quarta-feira, 24 de setembro de 2014


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Igreja de Caxias do Sul: uma história

 de caridade e acolhida aos estrangeiros



 









Caxias do Sul (RV) - A região Sul do Brasil tem sido marcada por um movimento recente.
 Enquanto a América do Norte e a Europa registram altos índices de desemprego, o maior 
atrativo gaúcho é a força da indústria que emprega. A Igreja se viu em plena missão e
 comprometida com a nova migração de mais de 10 mil estrangeiros, hoje felizmente
 integrados entre o povo gaúcho, como bem nos conta Dom Alessandro Ruffinoni, bispo
 coadjutor da Diocese de Caxias do Sul (RS). A reportagem é de Andressa Collet. 
(Ouça, clicando acima)

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/news/2014/09/19/igreja_de_
caxias_do_sul:_uma_hist%C3%B3ria_de_caridade_e_acolhida_
aos/bra-826019








domingo, 21 de setembro de 2014


Alice no país dos porto-alegrenses


quarentadias
Quarenta Dias, da escritora paulista Maria Valéria Rezende, conta uma história do tamanho do Brasil, embora restrinja seu foco a Porto Alegre. O romance (Alfaguara, 248 páginas, R$ 37,90) acompanha a paraibana Alice, professora na faixa dos 50 anos, que, após muita insistência, se vê praticamente obrigada a trocar João Pessoa por Porto Alegre – para ajudar a filha, professora universitária casada com um gaúcho – nos planos de uma futura gravidez. É do estranhamento de Alice com Porto Alegre, uma cidade de costumes e gentes diversos, nos quais outros nordestinos como a protagonista parecem sempre relegados à periferia e a funções subalternas, que Maria Valéria tece sua história.
Freira da Congregação de Nossa Senhora, Maria Valéria não ignora as referências bíblicas do título de seu romance. Se no Evangelho de Mateus Jesus passa 40 dias em uma ascese mística jejuando no deserto, período em que é tentado com o reino material pelo próprio Diabo, a protagonista do romance migra de sua pacata e já estabelecida vida nordestina para um deserto sem conhecidos e amigos, no qual o conforto material e o consumismo inconsequente são as grandes tentações mascarando uma vida vazia.
Os Quarenta Dias mencionados no título são um período crucial da narrativa, no qual Alice, sozinha em Porto Alegre devido a uma reviravolta familiar que soa um tanto forçada, se lança a vagar sem rumo pela cidade desconhecida, dormindo em parques, saguões de hospital e bancos de rodoviária, com o pretexto de encontrar o filho de uma amiga  pernambucana. Maria Valéria Rezende já comentou em entrevistas que elaborou a história e depois passou um tempo em Porto Alegre pondo à prova as errâncias da personagem.
Tal circunstância talvez explique a irregularidade do livro: a fragilidade dos eventos construídos para empurrar Alice para sua caminhada. Os encontros e contatos espontâneos que Alice estabelece com as pessoas do lugar são a maior riqueza do romance. Por baixo de sotaques e hábitos diversos, Alice vai tecendo elos fugazes com pessoas que, no fundo, ela não tarda a perceber, carregam muitas das mesmas angústias da própria protagonista: solidão, falta de conexão com o mundo ao redor, cansaço, solidariedade. As trombadas de Alice com a árida Porto Alegre também servem para uma denúncia sutil do racismo e do preconceito velados que este Rio Grande do Sul tão orgulhoso de si mesmo nunca admite que pratica.
Por mais errático que seja o caminho de Alice, é gratificante trilhá-lo com ela. O problema é que, até o início dessa jornada, a autora se estende por 60 páginas no rame-rame da relação insatisfatória de Alice com sua filha, com o genro, com o estranho apartamento “todo em preto e branco” em que foi alojada. A história se ilumina quando Alice finalmente abre a porta e se aventura nas ruas frias e estranhas de Porto Alegre.  Pena que ela não faça isso mais cedo.

A Ucrânia no Paraná

Fotos: Márcio Pimenta
Fotos: Márcio Pimenta / Ao chegarem no Brasil, os ucranianos encontraram terras férteis, mas passaram fome até conseguirem estrutura e um pedaço de chão para plantarAo chegarem no Brasil, os ucranianos encontraram terras férteis, mas passaram fome até conseguirem estrutura e um pedaço de chão para plantar
É em Prudentópolis, a 200 km de Curitiba, que está o coração do país do Leste Europeu no Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram ainda no século 19
No Centro-Sul do Paraná, entre florestas de araucárias e verdes campos de aveia e trigo, está Prudentópolis, o coração da Ucrânia no Brasil. Estima-se que 70% da cidade de 50 mil habitantes sejam descendentes de imigrantes ucranianos que aportaram por aqui no século 19. Os 30% restantes são divididos entre descendentes de italianos, poloneses, alemães e alguns brasileiros misturados.
Os ucranianos começaram a chegar por volta de 1894 quando deixaram a Província da Galícia, no extremo Leste do então império austro-húngaro. Foram seduzidos pelos agentes das companhias de navegação que faziam rotas para as Américas. Brasil e Canadá eram os principais destinos. Sem conhecimento sobre o Brasil, tinham como única fonte de informação o relato dos agentes, que não tinham escrúpulo ao fazer promessas para convencer os imigrantes, afirmando que eles iriam encontrar desde “terras sem senhores” a “estradas feitas de esmeraldas”.
 / As festas são momentos de reavivamento das tradiçõesAmpliar imagem
As festas são momentos de reavivamento das tradições
Laços familiares
Educação e religião ajudam a preservar a cultura
Nas escolas públicas de Prudentópolis, as crianças têm aulas em português e em ucraniano e praticam o idioma dos ancestrais em conversas na hora do recreio ou em situações do cotidiano, com os familiares. Mas nem sempre foi tão fácil. No fim da década de 1930, com o início do “Estado Novo” e a eclosão da 2ª Guerra Mundial, o governo de Getúlio Vargas – com o pretexto de preservar a segurança nacional – proibiu a prática de línguas estrangeiras em público, mesmo em atividades religiosas. O Pratsia, jornal de língua ucraniana, foi fechado.
“Na escola, nós assistíamos às aulas com os estudantes brasileiros. Mas após à aula, a catequista nos levava para a floresta e lá subimos nas árvores enquanto ela ditava as lições em ucraniano escondida atrás de algum pinheiro, de modo a não atrair a atenção das autoridades”, lembra Madeleine Zakaluguem Kolecha, 82 anos.
Hoje ela mantém um museu particular com objetos e fotografias herdados dos pais e avós e ensina a língua para a neta Lívia, de 3 anos. O Pratsia está em plena circulação e as cerimônias religiosas em ucraniano são transmitidas por uma rádio local. A religião tem importante papel no fortalecimento da memória. As famílias se reúnem nas missas e as crianças participam ativamente das atividades do culto. E em cada comunidade rural há igrejas e capelas. “A cultura flui do povo, não é imposta”, afirma orgulhosa Meroslawa Krevey.
Os imigrantes fizeram uma viagem rumo ao desconhecido. O destino deles foi o Paraná, que pretendia usar os estrangeiros para consolidar a ocupação de parte das fronteiras do Brasil e produzir alimentos para abastecer a região. Mas eles chegaram a uma terra de promessas quebradas: Prudentópolis era, então, apenas uma rua de lama com uma única linha de telégrafo, rodeada por uma grande floresta de pinheiros e nenhuma infraestrutura. Nem mesmo os lotes prometidos estavam demarcados. No início, os colonos se viram diante da fome e da morte. Foram necessários anos de resistência para que os ucranianos pudessem construir novas relações sociais e efetivamente pudessem trabalhar na terra.
Cultura
A luta hoje é diferente: manter a cultura viva e distinta depois de um século no Brasil. Uma frente nessa batalha é o Museu do Milênio. Lá podem ser encontrados muitos dos artefatos e ferramentas utilizados pelos colonos em seus primeiros anos no Brasil. O espaço é cuidado pela catequista e curadora, Meroslawa Krevey, que atende aos visitantes falando em ucraniano ou português. “O ucraniano que chega aqui se sente em casa, assim como nós nos sentimos ao chegar lá”, diz.
Com as batalhas no Leste da Ucrânia, onde a Rússia – após tomar o território da Criméia – ameaça agora tomar a região de Donetsk – o patriotismo fica mais evidente entre os descendentes em Prudentópolis. Durante o festival anual Veréneke, que foi programado para coincidir com o Dia da Bandeira Nacional da Ucrânia, em 23 de agosto, as flâmulas do país estavam em plena exibição durante a festa, que contou até mesmo com a presença do cantor pop ucraniano Tarás Kurchyk, que subiu ao palco cantando uma versão de “What a Wonderful World”. A soberania da Ucrânia está mantido, pelo menos em Prudentópolis.
Movimento de intercâmbio é intenso entre os jovens
Todos os anos alguns brasileiros são beneficiados com bolsas do governo ucraniano para estudar no país natal dos antepassados. Foi o caso dos primos Alessandro Stucki e Juliano Gaiocha. Eles passaram os últimos cinco anos estudando Engenharia Eletromecânica em Lviv, bem a Oeste da capital Kiev. Aprenderam o idioma no Brasil, na fazenda onde moravam com os pais, mas ao chegar a Ucrânia descobriram que a língua que aprenderam foi uma versão “arcaica” que não tinha evoluído desde o dia que os bisavós chegaram ao Brasil.
Mas tiveram pouca dificuldade na adaptação, graças a um produto brasileiro de exportação: o futebol. Em Lviv, eles fizeram amizade com os jogadores brasileiros do FC Karpaty Lviv: William Batista, Eric de Oliveira Pereira e Danilo Avelar. Nos fins de semana juntavam-se para fazer churrascos e até feijoada (sementes trazidas do Brasil brotaram em solo ucraniano).
A descendente Oksana Jadvizak formou-se em História no Brasil e estudou mestrado na Ucrânia, onde pesquisou sobre o início da religião greco-Católica no Brasil. Mas após concluírem os cursos, a saudade – e o início do conflito na Ucrânia – obrigou-os a voltar para casa e viver na fazenda da família, mais uma vez.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1500142&tit=A-Ucrania-no-Parana

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Emissoras da Rede Scalabriniana transmitem debate com candidatos à presidência

Diretor padre Sérgio Gheller está entre os convidados da plateia

O terceiro debate com os candidatos que concorrerem à Presidência da República do Brasil ocorrerá hoje à noite, dia 16, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB e organizado pela TV Aparecida.

A transmissão em sinal aberto que será acompanhada por mais de 70 milhões de pessoas, ocorrerá também pelas emissoras de rádio da Rede Scalabriniana de Comunicação, uma das geradoras da Rede Católica de Rádio, RCR.

A rede de transmissão tem mais de 230 mídias católicas, entre emissoras de rádio, portais e TVs e pode ser acompanhada pela internet.
São centenas de convidados na plateia entre bispos, padres e autoridades e, entre os sacerdotes estará o diretor da Rede Scalabriniana. 

Fonte: http://redesul.am.br/N/G/153931


Vinda de haitianos triplicou em dois anos e integração passou a ser desafio em Joinville Primeiro desafio dos imigrantes é aprender português.

Veja mais em: http://ndonline.com.br/joinville/noticias/198425-o-desafio-da-integracao-dos-haitianos.html.

sábado, 30 de agosto de 2014

Udesc oferece formação a estrangeiros de países em desenvolvimento

A vida do timorense Domingos Sebastião Guterres mudou completamente em fevereiro de 2013. Aprovado em um rigoroso processo seletivo em seu país, ele viajou mais de 17 mil quilômetros para cursar graduação em Administração Pública em Florianópolis, na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
A oportunidade surgiu por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), que oferece vagas em universidade brasileiras a estrangeiros de países menos desenvolvidos – e que desde 2003 já trouxe cerca de 60 estudantes à Udesc.

Dizendo-se  tranquilo, Domingos conta que, no início, a adaptação às aulas no Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) foi muito difícil, especialmente pela dificuldade com o idioma.
Apesar de o Timor Leste ter sido colônia portuguesa, a barreira da linguagem já era esperada: 36 idiomas diferentes são usados no país, entre eles o indonésio e o tetum (a língua oficial, junto com o português).

Domingos cresceu aprendendo essas três línguas além do midiki, idioma familiar no subdistrito onde cresceu (Venilale, no Distrito de Baucau) no pequeno país do sudoeste asiático.

Para auxiliar na adaptação, como primeiro compromisso ao chegar a Florianópolis, ele e outros 15 conterrâneos fizeram um curso de três meses de língua portuguesa na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Desse grupo, outra estudante, Natalina Mendonça Ribeiro, também se matriculou na Udesc, no curso de Medicina Veterinária, ofertado no Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), em Lages.

Os dois estão no quarto termo e devem retornar ao Timor Leste após concluir a graduação, com o compromisso de aplicar seus conhecimentos para ajudar no desenvolvimento do país natal.

Segundo Domingos, um novo grupo de 84 estudantes timorenses deve chegar ainda este ano a Santa Catarina.

Bolsas de apoio

Para cobrir as despesas no Brasil, muitos estudantes beneficiados pelo PEC-G recebem bolsas de estudos de seus países de origem, como nos casos dos timorenses. O governo brasileiro também dispõe de programas de apoio para estudantes, com base no mérito e na situação socioeconômica.

Mas, segundo a responsável pelo apoio aos estudantes estrangeiros da Udesc, Lorieti Nardelli da Luz, a condição social dos estrangeiros beneficiados pelo convênio costuma variar bastante e nem todos precisam de auxílio.

Aos que precisam, é possível recorrer na Udesc a diferentes bolsas de graduação – auxílio permanência, apoio discente, extensão, pesquisa – além do estágio remunerado.

Neste semestre, Domingos começou a atuar à tarde como bolsista de apoio discente na Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade (Proex), no mesmo prédio da Udesc Esag, onde estuda de manhã.
Programa federal

Desenvolvido em conjunto pelos ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Educação (MEC), o PEC-G traz anualmente ao Brasil cerca de 500 estudantes estrangeiros, aos quais são oferecidos ingresso facilitado e vagas gratuitas em cursos de graduação de universidades brasileiras.

A maior parte dos estudantes beneficiados é vem de países da América do Sul, da África e da Ásia. A Udesc oferece uma vaga por curso a cada ano – que nem sempre é ocupada – e quase todos os centros de ensino já receberam alunos pelo programa.

Os primeiros estrangeiros chegaram em 2003, do Paraguai, e frequentam ou já frequentaram aulas na universidade estudantes de Honduras, México, Equador, Colômbia, Congo, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, entre outros.

Fonte: http://www.sc.gov.br/index.php/mais-sobre-educacao/9610-udesc-oferece-formacao-a-estrangeiros-de-paises-em-desenvolvimento
Estrangeiros buscam trabalho e qualidade de vida em Santa Catarina 


 Veja mais em: http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/191014-estrangeiros-buscam-trabalho-qualidade-de-vida-santa-catarina.html.