terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sacalabrinianos promovem pesquisa com mulheres para qualificar Pastoral Migratória

Levantamento será em seis países onde congregação atua nesta área

Pesaquisa quer melhorar atendimento. (Foto:divulgação)
Pesaquisa quer melhorar atendimento. (Foto:divulgação)
Scalabrinianas vão realizar uma pesquisa com mulheres imigrantes em 6 países, visando qualificar serviços da Pastoral Migratória. Esta é uma das matérias do Jornal da Igreja deste fim de semana. O Programa vai ao ar às 20h30 na RedeSul de rádio, São Francisco de Caxias do Sul, Fátima de Vacaria, Cacique de Lagoa Vermelha, Alvorada de Marau, Veranense de Veranópolis, Garibaldi de Garibaldi, Maristela de Torres, Sarandi de Sarandi, Cristal de Soledade, Rosário de Serafina Corrêa, Aurora de Guaporé, Cultura de Campos Novos e Webradio Migrantes.

Na edição deste fim de semana, as manchetes do site da Rede Católica de Rádio (RCR), www.rcr.org.br e do Correio Riograndense, edição desta semana, www.correioriograndense.com.br. Bispos e coordenadores da Pascom avaliam diretório de comunicação, diocese de Osório ordena mais um sacerdote na próxima semana, presidente da CNBB avalia a Jornada Mundial da Juventude, jovens da diocese de Caxias do Sul que participaram da Jornada Mundial da Juventude promovem reencontro no seminário Nossa Senhora Aparecida no dia 7 de Setembro e na Palavra da CNBB Dom Vilson, arcebispo de Florianópolis fala sobre a vida humana e a preocupação.

Ouça aqui.
por José Theodoro (Rádio São Francisco)

sábado, 7 de setembro de 2013

Balanço parcial do Grito dos Excluídos (13 horas – 07 de setembro de 2013)
Mobilizações acontecem por todo o país
Em 2013, a 19ª edição do Grito dos Excluídos debate o tema da Juventude a partir do lema: Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular. Nesta semana já foram realizadas mais de 1000 atividades pelo país desde seminários, vigílias, marchas e ações de protesto e reivindicação.
Tradicionalmente, o Grito define um tema que, desde o início do ano, é trabalhado em comunidades, bairros e vilas de inúmeros países. No 7 de setembro, os organizadores e inúmeros participantes saem às ruas para exigir direito ao transporte de qualidade, saúde, educação, tarifas de água, luz e transporte acessíveis, reforma agrária e urbana, entre outras dezenas de reivindicações. Neste ano, a reforma política e a democratização dos meios de comunicação também estão sendo debatidos.
Segundo a coordenação nacional do Grito dos Excluídos, com a criação da Secretaria Nacional de Juventude, do Estatuto da Juventude e do Conselho Nacional da Juventude, os jovens se reconhecem cada vez mais como sujeitos de direitos e essas são conquistas, fruto da luta organizada da juventude. “Mas apesar delas, ainda falta muito para que se responda às necessidades da maioria dos jovens, pois grande parte deles não estão sendo atendidos como deveriam”, afirma Ari Alberti, da secretaria nacional do Grito.
Acompanhe as ações nas regiões do país.
Região norte
Em Belém a concentração de milhares de pessoas foi na Praça da República, onde aconteceu o desfile militar. Entre os temas de debate estão as juventudes da Amazônia, contra os projetos de destruição e morte. O outro tema de grande discussão foi a democratização dos meios de comunicação.
Região nordeste
Em Maceió, integrantes de movimentos sociais, partidos políticos, sindicatos e estudantes ocuparam a Praia da Avenida, onde acontecia o desfile oficial do 7 de setembro. O Bope e a Polícia Militar tentaram impedir, mas os manifestantes, em grande número, seguiram em frente, fazendo com que o desfile oficial encerrasse antes do previsto.
Na capital de Pernambuco, Recife, o Grito dos Excluídos aconteceu no centro com uma passeata promovida pelas pastorais sociais da Igreja Católica, organizações populares, movimentos sociais, sindicatos e organizações não-governamentais. As pautas levadas foram, principalmente referentes à juventude excluída, mas também questões referentes às melhorias na saúde, educação, transporte, entre outros.  Jovens cobram o passe livre para o transporte coletivo em todo o país e a abertura de uma CPI na Câmara Municipal para que as empresas de ônibus tenham suas contas investigadas. O ato deste sábado defende também a reforma política, a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário.
Em Campina Grande, a manifestação foi organizada pelas pastorais e movimentos sociais. As cerca de 500 protestaram contra as privatizações e a terceirização dos serviços públicos, pela tarifa zero no transporte público, pela saúde +10 e reforma urbana e agrária. Em João Pessoa, o Grito aconteceu na última quinta-feira (5) e as pautas foram as mesmas de Campina Grande.
Em Garanhuns, o 19º Grito dos Excluídos foi marcado pela reivindicação de políticas públicas para a juventude, direitos sociais para a população do campo e da cidade, transporte público de qualidade, promoção cultural e lazer e saneamento básico. Houve ainda o grito dos vendedores ambulantes que protestaram contra a limpeza social no centro da cidade. Entre quatro e cinco mil pessoas ocuparam as principais ruas do centro da cidade com cartazes, faixas e bandeiras de lutas. Ao final foi lida uma carta de reivindicações e uma pauta com temas de interesses popular sobre participação social e melhores condições de vida.
Em São Luiz, no Maranhão, uma das atividades do Grito aconteceu na comunidade Vila Cristalina, onde está sendo construído um Shopping. A manifestação foi em solidariedade às 400 famílias que estão despejadas para a construção dessa obra e trancou duas vias que contornam essa comunidade.
Região sul
Em Colombo, cerca de 700 pessoas participaram do Grito dos Excluídos da região metropolitana de Curitiba. Os manifestantes integram diversos grupos de jovens, movimentos sociais, sindicais e pastorais. Os principais temas tratados foram violência, meio ambiente, educação, cultura e contra o extermínio da juventude. O protesto também foi contra a privatização e pelo passe livre.

Já em Porto Alegre, a concentração aconteceu no parque Glênio Peres e seguiu em direção à parada militar. Os cerca de 500 manifestantes, integrantes de movimentos sociais e sindicais, estudantes e pastorais, fizeram uma atividade de panfletagem. Além da juventude, as demais pautas foram a democratização dos meios de comunicação e a reforma política.
Região sudeste
Na capital paulista houveram dois atos. Um deles iniciou às 8h com uma missa celebrada na Catedral da Sé. Depois, houve um ato com a participação de sindicatos, movimentos sociais, pastorais sociais e partidos políticos. Em seguida, os manifestantes saíram em caminhada da Praça da Sé até o Parque da Independência, no Ipiranga. O outro ato teve início na Avenida Paulista também com um ato político e caminhada até o Parque do Ibirapuera.
No Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida, a juventude participou em peso das manifestações  com faixas, cartazes e preencheu quase todo o pátio da basílica. As pessoas escreveram seus gritos e direitos em cartazes, e entre eles estão: educação, saúde, transporte público de qualidade, trabalho decente e justiça social. Também ocorreram momentos de cirandas e criatividade com vários grupos. O Grito dos Excluídos foi organizado pela Coordenação Nacional do Grito e aconteceu logo após a Romaria do Trabalhador, que neste ano teve o seguinte lema: “Mãe Aparecida, libertai a juventude esquecida”. A romaria é organizada pela Pastoral do Migrante e Pastoral Operária. De acordo com a direção do Santuário Nacional, o evento ocorreu de forma tranquila e cerca de 121.000 pessoas passaram pela Basílica de Aparecida no 7 de Setembro.
Em Campinas, cerca de 250 pessoas participaram do Grito dos Excluídos organizado pela Arquidiocese, que contou com a participação de partidos políticos e movimentos sociais de esquerda. As principais reivindicações eram por justiça social, saúde, educação, moradia e trabalho.
Em Belo Horizonte, cerca de 3 mil pessoas participaram de uma celebração e seguiram em caminhada até a Praça Sete de Setembro. As principais pautas foram a redução das tarifas de energia, democratização dos meios de comunicação, reforma urbana e trabalho, todos relacionados com o tema da juventude. Em Minas Gerais, as organizações populares estão organizando o plebiscito popular pela redução do preço da luz, este foi um dos pontos fortes do Grito dos Excluídos em diversos municípios do Estado.
Região centro oeste
Em Brasília, na tarde de ontem (6) foi realizado o Pré-grito com a participação de mais de 800 famílias. Durante a manifestação, a polícia agiu violentamente e mais de 20 pessoas ficaram feridas, uma mulher grávida perdeu o bebê devido a agressão de um policial, dois militantes foram duramente espancados, uma criança de colo foi internada em estado grave, quatro manifestantes permanecem presos e há uma dura perseguição e criminalização de todos que participaram do ato. Para a coordenação nacional do Grito, ações da polícia com este caráter são repudiadas veementemente e demonstram como o aparato policial e as forças de repressão reagem quando os trabalhadores estão em luta. “Não podemos aceitar ações deste tipo, somos uma organização pacífica e apenas queremos gritar pelos nossos direitos”, declarou um dos integrantes da coordenação.
No dia de hoje (7), novamente os manifestantes estão na rua e neste momento concentrados para saírem em marcha.
Já em Cuiabá, a caminhada aconteceu pela avenida Rubens Mendonça, onde também aconteceu o desfile oficial. As centenas de pessoas marcharam com os temas da reforma política, marco regulatório e juventude. O ato contou com a participação dos imigrantes haitianos, que reivindicam respeito, qualidade de vida e acesso à cidade. Cuiabá é uma das principais cidades brasileiras onde estão chegando todo mês centenas desses imigrantes.

Contato para mais informações:
Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos
(11) 2272.0627

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

 SENEGALESES PEDEM REFÚGIO EM CAXIAS DO SUL 

Em situação ilegal, imigrantes enfrentam dificuldades na Serra do RS. Governo federal não considera que africanos cumprem os requisitos, diz PF.
O número de imigrantes senegaleses que pedem refúgio em Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, apresenta um crescimento significativo nos últimos três anos, como mostra reportagem da RBS Notícias (confira no vídeo). Segundo a Polícia Federal, de três solicitações em 2011, o número pulou para 127 em 2012. Neste ano, já houve cerca de 150 requisições.
Os imigrantes deixam o país africano por diversos motivos, e vivem em condições precárias e situação ilegal no Brasil. Eles enfrentam dificuldades para obterem o refúgio. Devido à alta procura, a PF limitou o atendimento a um africano por dia.
“O refúgio envolve determinados quesitos de caráter político, perseguição política mais sinteticamente, que o governo entende que não é o caso específico dos senegaleses”, diz o delegado da PF em Caxias do Sul Noeci da Silva Melo.
Sem terem as situações regularizadas, os senegaleses não podem ser incluídos em programas sociais. Alguns contam com a solidariedade de moradores, como os mais de 25 que vivem no galpão da fábrica da empresária Clébia Trajano.
“Procuramos não deixar faltar nada para eles. Quando acaba o alimento, que eles olham para nós e dizem que não têm o que comer, corremos para o mercado e não deixamos faltar nada”, declarou.
A falta de comunicação é o principal obstáculo dos imigrantes, já que o idioma oficial do Senegal é o francês. Com uma facilidade maior em falar português, o metalúrgico senegalês Billy Laraty já é conhecido por ajudar os africanos a se comunicarem na cidade gaúcha. Para isso, concilia o emprego que tem à noite com o auxílio aos companheiros.
“É uma coisa que tenho que fazer, não posso deixar quieto. Se eu parar, mesmo se estiver cansado e quiser dormir, não vai dar certo, porque eles precisam”, diz o africano.
(CSEM – 20/08/2013)

11 ANOS DEPOIS, FAMÍLIA PALESTINA SE REENCONTRA NO RIO GRANDE DO SUL.

Família que se dividiu em campo de refugiados na Jordânia enfrentou a guerra, a burocracia e os problemas financeiros, mas conseguiu se reunir no RS, onze anos depois.
A adaptação ao português e aos costumes gaúchos foram o mais fácil para a família de Sabrin Ibrahim Sai Abu Zahrah, 22 anos.
O difícil para a jovem palestina, refugiada desde 2007 em Venâncio Aires com os pais, Ibrahim e Siham, foi passar metade da vida separada do irmão mais velho, Muhand.
Sem passaporte e ainda com a documentação de refugiados, os Zahrah ficaram separados por 11 anos. O reencontro dos quatro, na última quinta-feira, só foi possível depois que Muhand, desde 2008 nos Estados Unidos, conseguiu a cidadania para si, a esposa e os três filhos.
Refugiada no Iraque por conta do conflito na Faixa de Gaza, a família se separou ao fugir para um campo na Jordânia após as perseguições por milícias xiitas a palestinos com a queda do regime de Saddam Hussein, em 2003. No tempo em que o filho mais velho ficou em Bagdá para buscar documentos na faculdade, o campo de Ruweisheid, onde o esperavam a irmã e os pais, foi fechado.
Nos anos que seguiram, ele terminou a graduação e constituiu família. Perdeu a ida para o Brasil e, apesar dos pedidos do pai, foi realocado nos Estados Unidos. Foi apenas neste ano, com a ajuda de um amigo americano, que Muhand conseguiu reencontrá-los:
— É um sonho que eu estou vivendo. Não consigo acreditar que estou aqui, que posso abraçar minha mãe, meu pai, minha irmã.
As dificuldades de “todo o brasileiro”, mas aumentadas
No Brasil, além da ausência de Muhand, os Zahrah precisaram conviver com instabilidades. Eles são parte dos 60 palestinos recebidos pelo Estado no Programa de Reassentamento Solidário, coordenado pela Associação Antônio Vieira em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), que lhes ofereceu auxílio financeiro por dois anos. Agora, sobrevivem com o trabalho de Sabrin, cabeleireira, e com a ajuda de Muhand e da prefeitura de Venâncio Aires. E, além do problema da documentação, diz Sabrin, enfrentam dificuldades para conseguir tratamento para mãe, Siham, já na quinta operação do coração:
— Estamos bem, acostumados com a gente, com a comida. As pessoas aqui são boas, são nossas parceiras. O difícil são os documentos, o acesso à saúde. Passamos pelas dificuldades de todo o brasileiro, mas piores, porque somos de fora.
Fernanda Grabauska

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

NOVO ESTATUTO DO ESTRANGEIRO DEBATIDO NO PARLAMENTO

“A nova legislação tem que estar em sintonia com esse novo Brasil que necessita se adequar à realidade migratória e às expectativas mundiais, garantindo uma política de imigração de tal forma que o desenvolvimento econômico, cultural e social do nosso país seja o norte desta política”
A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), relatora do projeto de lei conhecido como Estatuto do Estrangeiro, promoveu nesta semana, na Câmara dos Deputados, audiência pública para discutir a proposta. É no Estatuto do Estrangeiro que o Brasil definirá as regras para o ingresso, permanência e saída de estrangeiros do país; normas para o trabalho, a política de extradição e expulsão, assim como definirá princípios para entrada de refugiados.
Na avaliação de Perpétua Almeida, “a nova legislação tem que estar em sintonia com esse novo Brasil que necessita se adequar à realidade migratória e às expectativas mundiais, garantindo uma política de imigração de tal forma que o desenvolvimento econômico, cultural e social do nosso país seja o norte desta política”, afirmou a deputada, destacando a importância do projeto para a soberania nacional.
Ao mesmo tempo em que trata de atrair turistas e investidores para o Brasil, o projeto também define o limite para a participação societária de estrangeiro em empresas brasileiras e a aquisição de terras em áreas de fronteiras e regiões da Amazônia brasileira.
De acordo com o Ministério da Justiça, vivem hoje no Brasil aproximadamente 1,5 milhão de estrangeiros. A população imigrante no País representa 0,3% da população total, enquanto no Canadá é de 21%, nos EUA 13% e na França 10%. Este ano, já foram feitos 2.500 pedidos de refúgio no Brasil.
Segundo o presidente da Comissão de Anistia da Secretaria Nacional de Justiça do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Paulo Abrão Pires Júnior, “a lei atual foi aprovada no regime militar e não respeita o princípio da isonomia, presente na Constituição Federal de 1988″.
Outro dos convidados na audiência pública foi o acreano padre Raimundo de Araújo Lopes, que atua em Brasiléia, no Acre, no auxílio aos imigrantes haitianos que chegam ao estado. Segundo padre Raimundo, “muitos dos haitianos que entraram clandestinamente no Brasil, especialmente pelo Peru, com escolaridade superior, topam trabalhar em qualquer serviço”.
Perpétua Almeida anunciou que pretende estar com a proposta fechada até final de setembro para que a Câmara dos Deputados possa votar o projeto. A parlamentar promoverá também audiência pública no estado de São Paulo, o maior centro de atração de investidores estrangeiros e populações de imigrantes, para discutir a proposta.
(Vermelho – 28/08/2013

O QUE É O GRITO DOS EXCLUIDOS

O Grito dos  Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades", igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.

O Grito dos Excluídos, como indica a própria expressão, constitui-se numa mobilização com três sentidos: Denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social; Tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; Propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.

COMO NASCEU E QUEM PROMOVE O GRITO DOS Excluídos?
O Grito nasceu de duas fontes distintas, mas, complementares. De um lado, teve origem no Setor Pastoral Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), como uma forma de dar continuidade à reflexão da Campanha da de dar continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo lema - Eras tu,  Senhor - abordava o tema Fraternidade e Excluídos

De outro lado, brotou da necessidade de concretizar os debates da 2a Semana SocialBrasileira, realizada nos anos de 1993 e 1994, om o tema Brasil, alternativas e protagonistas. Ou seja, o Grito é promovido pela Pastoral Social da Igreja Católica, mas, desde o início, conta com numerosos parceiros ligados às demais Igrejas do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), aos movimentos sociais, entidades e organizações.

POR QUE 7 DE SETEMBRO?
Desde 1995 foi escolhido o dia 7 de setembro para as manifestações do Grito dos Excluídos. A ideia era aproveitar o Dia da Pátria para mostrar que não basta uma independênciapoliticamente formal. A verdadeira independência passa pela soberania da nação.

GRITO 2013O 19° Grito dos/as Excluídos/as acontece em um momento importante da conjuntura econclama a juventude brasileira e toda a população a se manifestar, gritar e contribuir na construção de outro projeto de sociedade, o Projeto Popular para o Brasil. Para avançarmos neste caminho, precisamos entender que o momento pelo qual passamos é de agravamento da crise do sistema capitalista, iniciada em 2008, onde cada vez mais a população pobre é excluída e o capital, para recuperar seus lucros, busca produzir um maior número de unidades de bens e serviços na mesma quantidade de tempo.

OBJETIVO GERAL
Anunciar, em diferentes espaços, sinais de esperança com a perspectiva de transformação e construção de um Estado efetivamente a
 serviço da Nação e que respeite os direitos fundamentais da pessoa humana. Fortalecer a organização, a mobilização e a luta popular. Denunciar todas as injustiças, promovidas pelo sistema capitalista, implantado em nosso país e

que causa a destruição, a privatização das políticas públicas, a precarização da vida, amercantilização e a financeirização dos bens comuns.

OBJETIVOS Específicos
Defender a vida humana em todas as suas dimensões, construir alternativas que fortaleçam organizem e mobilizem os/as excluídos/as a lutar por uma sociedade nova; Defender o direito de todas as pessoas ao acesso a políticas públicas de qualidade e exigir mais recursos públicos para os direitos sociais; Fortalecer as lutas dos povos em busca da soberania dos países e apoiar as formas de luta popular em favor da transformação.

CONDENADOS POR AJUDAR IMIGRANTES A ENTRAR ILEGALMENTE

A 1ª Vara Federal de Uruguaiana (RS) condenou, na sexta-feira 30 de agosto, quatro pessoas acusadas de auxiliar um grupo de chineses a entrar ilegalmente no país. Um quinto indivíduo foi responsabilizado, junto com os demais, por formação de quadrilha. O Ministério Público Federal ofereceu denúncia com base nas investigações da Polícia Federal.
De acordo com o processo, os estrangeiros chegavam ao Brasil em voos vindos de Dubai com destino ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Após descerem das aeronaves, permaneciam na área de desembarque internacional até serem conduzidos a conexões com voos domésticos, sem passar pelo controle migratório. O grupo, então, desembarcava no Rio de Janeiro, de onde seguia, de ônibus, até Uruguaiana.
O juiz Guilherme Beltrami condenou quatro acusados pelo crime de introdução e ocultação de estrangeiros irregulares no país, sendo que um deles também foi responsabilizado por tentativa de falsificação de documento público. Os réus foram condenados ainda por formação de quadrilha, junto a um quinto elemento que teria participado do transporte dos estrangeiros no município gaúcho.
As penas aplicadas incluem pagamento de multa, reclusão e detenção, iniciando no regime aberto. Um dos condenados foi beneficiado com a substituição da pena privativa de liberdade pela prestação de serviços à comunidade pelo período de um ano e um mês, além de prestação pecuniária no valor de 10 salários mínimos. Cabe recurso da sentença para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Rota de “coiotes”
Desde junho de 2012, ocorreram várias prisões em flagrante de supostos “coiotes” que estariam atuando na região. Até o momento, foram instauradas cerca de 20 investigações. Somente na 1ª Vara Federal de Uruguaiana existem 13 processos em tramitação. Tudo em razão de migração irregular de chineses e africanos que passam pelo município, que faz fronteira com a Argentina.
(Consultor Jurídico – 05/09/2013)