domingo, 4 de novembro de 2012


Cidade do Rio Grande do Sul perde 



MORADORES POR CAUSA DA MIGRAÇÃO

No noroeste do Rio Grande do Sul, a equipe do Jornal Nacional encontrou brasileiros saindo de suas casas. São normalmente jovens que deixam as propriedades rurais dos pais para viver na cidade grande.



A equipe do JN no Ar desembarcou nesta sexta (2) no Sul do país pra mostrar as cidades que, segundo o IBGE, estão perdendo moradores por causa da migração. O repórter Rodrigo Alvarez foi a Chapecó, Santa Catarina, para explicar por que isso acontece.
Ao longo da semana, o Jornal Nacional mostrou cidades brasileiras que têm recebido milhares de pessoas, que decidem deixar suas cidades, suas casas e percorrem às vezes longas distâncias procurando um lugar melhor para viver. Normalmente esse lugar é onde existe oportunidade de trabalho.
No noroeste do Rio Grande do Sul, a equipe do Jornal Nacional também encontrou esses brasileiros. Só que esses brasileiros saem de suas casas. São normalmente jovens que deixam as propriedades rurais dos pais para viver na cidade grande.
Uma terra fértil, que no passado atraiu italianos e alemães, virou um sonho no Sul do Brasil. Mas, salvo exceções, ficou parada no tempo.
“A palavra agronegócio aqui não faz sentido?”, perguntou o repórter.
“Não. Aqui nós temos pequenos produtores, aqui nós temos agricultura familiar”, disse Vera Cancian, técnica da Emater.
Sem modernização, as famílias produtoras perderam mercado e já não sabem o que fazer pra não perder os filhos.
Em uma região do Rio Grande do Sul, quando a garotada chega à adolescência, a questão é só uma: ficar ou não ficar?
“Eu, pra mim, eles tem que ficar. Eu botei eles pra estudar pra isso, pra aprender lá fora, mas pra praticar aqui dentro”, revelou Angelim Vizzotto, agricultor.
Será que Mateus e Lucas atendem ao pedido do pai ou engordam a estatística?
Nos últimos 20 anos, segundo o IBGE, quase 50 mil jovens e adultos decidiram sair da região de Frederico Westphalen. Mateus e Lucas pensaram, e decidiram ficar.
“No meu ver, o meu lugar é aqui”, contou Lucas Vizzotto, técnico agrícola.
Uma casa amarela e outra, que nem terminou de ser construída, foram feitas por um proprietário de terra da região pensando nos dois filhos adolescentes. Mas, nenhum deles mora lá. Faz cinco anos que eles foram viver na cidade.
A pequena plantação de milho foram os vizinhos que fizeram para aproveitar o terreno vazio. Assim, plantações abandonadas vão pouco a pouco voltando a ser floresta. Se Roque cuida sozinho do pomar é porque os três filhos foram trabalhar na cidade.
“Chegava o final do ano, tirava pra comprar o que? Um par de calças, um tênis e mais nada, não sobrava pra nada”, lembrou Rogério Coutinho, funcionário público.
O que acontece com frequência é que os jovens estudam, fazem universidade e acabam deixando a casa dos pais pra tentar a vida na cidade grande. Só que a cidade grande da região, Frederico Westphalen, tem só 27 mil moradores e poucos atrativos. Aí, eles decidem migrar para outras regiões do Brasil.
Entre 2005 e 2010, a região de Frederico Westphalen viu quase dez mil moradores partirem. As cidades que mais perderam com a migração foram Nonoai. E a, um dia riquíssima, Ametista do Sul.
Edemar viu uma porção de amigos de mudança pra Mato Grosso.
“Só aqui da minha comunidade teve umas 10, 12 famílias que saíram daqui”, afirmou Edemar Mezzaroba, viticultor.
Os irmãos de Ari foram todos embora.
“O único da família que está aqui na propriedade do meu pai sou eu mesmo”, contou Ari Poltronieri, produtor rural.
Ari e Edemar também já pensaram em sair. Mesmo com uma produção de 300 toneladas por mês, não tem pedra brilhante que segure o povo de Ametista do Sul.
A mina continua ativa, mas os preços da ametista caíram muito e muita gente acabou deixando a cidade em busca de oportunidades. Os que tinham raízes profundas foram obrigados a procurar alternativas pra ganhar dinheiro.
“Estamos fabricando vinho e envelhecendo dentro das galerias subterrâneas, antigas minas que hoje estão desativadas”, afirmou Silvio Poncio, empresário.
Se os sonhos do empresário derem certo, vinho e turismo vão trazer os moradores de volta. Por enquanto, por via das dúvidas, até a igreja foi decorada com ametistas.
  FONTE :http://g1.globo.com

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Bispo de Caxias do Sul- RS, Dom Alessandro Ruffinoni confirma nova tendência migratória no Brasil.


Peregrinação de fé e de esperança: assim, Bento XVI definiu o fenômeno migratório na mensagem para o próximo Dia Mundial do Migrante e do Itinerante, celebrado em janeiro de 2013.

O Papa recorda que o direito da pessoa a emigrar está inscrito entre os direitos humanos fundamentais. "No contexto sociopolítico atual, porém, adverte o Pontífice, ainda antes do direito a emigrar há que reafirmar o direito a não emigrar, isto é, a ter condições para permanecer na própria terra.”

Este, portanto, é o verdadeiro desafio: encontrar no próprio país as condições ideais para projetar a própria vida e não ser obrigado a emigrar por motivos econômicos ou políticos.

Hoje, no Brasil, registra-se uma nova tendência: devido à crise econômica na Europa e no Japão, muitos de nossos compatriotas estão voltando ao país, que, ao mesmo tempo, se tornou meta de latino-americanos, africanos e, inclusive, europeus.

Quem nos confirma esta tendência é o Bispo de Caixas do Sul, no Rio Grande do Sul, Dom Alessandro Ruffinoni, que recentemente foi nomeado por Bento XVI membro do Pontifício Conselho para os Migrantes e os Itinerantes:

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Mensagem de Bento XVI para o DIa Mundial do MIgrante e do Refugiado de 2013



papa-escrevendoA Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou na manhã de sexta-feira, 26 de outubro, a Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2013. O tema da Mensagem é: “Migrações: peregrinação de fé e de esperança”.
Leia a seguir a íntegra da Mensagem.
Queridos irmãos e irmãs!
Na Constituição pastoral Gaudium et spes, o Concílio Ecuménico Vaticano II recordou que «a Igreja caminha juntamente com toda a humanidade» (n. 40), pelo que «as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração» (ibid., 1). Na linha destas afirmações, o Servo de Deus Paulo VI designou a Igreja como sendo «perita em humanidade» (Enc. Populorum progressio, 13), e o Beato João Paulo II escreveu que a pessoa humana é «o primeiro caminho que a Igreja deve percorrer na realização da sua missão (...), caminho traçado pelo próprio Cristo» (Enc. Centesimus annus, 53). Na esteira dos meus Predecessores, quis especificar –na Encíclica Caritas in veritate – que «a Igreja inteira, em todo o seu ser e agir, quando anuncia, celebra e atua na caridade, tende a promover o desenvolvimento integral do homem» (n. 11), referindo-me também aos milhões de homens e mulheres que, por diversas razões, vivem a experiência da emigração. Na verdade, os fluxos migratórios são «um fenómeno impressionante pela quantidade de pessoas envolvidas, pelas problemáticas sociais, económicas, políticas, culturais e religiosas que levanta, pelos desafios dramáticos que coloca à comunidade nacional e internacional» (ibid., 62), porque «todo o migrante é uma pessoa humana e, enquanto tal, possui direitos fundamentais inalienáveis que hão-de ser respeitados por todos em qualquer situação» (ibidem).
Neste contexto, em concomitância com as celebrações do cinquentenário da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II e do sexagésimo aniversário da promulgação da Constituição apostólica Exsul familia e quando toda a Igreja está comprometida na vivência do Ano da Fé abraçando com entusiasmo o desafio da nova evangelização, quis dedicar a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado de 2013 ao tema «Migrações: peregrinação de fé e de esperança».
Na realidade, fé e esperança formam um binómio indivisível no coração de muitos migrantes, dado que neles existe o desejo de uma vida melhor, frequentemente unido ao intento de ultrapassar o «desespero» de um futuro impossível de construir. Ao mesmo tempo, muitos encetam a viagem animados por uma profunda confiança de que Deus não abandona as suas criaturas e de que tal conforto torna mais suportáveis as feridas do desenraizamento e da separação, talvez com a recôndita esperança de um futuro regresso à terra de origem. Por isso, fé e esperança enchem muitas vezes a bagagem daqueles que emigram, cientes de que, com elas, «podemos enfrentar o nosso tempo presente: o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceite, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho» (Enc. Spe salvi, 1).
No vasto campo das migrações, a solicitude materna da Igreja estende-se em diversas direções. Por um lado a sua solicitude contempla as migrações sob o perfil dominante da pobreza e do sofrimento que muitas vezes produz dramas e tragédias, intervindo lá com ações concretas de socorro que visam resolver as numerosas emergências, graças à generosa dedicação de indivíduos e de grupos, associações de voluntariado e movimentos, organismos paroquiais e diocesanos, em colaboração com todas as pessoas de boa vontade. E, por outro, a Igreja não deixa de evidenciar também os aspectos positivos, as potencialidades de bem e os recursos de que as migrações são portadoras; e, nesta direção, ganham corpo as intervenções de acolhimento que favorecem e acompanham uma inserção integral dos migrantes, requerentes de asilo e refugiados no novo contexto sociocultural, sem descuidar a dimensão religiosa, essencial para a vida de cada pessoa. Ora a Igreja, pela própria missão que lhe foi confiada por Cristo, é chamada a prestar particular atenção e solicitude precisamente a esta dimensão: ela constitui o seu dever mais importante e específico. Visto que os fiéis cristãos provêm das várias partes do mundo, a solicitude pela dimensão religiosa engloba também o diálogo ecuménico e a atenção às novas comunidades; ao passo que, para os fiéis católicos, se traduz, entre outras coisas, na criação de novas estruturas pastorais e na valorização dos diversos ritos, até se chegar à plena participação na vida da comunidade eclesial local. Entretanto, a promoção humana caminha lado a lado com a comunhão espiritual, que abre os caminhos «a uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo» (Carta ap. Porta fidei, 6). É sempre um dom precioso tudo aquilo que a Igreja proporciona visando conduzir ao encontro de Cristo, que abre para uma esperança sólida e credível.
A Igreja e as diversas realidades que nela se inspiram são chamadas a evitar o risco do mero assistencialismo na sua relação com os migrantes e refugiados, procurando favorecer a autêntica integração numa sociedade onde todos sejam membros activos e responsáveis pelo bem-estar do outro, prestando generosamente as suas contribuições originais, com pleno direito de cidadania e participação nos mesmos direitos e deveres. Aqueles que emigram trazem consigo sentimentos de confiança e de esperança que animam e alentam a procura de melhores oportunidades de vida; mas eles não procuram apenas a melhoria da sua condição económica, social ou política. É verdade que a viagem migratória muitas vezes inicia com o medo, sobretudo quando perseguições e violências obrigam a fugir, com o trauma de abandonar os familiares e os bens que, em certa medida, asseguravam a sobrevivência; e, todavia, o sofrimento, as enormes perdas e às vezes um sentido de alienação diante do futuro incerto não destroem o sonho de reconstruir, com esperança e coragem, a vida num país estrangeiro. Na verdade, aqueles que emigram nutrem a confiança de encontrar acolhimento, obter ajuda solidária e entrar em contato com pessoas que, compreendendo as contrariedades e a tragédia dos seus semelhantes e também reconhecendo os valores e recursos de que eles são portadores, estejam dispostas a compartilhar humanidade e bens materiais com quem é necessitado e desfavorecido. Na realidade, é preciso reafirmar que «a solidariedade universal é para nós um facto e um benefício, mas também um dever» (Enc. Caritas in veritate, 43). E assim, a par das dificuldades, os migrantes e refugiados podem experimentar também relações novas e hospitaleiras que os encorajem a contribuir para o bem-estar dos países de chegada com suas competências profissionais, o seu património sociocultural e também com o seu testemunho de fé, que muitas vezes dá impulso às comunidades de antiga tradição cristã, encoraja a encontrar Cristo e convida a conhecer a Igreja.
É verdade que cada Estado tem o direito de regular os fluxos migratórios e implementar políticas ditadas pelas exigências gerais do bem comum, mas assegurando sempre o respeito pela dignidade de cada pessoa. O direito que a pessoa tem de emigrar – como recorda o número 65 da Constituição conciliar Gaudium et spes – conta-se entre os direitos humanos fundamentais, com faculdade de cada um se estabelecer onde crê mais oportuno para uma melhor realização das suas capacidades e aspirações e dos seus projetos. No contexto sociopolítico atual, porém, ainda antes do direito a emigrar há que reafirmar o direito a não emigrar, isto é, a ter condições para permanecer na própria terra, podendo repetir, com o Beato João Paulo II, que «o direito primeiro do homem é viver na própria pátria. Este direito, entretanto, só se torna efetivo se se têm sob controle os fatores que impelem à emigração (Discurso ao IV Congresso Mundial das Migrações, 9 de Outubro de 1998). De facto, hoje vemos que muitas migrações são consequência da precariedade económica, da carência dos bens essenciais, de calamidades naturais, de guerras e desordens sociais. Então emigrar, em vez de uma peregrinação animada pela confiança, pela fé e a esperança, torna-se um «calvário» de sobrevivência, onde homens e mulheres resultam mais vítimas do que autores e responsáveis das suas vicissitudes de migrante. Assim, enquanto há migrantes que alcançam uma boa posição e vivem com dignidade e adequada integração num ambiente de acolhimento, existem muitos outros que vivem em condições de marginalidade e, por vezes, de exploração e privação dos direitos humanos fundamentais, ou até assumem comportamentos danosos para a sociedade onde vivem. O caminho da integração compreende direitos e deveres, solicitude e cuidado pelos migrantes para que levem uma vida decorosa, mas supõe também a atenção dos migrantes aos valores que lhes proporciona a sociedade onde se inserem.
A este respeito, não podemos esquecer a questão da imigração ilegal, que se torna ainda mais impelente nos casos em que esta se configura como tráfico e exploração de pessoas, com maior risco para as mulheres e crianças. Tais delitos hão-de ser decididamente condenados e punidos, ao mesmo tempo que uma gestão regulamentada dos fluxos migratórios – que não se reduza ao encerramento hermético das fronteiras, ao agravamento das sanções contra os ilegais e à adopção de medidas que desencorajem novos ingressos – poderia pelo menos limitar o perigo de muitos migrantes acabarem vítimas dos referidos tráficos. Na verdade, hoje mais do que nunca são oportunas intervenções orgânicas e multilaterais para o desenvolvimento dos países de origem, medidas eficazes para erradicar o tráfico de pessoas, programas orgânicos dos fluxos de entrada legal, maior disponibilidade para considerar os casos individuais que requerem intervenções de proteção humanitária bem como de asilo político. As normativas adequadas devem estar associadas com uma paciente e constante ação de formação da mentalidade e das consciências. Em tudo isto, é importante reforçar e desenvolver as relações de bom entendimento e cooperação entre realidades eclesiais e institucionais que estão ao serviço do desenvolvimento integral da pessoa humana. Na perspectiva cristã, o compromisso social e humanitário recebe força da fidelidade ao Evangelho, com a consciência de que «aquele que segue Cristo, o homem perfeito, torna-se mais homem» (Gaudium et spes, 41).
Queridos irmãos e irmãs migrantes, oxalá esta Jornada Mundial vos ajude a renovar a confiança e a esperança no Senhor, que está sempre junto de vós! Não percais ocasião de encontrá-Lo e reconhecer o seu rosto nos gestos de bondade que recebeis ao longo da vossa peregrinação de migrantes. Alegrai-vos porque o Senhor está ao vosso lado e, com Ele, podereis superar obstáculos e dificuldades, valorizando os testemunhos de abertura e acolhimento que muitos vos oferecem. Na verdade, «a vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas da nossa vida são as pessoas que souberam viver com retidão. Elas são luzes de esperança. Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia, o sol erguido sobre todas as trevas da história. Mas, para chegar até Ele, precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz recebida da luz d'Ele e oferecem, assim, orientação para a nossa travessia» (Enc. Spe salvi, 49). Confio cada um de vós à Bem-aventurada Virgem Maria, sinal de consolação e segura esperança, «estrela do caminho», que nos acompanha com a sua materna presença em cada momento da vida, e, com afeto, a todos concedo a Bênção Apostólica.
Vaticano, 12 de Outubro de 2012.
Fonte: http://fmemaus.webnode.com

Sínodo dos Bispos encerra com três linhas pastorais para a Nova Evangelização

Missa de encerramento do Sínodo aconteceu na manhã desta segunda-feira,29 na Basílica São Pedro

Encerrou na manhã desta segunda-feira, 29 em Roma o Sínodo dos Bispos. Uma celebração foi realizada na Basílica de São Pedro que, estava repleta de fiéis que participaram na celebração litúrgica de encerramento do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização.

Com o Santo Padre celebraram também mais de cem cardeais e bispos que, ao longo de três semanas, estiveram reunidos no Vaticano para refletir sobre a forma de reavivar a vivência evangélica dos católicos no mundo de hoje.

A leitura do Evangelho de São Marcos deste domingo serviu de inspiração ao Papa para a sua homilia como um modelo para aquelas pessoas que vivem em regiões de antiga evangelização, onde a luz da fé se ofuscou, e se afastaram de Deus, deixando de O considerar relevante para a própria vida”.

Na ocasião, Bento XVI, realçou três linhas pastorais que emergiram do Sínodo:

“A primeira diz respeito aos Sacramentos da iniciação cristã. Foi reafirmada a necessidade de acompanhar com uma catequese adequada, a preparação para o Baptismo, a Confirmação e a Eucaristia”.

O Papa recordou a este respeito que foi também reiterada a importância da Penitência, Sacramento da misericórdia de Deus, e que a figura dos Santos foi indicada como protagonistas da nova evangelização, pois que, com o exemplo da vida e as obras de caridade, falam uma linguagem acessível a todos.

Como segunda linha de evangelização, Bento XVI indicou a missão ad gentes, para a qual são chamados consagrados e leigos.

“Foi sublinhado que há muitos ambientes em África, Ásia e Oceânia, onde os habitantes aguardam com viva expectativa – às vezes sem estar plenamente conscientes disso – o primeiro anuncio do Evangelho. Por isso é preciso pedir ao Espírito Santo que suscite na Igreja um renovado dinamismo missionário, cujos protagonistas sejam, de modo especial, os agentes pastorais e féis leigos”.

Frisando que com a globalização e a deslocação de populações a missão ad gentes torna-se necessária também nos países de antiga evangelização, o Papa passou à terceira linha pastoral desta nova evangelização.

“Um terceiro aspecto diz respeito ás pessoas baptizadas que, porém não vivem as exigências do Baptismo”.

Estas pessoas – constatou-se no Sínodo - encontram-se em todos os continentes, especialmente no mais secularizados. A Igreja dá-lhes particular atenção a fim de as levar a redescobrir a alegria da fé em Cristo – referiu o Papa acrescentando ainda que para pôr em práticas estas três linhas pastorais com vista na nova evangelização, a Igreja, não se serve apenas dos métodos tradicionais de pastoral, mas procura também “lançar mão de novos métodos”, de novas linguagens mais apropriadas para as diversas culturas do mundo, a fim de implementar um diálogo na simpatia e amizade fundamenta em Deus.

Este esforço de criatividade pastoral já está a ser levada a cabo com algumas iniciativas como “o átrio dos gentios”, e a “missão continental", entre outras, indicou o Papa, confiante de que o Senhor abençoará abundantemente esses esforços. E rematou dizendo que os novos evangelizadores são pessoas que, como Bartimeu, voltaram a aproximar-se, com fé, a Jesus Cristo, tornaram-se discípulos e exultam de alegria, porque o Senhor fez nelas grandes coisas.

Com informações da Rádio Vaticano



Rio Grande do Sul cria comitê para migrantes, refugiados, apátridas e vítimas do tráfico de pessoas


Refugiados palestinos reassentados no Rio Grande do Sul. (ACNUR/ L.F.Godinho)
A Secretaria da Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul formalizou nesta segunda (22) a criação do Comitê de Atenção a Migrantes, Refugiados, Apátridas e Vítimas do Tráfico de Pessoas(COMIRAT), que tem como objetivos incluir estas pessoas em políticas públicas, produzir conhecimento sobre estes temas e elaborar um plano de ação para estas populações.
“Neste cenário de agravamento da crise internacional e o estabelecimento de políticas restritivas para estrangeiros, o Brasil precisa liderar o debate, mostrando que o modelo que queremos deve ser de paz e solidariedade”, disse o Secretário de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, Fabiano Pereira. Segundo ele, o COMIRAT atenderá de forma mais organizada quem chega ao Estado sem referência.
O COMIRAT é o quarto comitê constituído em nível estadual para lidar especificamente com questões de migração e refúgio. Os demais estão em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. E é o primeiro a incluir apátridas – pessoas que por questões legislativas internas dos países não são reconhecidas como cidadãs de nenhuma nação e, portanto, impossibilitadas de acessar os serviços públicos e integrar-se.
“Colocar a apatridia no foco das discussões e reforçar a proteção a esta população vulnerável são grandes avanços. É uma boa prática do governo do Rio Grande do Sul que pode ser replicada em outros estados”, disse o representante do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil, Andrés Ramirez. Segundo ele, o fato de o Comitê funcionar no âmbito da SJDH possibilitará também que os casos de tráfico de pessoas sejam tratados pelo viés dos direitos humanos, evitando a criminalização das vítimas, como muitas vezes acontece.
O Rio Grande do Sul tem aproximadamente 250 refugiados pelo programa de Reassentamento Solidário do ACNUR. A maioria é de nacionalidade colombiana, seguida por palestinos e uma pequena parte de afegãos. Em todo o Brasil, a população de refugiados está por volta de 4.600 pessoas de 70 nacionalidades diferentes. A maioria desta população vive nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
Fonte: http://www.onu.org.br/

sábado, 27 de outubro de 2012


RS terá em 15 dias instalação do Comitê para migrantes, refugiados, apátridas e vítimas do tráfico

Garantia é da diretora de direitos humanos Tamara Soares

Dra. Tamara Biolo é diretora do SJDH
Dra. Tamara Biolo é diretora do SJDH
Está em vigor o decreto do governador gaúcho Tarso Genro que cria o quarto comitê para migrantes e refugiados no Brasil. O decreto publicado no Diário Oficial do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (23) dá agora caráter oficial ao comitê e abre o período que prepara sua instalação.

Segundo a Diretora do Departamento de Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH) Tamara Biolo Soares, o comitê fica denominado como Comerati - Comitê Estadual de Atenção à Migrantes, Refugiados, Apátridas e vítimas do Tráfico Humano. Caberá à Secretaria a coordenação do órgão.

O próximo passo, segundo Tamara Soares será a eleição pela sociedade civil das oito entidades civis que estarão compondo o órgão, em ação conjunta com órgãos públicos. “Talvez dentro de 15 dias, possamos fazer a nossa primeira reunião. Será uma composição muito ampla, decidimos incluir diversas secretarias estaduais para envolver os vários públicos a serem atendidos, inclusive em uma articulação com os municipios. Serâo convidados vários orgão e as universidades. Queremos que o comitê seja uma fonte de produção de estatísticas", garantiu.

Segunda diretora de direitos humanos, as atribuições do comitê serão amplas e vão desde monitorar as ações das instituições a propor serviços e ações específicos de atenção, defesa e promoção e destas categorias. O primeiro desafio, adiantou, será a formulação do Plano Estadual para atendimento das pessoas sujeitas à mobilidade.

"O comitê já nasce com este desafio, que é elaborar o Plano Estadual de Políticas de Atenção a Migrantes, Refugiados, Apátridas e Vítimas de Tráfico Humano, com diretrizes para todas as ações. Será a primeira atividades, uma vez que o comitê seja instalado e comece a reunir", pontuou

Dados divulgados pelo sociólogo Jurandir Zamberlam, que integra o Fórum Permanente de Mobilidade Humana no Rio Grande do Sul, apontam que o Brasil conta atualmente com 1,575 milhão de imigrantes (estrangeiros em solo brasileiro) com mais de 4 milhões de brasileiros vivendo fora do país, segundo Zamberlam.

Roseli Lara/ Rádio Migrantes
por Camila Panassolo (Web Rádio Migrantes), dia 24/10/2012 às 12:36

sexta-feira, 26 de outubro de 2012


PF prende chineses em Uruguaiana

BM PRENDE CHINESES QUE ATRAVESSARAM O RIO URUGUAI

ZERO HORA. 21 de outubro de 2012 | N° 17229

COIOTES DA FRONTEIRA



Seis chineses foram presos na manhã de sábado quando tentavam entrar ilegalmente no Brasil.

Eles atravessavam de barco o Rio Uruguai – que liga Paso de Los Libres, na Argentina, a Uruguaiana, na Fronteira Oeste – e foram pegos próximo à margem brasileira por volta das 7h. A Polícia Federal notificou o grupo, que registrava passagem pelos Emirados Árabes, e deu um prazo de três dias para que deixem o país.

A prisão foi feita pela Brigada Militar. Após receber denúncia anônima, os policiais se deslocaram para uma área próxima de onde costuma ocorrer o desembarque de imigrantes conduzidos por coiotes. O crime tem se tornado comum na região e vários casos foram registrados desde março, quando o movimento migratório irregular se intensificou. De acordo com a PF, em média 10 imigrantes por mês são impedidos de entrar no país.

Falando em mandarim e com dificuldades de comunicação em outras línguas, os imigrantes silenciam sobre os agenciadores da viagem. O coiote que conduzia o grupo dos seis chineses conseguiu escapar. No final de agosto, uma operação da PF deteve 13 chineses com entrada clandestina.


Fonte: http://policiadefronteira.blogspot.com.br/