ahumada

quinta-feira, 16 de maio de 2013


Igreja Católica promove encontro da 

Pastoral do Migrante no RS.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
A Pastoral do Migrante da Diocese de Rio Grande  - RS promove no próximo sábado, dia 18, uma manhã de formação para agentes da pastoral e pessoas interessadas. 

O encontro tem início às 8h30min. na Paróquia São Judas Tadeu. Um dos objetivo do evento é debater o fenômeno migratório vivenciado em Rio Grande, preparando-se para atuar junto aos milhares de migrantes que já estão trabalhando na 
cidade e perceber que eles são nossos irmãos.

Com informações da Irmã Nyzelle Dondé
por Camila Panassolo http://redesul.am.br/N/G/125466

terça-feira, 14 de maio de 2013


Onze imigrantes ilegais de Bangladesh são detidos na PR-323

Bengaleses iriam trabalhar ilegalmente em frigoríferos da região Noroeste. De acordo com a PRE, estrangeiros foram encontrados em ônibus que seguia de Campo Grande para Maringá
Onze imigrantes ilegais de Bangladesh foram detidos pelas polícias Federal (PF) e Rodoviária Estadual (PRE) na PR-323 entre o distrito de Guaiporã e Cafezal do Sul, na região Noroeste do Paraná, no sábado (11). De acordo com a PRE, os imigrantes foram encontrados durante a Operação Fronteira Oeste, da PF em parceria com a Rotam, em uma abordagem a um ônibus da Viação Umuarama que fazia a linha Campo Grande (MS) – Maringá (PR). Nenhum dos bengaleses possuía visto para entrada no Brasil.
De acordo com o sargento responsável pela operação, Gilson Cardoso Fahur, da 4ª Companhia de Polícia Rodoviária da Rotam, os estrangeiros embarcaram em Guaíra, na fronteira com o Paraguai e iriam desembarcar em Cruzeiro do Oeste, a 135 quilômetros de Maringá para trabalhar. Segundo o sargento, os imigrantes teriam entrado na América Latina pela Bolívia, passaram pelo Paraguai e seguiram até Guaíra por vias terrestres.
Em depoimento à polícia, os imigrantes, com idade entre 20 e 25 anos, contaram que iriam trabalhar em frigoríferos de frango da região Noroeste por salários que variam entre R$ 1 mil e R$ 1,7 mil. “O salário é o maior atrativo para esses jovens imigrantes. Eles disseram que a média salarial deles em Bangladesh era o equivalente a R$ 200”, afirma o sargento Fahur.
Após entrarem em contato com um imigrante bengalês que vive há cerca de três anos em Cruzeiro do Oeste, os imigrantes ilegais foram liberados. A Polícia Federal recolheu todos os passaportes e orientou os bengaleses para que eles realizem o trâmite legal para trabalhar no Brasil. Se não legalizarem suas situações poderão ser deportados.
Após serem liberados pela PF, os estrangeiros foram para a casa do conterrâneo que vive em Cruzeiro do Oeste. A relação do grupo e do homem será investigada pela Polícia Federal.
Esquema
O sargento Gilson Cardoso Fahur afirma que é cada vez mais comum a entrada de imigrantes ilegais no Brasil por fronteiras terrestres, como Guaíra. O crescimento econômico brasileiro e eventos esportivos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, que serão realizadas nos próximos anos no país, são os principais atrativos para os estrangeiros, segundo a polícia.
Fahur explica que esses trabalhadores são aliciados por coiotes que vivem no Brasil. Na maioria das vezes, os coiotes são estrangeiros que vivem legalizados no país e realizam as negociações entre os empregadores brasileiros e trabalhadores estrangeiros.
“Como a prática é cada vez mais comum, o número de operações da PF e das polícias rodoviárias deve se intensificar em rodovias que levam às fronteiras”, diz o sargento Fahur.
O número de trabalhadores estrangeiros ilegais localizados pela polícia no Paraná neste ano foi solicitado à assessoria de imprensa da Polícia Federal. No entanto, até às 16h30 desta segunda-feira (13) a reportagem da Gazeta Maringá não havia recebido o retorno.