quinta-feira, 27 de junho de 2013

Regional Sul 3 da CNBB lançará cartilha sobre acompanhamento aos imigrantes haitianos

Padre João Marcos Cimadon diz que material visa atender agentes de pastoral e empresários

O Setor de Migrações do regional Sul 3, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, está em fase de conclusão da cartilha que oferece diretrizes pastorais para o acompanhamento dos imigrantes haitianos, que têm como um dos destinos no Brasil, o Estado do Rio Grande do Sul.

De acordo com o padre João Marcos Cimadon, (CS), assessor do Setor de Migrações, nesta etapa a preocupação é atender aos agentes pastorais e empresários que contratam o trabalho dos haitianos, mas já está prevista também uma publicação que possa atender ao setor público, de forma a motivar uma abordagem de acolhimento aos trabalhadores imigrantes. 

Padre João Marcos explica que desde 2010, quando os imigrantes haitianos começaram ao chegar ao Brasil, muitas experiências foram sendo vivenciadas, tanto pelos scalabrinianos, como pelas organizações sociais que também colaboram com conteúdos para finalização da cartilha. 

O conteúdo aborda desde as motivações da imigração dos haitianos para o Brasil, até as formas mais adequadas de abordagem, em uma visão de direitos humanos. 
A cartilha com diretrizes para o acompanhamento dos haitianos traz como tópicos: a trajetória dos haitianos e sua luta pela libertação; a instabilidade política; o terremoto de 2010 e atual situação com a intervenção militar estrangeira do país; porque os imigrantes haitianos escolheram o Brasil para migrar e a postura legal do governo brasileiro diante da necessidade de entrada dos imigrantes no país. 

O material estará disponível para os agentes de pastoral até o final de julho. 

Missão Scalabriniana leva acolhida aos migrantes do único porto marítimo do RS

Apostolado do Mar atende os estrangeiros que ali chegam ou trabalham desde 2009

Único porto marítimo do RS e o mais meridional do Brasil, o Porto do Rio Grande é um importante instrumento de desenvolvimento socioeconômico e ambiental do governo gaúcho e brasileiro. No último ano, o porto registrou recordes de movimentação, ultrapassando 30 milhões de toneladas movimentadas.

Devido a sua profundidade privilegiada e à proximidade com os países da Bacia Hidrográfica do Prata, Rio Grande também está se consolidando como o principal porto do Mercosul. Além disso, possui a vantagem de ter trabalhadores capacitados, operadores portuários qualificados e terminais privados com modernas estruturas.

Esses fatores são responsáveis pela presença de milhares de trabalhadores provenientes de todo o país, além de profissionais estrangeiros contratados especialmente pela indústria naval devido à urgência dos contratos e à insuficiência de brasileiros qualificados para o setor.

O transporte rodoviário também cresceu muito. A duplicação da Rodovia Rio Grande - Pelotas já está em fase de conclusão, além de ter sido já iniciada a duplicação de BR 116 no trecho Porto Alegre - Pelotas.

Diante desta realidade da migração e da presença crescente de marinheiros da marinha mercante, os Padres Scalabrinianos decidiram abrir a Missão do Apostolado do Mar no Porto de Rio Grande e dar um apoio à diocese na Pastoral do Migrante, que é prioridade da diocese. 

A Missão em Rio Grande iniciou em março de 2009 com o Pe. Giovanni Corso para iniciar o Apostolado do Mar. Com o apoio do bispo e da igreja local e em parceria com a igreja Luterana, iniciou os contatos com as autoridades policiais e portuárias para poder desenvolver legalmente o trabalho de visitação dos marinheiros nos navios.

O Apostolado do Mar, Stella Maris, dá apoio aos marinheiros em algumas necessidades humanitárias, especialmente de comunicação, mas também a assistência religiosa é dada para os que pedem. Com frequência são celebradas Missas a bordo de navios, especialmente os de tripulação filipina. 

Em 2010 para dar mais estabilidade e apoio ao trabalho, foi assumida também a Paróquia São Judas Tadeu, na área do Porto Novo, pelo Pe. Heitor Di Domenico para assumir a Paróquia e colaborar com o Pe. Giovanni Corso na missão. Desde então busca-se fazer um trabalho em conjunto entre o Apostolado do Mar e a Paróquia, unidos com a Pastoral dos Migrantes. 

Após conseguir as licenças necessárias conforme as leis internacionais de segurança nos portos iniciou-se o trabalho de visitação aos navios. 

Em conjunto com a Pastoral do Migrante da diocese, os missionários scalabrinianos continuam com a Missão do Apostolado do Mar realizamos visitas fraternas, assistência religiosa e atendimentos emergenciais nos alojamentos que se estendeu ao caminhoneiros e a juventude universitária na intenção de atingir as diversas formas de migração. 

Com informações do Pe. Heitor Di Domênico

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A república sentimental do Haiti

Cerca de 500 haitianos se espalham pela periferia de Curitiba e região. Eles recolhem os enganados pelos “coiotes” e juntam os tostões para trazer suas famílias.
Charles Vallon, 30 anos, é economista; Emanuel Giraut, 25, estudante de Direito; Jean Robert, 46, professor do ensino básico; Wilgens Seneus, 26, faz design de joias. Nenhum dos quatro atua na área. Quando lhes perguntam em que gostariam de trabalhar, respondem que “procuram serviço na construção civil”, área de atuação que melhor paga os imigrantes haitianos que fizeram de Curitiba e Região Metropolitana seu porto a partir de janeiro de 2012.

Os dados não são absolutos. De acordo com a Polícia Federal, 247 haitianos vivem em Curitiba. Para a Pastoral do Migrante – serviço da Igreja Católica envolvido com a acolhida dos viajantes –, seriam pouco mais de 500. Em média, 12 por dia recorrem à pastoral, que funciona na Avenida Manoel Ribas, em Santa Felicidade. Procuram ocupação profissional nas 20 empresas voluntárias, roupas, alimentos, orientação da assistente social Elizete Sant’Anna e do padre Gustot Lucien, 40, haitiano com uma década de Brasil, convertido em autoridade no assunto.
Os recém-chegados têm em comum não só a memória do terremoto de 2010 – é raro algum que não tenha pelo menos um parente morto ou mutilado na tragédia. Eles são jovens e jovens adultos – entre 24 e 44 anos –, homens na maioria, têm estudo fundamental, são casados ou comprometidos, falam francês e creole. Não fosse a língua, estariam em condições melhores do que a maioria dos brasileiros médios.
Enfrentaram longa viagem até aqui, com passagens atribuladas pelo Acre e Mato Grosso. Querem fazer a vida no Paraná, apesar do frio nunca antes experimentado e dos vizinhos, que ainda os olham com desconfiança. Acreditam que devem começar pelo serviço de pedreiro, função mais adequada para quem aprende português “na marra”. Para as mulheres, a cozinha, desde que não precisem voltar de madrugada, algo quase proibitivo para uma haitiana.
Não é tudo. A construção civil paga entre R$ 1,2 mil e R$ 2 mil, com benefícios, garantia de que um haitiano empregado poderá realizar o maior de todos os desejos: trazer mulher e filhos para o Brasil, deixando-­os perto de um final feliz. A reportagem da Gazeta do Povo conversou com cerca de 30 imigrantes da ilha caribenha. Com exceção de um, que perguntou qual o segredo para namorar uma brasileira, todos os outros contaram juntar os tostões para trazer a família. Uma viagem dessa não sai por menos de R$ 2,5 mil. Poucos, por enquanto, conseguiram arcar com as despesas.
Saudade
Os haitianos encontram dificuldades de emprego, de moradia, de adaptação e o olho vesgo da população. Mas nenhum problema é maior do que o sentimental. A maioria está há mais de um ano longe da mulher e dos filhos, vivendo em alojamento, num país de hábitos e idioma estranhos. Tímidos, há quem pergunte se, por acaso, o governo brasileiro – que facilitou os vistos de entrada – não pensa em trazer o resto das famílias. “Cada noite sinto mais saudade”, admite Dieunel Saintilus, 27, operário do Shopping Pátio Batel, ao lado de outros oito conterrâneos ali empregados.
Os haitianos têm fama de resistentes à pobreza e às adversidades. E de alegres – uma meia verdade. “Não é tudo tão bonito como parece”, comenta Elizete, sobre o grupo que chama atenção pelo asseio e educação principesca. Muitos foram enganados por coiotes, que lhes venderam a ilusão do Paraná rico e cobraram caro por isso – até US$ 2,5 mil. Houve quem deixou profissão e segurança. É comum relatos sobre médicos e poliglotas entre os refugiados. “Temo quando começam a se deprimir”, confessa padre Gustot, ao contar de uma jovem que acaba de ajudar a voltar ao país. Tudo indica que um período de retorno de muitos outros deva se seguir.
A conta para os haitianos, afinal, é mais complicada do que parece. Eles vivem em repúblicas espalhadas por bairros como Boa Vista e Butiatuvinha; em cidades como Colombo, Pinhais e São José dos Pinhais. Como não conseguem fiadores, alugam casebres em ocupações irregulares, o que não lhes sai barato. Um quarto e sala numa favela pode custar R$ 500 ao mês. Dividem todas as despesas de cama e mesa. Solidários, acolhem os colegas sem-teto, o que faz com que numa casa haja sempre uma parcela desempregada. “Encontrei dois na Rodoviária. Trouxe-os comigo”, conta Garnet Castin, 31, sobre haitianos passados para trás pelos “coiotes” e abandonados ao chegar.
Um dos maiores orgulhos da comunidade é dizer que não há nenhum haitiano mendigo. Dentro das casas, chama atenção a ordem e a limpeza, contrastando muitas vezes com as vilas em que estão. A mendicância, aliás, é uma das muitas coisas do Brasil que não entendem. “Deve ser destino”, arrisca o ex-comerciante e candidato “à obra” Luiz Vicente, 30 anos. Ele divide uma pensão da Rua do Rosário, Centro de Curitiba, com outros 30 compatriotas. Em três meses, vira-se bem no português, uma exceção à regra. Não leva o menor jeito para erguer paredes – mas promete levantar muitas até trazer sua noiva para o Mundo Novo. É seu sonho. O segundo, trabalhar numa loja. “Por que não? Sou bom nisso”, garante. Recado dado.
Haiti é aqui
Fragmentos de um país em Pinhais e no Butiatuvinha
• Repúblicas
Uma casa haitiana, com certeza, é habitada por até uma dezena de pessoas, todas debaixo de regras – camas sempre arrumadas, turma da cozinha a postos e rateamento das despesas. Há necessidade de ser aceito pelos vizinhos, daí a observação do silêncio e dos modos. Em Pinhais, na Rua Alzira Rodrigues da Silva, duas casas geminadas abrigam novos paranaenses como Exumo, Ebelson, Damisson, Edmont, Altidor e Demostherne – este um líder da pequena comunidade. Metade dos moradores está sem emprego e sai todo dia atrás de vagas. Para quem não fala português, as oportunidades são pequenas. A família sabe pouco do que se passa aqui. Uma ligação de cinco minutos para o Haiti custa R$ 13 – proibitivo para os recém-chegados.
• Ocupações
A vila Três Pinheiros, no Butiatuvinha, já é conhecida na região de Santa Felicidade como o pequeno Haiti. Há pelos menos cinco comunidades na ocupação, pelo menos duas delas recém-formadas. Uma é só de moças – empregadas em redes de farmácia. A dona de um pequeno mercado garante que entende tudo o que os novos vizinhos falam, mas a mímica ainda impera. Uma das urgências para a nova comunidade são as aulas de português e a integração ao sistema de ensino.
Bon soir
Salão ao lado de igreja, em Santa Felicidade, é único território haitiano em Curitiba
• Em francês
A Pastoral do Migrante atende a pessoas de qualquer país, mas, de um ano para cá, o espaço está ocupado pelos haitianos. Diferente de nacionalidades como a paraguaia ou a boliviana, eles não dispõem de um espaço comum. Resta-lhes o salão ao lado da Paróquia São José, em Santa Felicidade. Naqueles aproximados 80 metros quadrados, a língua extraoficial é o francês e o crioulo. Bon soir, dizem os haitianos quando chegam diante da assistente social Elizete Sant’Anna.A falta de emprego e a dificuldade de adaptação faz com que muitos cheguem ali em busca de ajuda.
• Na fila
Vindos de uma economia informal, muitos haitianos estranham as leis trabalhistas brasileiras. Há 9 mil deles no país. Sofrem com os horários. Discordam de tantos descontos. O trabalho noturno é pouco tolerado pelas mulheres. Não faltam denúncias de exploração e calotes. Há quem veja na vulnerabilidade haitiana motivos para lhes pedir préstimos para os quais não foram contratados.
• Vodu
A maior parte dos haitianos se declara católico, embora também entre eles seja crescente o número de evangélicos. Do vodu, culto afro predominante no Haiti, fala-se pouco, talvez por medo do prec 

quarta-feira, 19 de junho de 2013


Haitiano é furtado na Rodoviária de Cascavel no Paraná

                     
Cettrans
A mala foi encontrada vazia
              
O haitiano Ronald Augustamar, 26 anos, está no Brasil há cinco meses e teve a mala furtada no Terminal Rodoviário em CascavelO passageiro, que seguiria viagem a Coronel Vivida, onde encontrou um emprego, aguardava pelo ônibus quando saiu à procura de um banheiro e deixou a mala no saguão da rodoviária. Ao retornar ele constatou que a mala havia sido levada.

A Polícia Militar foi acionada e saiu à procura do ladrão. A mala foi encontrada próxima à rodoviária. Um par de tênis, R$ 400 em dinheiro e todos os pertences que estavam na bolsa foram furtados.

Nenhum suspeito foi localizado. No entanto, a Cettrans divulgou imagens da câmera de segurança do local, que devem auxiliar na identificação dos responsáveis pelo roubo.

Fonte: http://haitianosbrasil.blogspot.com.br/


Empresa contrata 220 haitianos para trabalhar em Maringá

no Paraná                        
                           


Arquivo/ GT Foods
Para aumentar exportação de frangos, grupo busca mão de obra no exterior                   

Redação RIC Mais
              
Um dos grandes grupos que atua no comércio de frangos no sul e sudeste do Brasil vai trazer 220 haitianos para trabalhar na região de Maringá. Já é a terceira ação desse tipo realizada pela GT Foods em 2013.

O setor responsável pela contratação afirma que falta mão de obra no País e por isso é necessário buscar profissionais em outros lugares. Com os novos trabalhadores, a empresa espera aumentar a capacidade de exportação, para atender a um público cada vez maior.

Para ajudar na mudança, segundo a GT Foods, os haitianos ficam alojados e recebem alimentação gratuitamente por três meses – até adquirirem estabilidade financeira. Depois desse período eles passam a pagar as próprias despesas com o salário.

Fonte: http://haitianosbrasil.blogspot.com.br/


Outra reportagem também no http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-2edicao/videos/t/maringa/v/haitianos-buscam-emprego-no-parana/2644136/

Em 10 anos, 14 mil gaúchos retornaram do Exterior


 Em meio à tendência de retorno dos brasileiros que deparam com a crise no Exterior, a constatação: os que voltam para o Estado têm renda média de quase três salários mínimos, superior à média nacional
 A economia brasileira sem maiores sobressaltos nos últimos anos e o desemprego em um dígito (5,8% em abril), contrastados com a crise que deixa 23 milhões de pessoas desocupadas na Europa, provocam, no Brasil, o que já é chamado de Operação Retorno.
Para o Rio Grande do Sul, vieram 14 mil (4,7%) do total dos 298.874 chamados retornados. Com um detalhe: a média salarial de quem chega ao Estado é de 2,94 salários mínimos, superior à média nacional dos que voltam, de 2,35 salários.
Os dados são de estudo feito com exclusividade para Zero Hora pelo demógrafo Wilson Fusco, que vive na França, onde cursa pós-doutorado sobre migração e identidade. O retorno de brasileiros entre 2001 e 2010, segundo Fusco, teve aumento de 60% em relação à década anterior. Na média, são pessoas de 30 anos.
Pelos dados do Itamaraty, resultantes de apurações nos consulados, reduziu-se em quase 20% o número de brasileiros residentes no Exterior (de 3 milhões para aproximadamente 2,5 milhões). A ministra Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, avalia que o retorno é complicado e, por vezes, frustrante.
— É importante termos consciência de que o movimento é intenso e que, quando o imigrante retorna, o problema não termina. É preciso que lhes mostremos o caminho das pedras. Temos de ajudá-los a se situar — diz a ministra.
Publicitária de formação, Adriana Coelho, 41 anos, viveu a infância e a juventude entre Canoas e Porto Alegre, e, aos 30, em dezembro de 2002, foi para Coimbra, em Portugal. Há três meses, Adriana retornou. Vive em um apartamento no centro de Canoas, dá aulas de inglês em Porto Alegre e ainda mantém roupas e livros espalhados em uma ampla sala.
— Eu estava empregada, mas ganhava pouco e não via perspectivas. Cheguei aqui e, em uma semana, já tinha duas entrevistas de emprego. Se Portugal não estivesse em crise, não sei se voltaria — conta ela.
Adriana trabalhava como vendedora em uma loja de scrapbooking (montagem de fotos em painel) e fazia traduções. Casou-se com um português, professor de história da arte, de quem depois se separou. Restou a amizade, com o ex-marido e com outros portugueses. Quando se comunicam, todos lhe indagam o mesmo: “As coisas estão mais fáceis aí?”
Sua resposta é: há mais emprego, realmente. Mas a carestia e a violência assustam a gaúcha. Arrependimento?
— Não, estou muito feliz por ter voltado — diz Adriana com o sotaque brasileiro dando o tom para frases com expressões portuguesas.
No final de março, para orientar o contingente de pessoas que pretendem voltar ao Brasil, o governo lançou o Portal do Retorno (http://retorno.itamaraty.gov.br). Objetivo: explicar procedimentos burocráticos úteis, como a possibilidade de contar o tempo de trabalho fora do país para aposentadoria.
Os dados do Itamaraty se baseiam mais em estatísticas. A exceção é o Japão, onde todos os imigrantes são cadastrados pelo governo local. De 2007 a 2012, o número de brasileiros no país caiu de 313 mil para 193 mil. Um deles é Eduardo Oikawa, 68 anos, que voltou a São Paulo depois de 19 anos e trabalha como motorista.
— Primeiro foi o choque da crise. Depois, quando parecia que ia melhorar, veio o terremoto (de Fukushima, em 2011). Mas, para uma pessoa com a minha idade, as coisas não são fáceis no Brasil — afirma Oikawa.

Com a família europeia, um negócio aberto na Capital
A porto-alegrense Isadora Bressiani estava havia nove anos vivendo seu cotidiano em Londres. Formada em Administração de Empresas, conseguiu bom emprego no setor financeiro de uma multinacional. Tão tranquila era sua vida que se apaixonou pelo sueco Anders Hoji, colega de trabalho. O flerte era um sinal de o quanto tudo corria bem, de como Isadora estava à vontade no país onde foi morar. O namoro veio em seguida. E o casamento.
Tudo ótimo, dizia ela diariamente ao refletir sobre a nova vida.
Um ano e nove meses atrás, tiveram sua filha, a loirinha de olhos azuis Isabella. Mas havia um problema inquietante: Isadora estava enfarada no emprego e não via outras perspectivas. Feliz na vida pessoal, mas insatisfeita na profissional. Hoji compreendeu que a mulher precisava de mudanças e topou fazer parte desse processo.
Começaram, então, a surgir informações a respeito das oportunidades que apareciam no Brasil. Hoji sempre tivera o sonho de abrir o próprio negócio. As peças se encaixavam. E eles decidiram: viriam para o Brasil.
— Como foi isso, ele aceitou tranquilamente? — pergunta Zero Hora.
— A iniciativa foi dele, que me viu triste e sempre quis abrir algum negócio, seja onde fosse. Começamos a ver que as coisas estavam bem por aqui, e a decisão foi tomada. No Brasil, temos um mundo a ser desenvolvido. Na Grã-Bretanha, sentíamos que as coisas já estavam estagnadas.
Feito o carreto, como se diz na terra onde vão viver. Isadora, 34 anos, está em Porto Alegre de vez. Hoji, 32, vem aos poucos. Já se demitiu, mas prepara a mudança radical na sua vida. O importante é que os dois já trataram de montar seu negócio. Abriram a empresa OnTheGo, de sobremesas de frutas, com produtos importados da Itália.
— Estou muito otimista. Estou certa de que seremos felizes aqui — diz Isadora, que foi para a Europa e trouxe uma família.
 Léo Gerchmann

Missa de abertura da Semana do Migrante em Curitiba- PR

       TV Evangelizar acompanhou a missa de abertura.





Na semana de 16 a 23 de junho de 2013, a Igreja no Brasil

 celebra a 28ª Semana do Migrante e a TV Evangelizar 

acompanhou a missa de abertura realizada na Paróquia São

 Pedro do Umbará, em Curitiba.

Mesmo sob chuva, fiéis participaram e se emocionaram

 durante a celebração campal promovida pela Pastoral do 

Migrante no Osternak, local onde se concentra a migração

atual. A chuva não desmotivou o povo que se reuniu e foi

 uma linda celebração de acolhida e fé!!!



Confira no link:

http://www.youtube.com/watch?v=Qz-WUNkUXaU