sexta-feira, 7 de novembro de 2014

DIOCESE E UNIVERSIDADE NO MUNICIPIO DE NOVA ERECHIM PARTICIPAM DE ESTUDO SOBRE MIGRAÇÕES
Na manhã desta quinta-feira (06) o padre Carlista João Marcos Cimadon, de Porto Alegre (RS), esteve em Chapecó para socializar estudos realizados na área das migrações. Os padres carlistas tem como carisma o trabalho com migrantes e recebem formação, sobretudo, voltada para esta área. Atualmente eles estão presentes em cerca de 30 países, entre eles o Brasil.
Na conversa João socializou a forma de organização da rede de apoio aos migrantes no Rio Grande do Sul e a articulação realizada em nível nacional.
Logo na introdução do Livro "Os novos rostos da imigração no Brasil - Haitianos no Rio Grande do Sul", destaca-se a mudança de cenário e nomenclatura dos países que antes se caracterizavam por apenas receber migrantes ou "exportá-los": "[...] Somos hoje um país de imigração, emigração, trânsito e de retorno de brasileiros que voltam depois de longos anos no exterior." (p. 07)
Participaram da formação representantes da Universidade Federal da Fronteira Sul e da Diocese de Chapecó que estudam o tema.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014


Imigrantes são hostilizados no PR após suspeita de Ebola

Há um mês no Brasil vindo da Guiné, o biólogo Abdoulaye Telly Diallo, de 26 anos, passou a enfrentar nos últimos dias ofensas e olhares de desaprovação nas ruas de Cascavel. Desde que seu compatriota Souleymane Bah, de 47 anos, Há um mês no Brasil vindo da Guiné, o biólogo Abdoulaye Telly Diallo, de 26 anos, passou a enfrentar nos últimos dias ofensas e olhares de desaprovação nas ruas de Cascavel. Desde que seu compatriota Souleymane Bah, de 47 anos foi isolado com a suspeita de Ebola, os imigrantes africanos e haitianos que vivem na cidade paranaense passaram a ser hostilizados.
— Há um mês no Brasil vindo da Guiné, o biólogo Abdoulaye Telly Diallo, de 26 anos, passou a enfrentar nos últimos dias ofensas e olhares de desaprovação nas ruas de Cascavel. Desde que seu compatriota Souleymane Bah, de 47 anos, foi isolado com a suspeita de Ebola, os imigrantes africanos e haitianos que vivem na cidade paranaense passaram a ser hostilizados.
A gente vai a uma lanchonete, senta em uma mesa, as pessoas mudam de lugar para ficar longe. Estamos passando na rua e sempre tem alguém que diz "vão embora daqui, parem de trazer doença para o meu País".
No último dia 29, o governo fez uma simulão de procedimento do para atendimento de caso de ebolaAgência Brasil
Diallo diz ter tido um emprego negado na sexta-feira em uma empresa frigorífica da cidade ao informar que vinha da Guiné.
— A gente está na expectativa de que saia o resultado do segundo teste do Bah, para que possamos ter oportunidades aqui.
Também vindo da Guiné, o vendedor Laye Bangaly Camara, de 27 anos, diz que não esperava sofrer preconceito no Brasil.
— Os brasileiros têm de saber que nós passamos por vários controles sanitários antes de sair da Guiné. Só conseguimos o visto se fizermos exames médicos. Respondemos a questionários nos aeroportos pelos quais passamos. Não é justo pensarem que todos que vêm da África trazem o Ebola.
Diallo e Camara fazem parte de um grupo de 11 imigrantes da Guiné que estão morando no Albergue André Luiz, mesmo local onde ficou hospedado Bah. Eles, assim como outras pessoas que podem ter tido contato com o paciente, estão tendo a febre monitorada diariamente.
O centro de acolhida só funciona à noite. Durante o dia, enquanto não obtêm a documentação e vaga de trabalho, os imigrantes ficam na rua. Eles têm se deslocado pouco para evitar hostilidades, como conta Camara.
— Hoje mesmo estávamos sentados na calçada na frente de um estacionamento, conversando, e nos expulsaram.
A assistente social Kátia Pietsch, de 26 anos, disse que até no albergue, que atende estrangeiros e brasileiros, houve conflito.
— Um dos brasileiros começou a gritar com eles, dizer que eles só vinham para o Brasil para trazer doença. Tive de interceder. Esse tipo de discriminação não pode acontecer.
Discriminação
Mesmo imigrantes de outros países africanos e até do Haiti, que nunca tiveram nem sequer um caso suspeito de Ebola, estão sendo hostilizados, como conta Abdoul Bonsara, de 24 anos, que é de Burkina Faso e há sete meses mora em Cascavel e trabalha como mecânico.
— Na sexta-feira, eu ia para o trabalho e começaram a nos apontar na rua dizendo: ‘Olha os caras com Ebola’.
Ele e três compatriotas, como Sitta Compaore, de 25 anos, que dividem uma casa afirmam que a discriminação atesta a falta de conhecimento.  
— Os brasileiros não sabem que Burkina Faso é longe dos países que têm Ebola. Acham que é tudo a mesma coisa porque somos negros.
A mesma opinião tem o tapeceiro Joe Revens, de 33 anos, presidente da Associação de Haitianos em Cascavel. "O Haiti nem está na África e ouço de compatriotas que as pessoas estão evitando ficar próximas deles. É comum ter um assento livre no ônibus ao lado de um haitiano."
Assim como outras cidades do Sul, Cascavel atrai imigrantes por dois motivos: o trabalho em frigoríficos e na construção civil e a rapidez na emissão de documentos. Segundo Revens, há 1.200 haitianos na cidade de 309 mil habitantes.
Moradores de Cascavel negam se tratar de discriminação, mas relatam ter receio. O motorista João Borges, de 59 anos, optou por não trabalhar para estrangeiros.
— Trabalho com frete e já recusei quatro mudanças para haitianos. Mesmo que não tenha Ebola no Haiti, a gente fica com medo porque eles andam todos juntos.
Para alguns moradores, como Osmar Muller, de 54, o controle na entrada de imigrantes de países com o surto da doença deveria ser rígido.
— Acho que os controles são necessários para evitar uma epidemia.
Africano com suspeita de ebola no Brasil passa por novo exame:
Fonte:  http://noticias.r7.com/cidades/imigrantes-sao-hostilizados-no-pr-apos-suspeita-de-ebola-13102014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014


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Igreja de Caxias do Sul: uma história

 de caridade e acolhida aos estrangeiros



 









Caxias do Sul (RV) - A região Sul do Brasil tem sido marcada por um movimento recente.
 Enquanto a América do Norte e a Europa registram altos índices de desemprego, o maior 
atrativo gaúcho é a força da indústria que emprega. A Igreja se viu em plena missão e
 comprometida com a nova migração de mais de 10 mil estrangeiros, hoje felizmente
 integrados entre o povo gaúcho, como bem nos conta Dom Alessandro Ruffinoni, bispo
 coadjutor da Diocese de Caxias do Sul (RS). A reportagem é de Andressa Collet. 
(Ouça, clicando acima)

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/news/2014/09/19/igreja_de_
caxias_do_sul:_uma_hist%C3%B3ria_de_caridade_e_acolhida_
aos/bra-826019








domingo, 21 de setembro de 2014


Alice no país dos porto-alegrenses


quarentadias
Quarenta Dias, da escritora paulista Maria Valéria Rezende, conta uma história do tamanho do Brasil, embora restrinja seu foco a Porto Alegre. O romance (Alfaguara, 248 páginas, R$ 37,90) acompanha a paraibana Alice, professora na faixa dos 50 anos, que, após muita insistência, se vê praticamente obrigada a trocar João Pessoa por Porto Alegre – para ajudar a filha, professora universitária casada com um gaúcho – nos planos de uma futura gravidez. É do estranhamento de Alice com Porto Alegre, uma cidade de costumes e gentes diversos, nos quais outros nordestinos como a protagonista parecem sempre relegados à periferia e a funções subalternas, que Maria Valéria tece sua história.
Freira da Congregação de Nossa Senhora, Maria Valéria não ignora as referências bíblicas do título de seu romance. Se no Evangelho de Mateus Jesus passa 40 dias em uma ascese mística jejuando no deserto, período em que é tentado com o reino material pelo próprio Diabo, a protagonista do romance migra de sua pacata e já estabelecida vida nordestina para um deserto sem conhecidos e amigos, no qual o conforto material e o consumismo inconsequente são as grandes tentações mascarando uma vida vazia.
Os Quarenta Dias mencionados no título são um período crucial da narrativa, no qual Alice, sozinha em Porto Alegre devido a uma reviravolta familiar que soa um tanto forçada, se lança a vagar sem rumo pela cidade desconhecida, dormindo em parques, saguões de hospital e bancos de rodoviária, com o pretexto de encontrar o filho de uma amiga  pernambucana. Maria Valéria Rezende já comentou em entrevistas que elaborou a história e depois passou um tempo em Porto Alegre pondo à prova as errâncias da personagem.
Tal circunstância talvez explique a irregularidade do livro: a fragilidade dos eventos construídos para empurrar Alice para sua caminhada. Os encontros e contatos espontâneos que Alice estabelece com as pessoas do lugar são a maior riqueza do romance. Por baixo de sotaques e hábitos diversos, Alice vai tecendo elos fugazes com pessoas que, no fundo, ela não tarda a perceber, carregam muitas das mesmas angústias da própria protagonista: solidão, falta de conexão com o mundo ao redor, cansaço, solidariedade. As trombadas de Alice com a árida Porto Alegre também servem para uma denúncia sutil do racismo e do preconceito velados que este Rio Grande do Sul tão orgulhoso de si mesmo nunca admite que pratica.
Por mais errático que seja o caminho de Alice, é gratificante trilhá-lo com ela. O problema é que, até o início dessa jornada, a autora se estende por 60 páginas no rame-rame da relação insatisfatória de Alice com sua filha, com o genro, com o estranho apartamento “todo em preto e branco” em que foi alojada. A história se ilumina quando Alice finalmente abre a porta e se aventura nas ruas frias e estranhas de Porto Alegre.  Pena que ela não faça isso mais cedo.

A Ucrânia no Paraná

Fotos: Márcio Pimenta
Fotos: Márcio Pimenta / Ao chegarem no Brasil, os ucranianos encontraram terras férteis, mas passaram fome até conseguirem estrutura e um pedaço de chão para plantarAo chegarem no Brasil, os ucranianos encontraram terras férteis, mas passaram fome até conseguirem estrutura e um pedaço de chão para plantar
É em Prudentópolis, a 200 km de Curitiba, que está o coração do país do Leste Europeu no Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram ainda no século 19
No Centro-Sul do Paraná, entre florestas de araucárias e verdes campos de aveia e trigo, está Prudentópolis, o coração da Ucrânia no Brasil. Estima-se que 70% da cidade de 50 mil habitantes sejam descendentes de imigrantes ucranianos que aportaram por aqui no século 19. Os 30% restantes são divididos entre descendentes de italianos, poloneses, alemães e alguns brasileiros misturados.
Os ucranianos começaram a chegar por volta de 1894 quando deixaram a Província da Galícia, no extremo Leste do então império austro-húngaro. Foram seduzidos pelos agentes das companhias de navegação que faziam rotas para as Américas. Brasil e Canadá eram os principais destinos. Sem conhecimento sobre o Brasil, tinham como única fonte de informação o relato dos agentes, que não tinham escrúpulo ao fazer promessas para convencer os imigrantes, afirmando que eles iriam encontrar desde “terras sem senhores” a “estradas feitas de esmeraldas”.
 / As festas são momentos de reavivamento das tradiçõesAmpliar imagem
As festas são momentos de reavivamento das tradições
Laços familiares
Educação e religião ajudam a preservar a cultura
Nas escolas públicas de Prudentópolis, as crianças têm aulas em português e em ucraniano e praticam o idioma dos ancestrais em conversas na hora do recreio ou em situações do cotidiano, com os familiares. Mas nem sempre foi tão fácil. No fim da década de 1930, com o início do “Estado Novo” e a eclosão da 2ª Guerra Mundial, o governo de Getúlio Vargas – com o pretexto de preservar a segurança nacional – proibiu a prática de línguas estrangeiras em público, mesmo em atividades religiosas. O Pratsia, jornal de língua ucraniana, foi fechado.
“Na escola, nós assistíamos às aulas com os estudantes brasileiros. Mas após à aula, a catequista nos levava para a floresta e lá subimos nas árvores enquanto ela ditava as lições em ucraniano escondida atrás de algum pinheiro, de modo a não atrair a atenção das autoridades”, lembra Madeleine Zakaluguem Kolecha, 82 anos.
Hoje ela mantém um museu particular com objetos e fotografias herdados dos pais e avós e ensina a língua para a neta Lívia, de 3 anos. O Pratsia está em plena circulação e as cerimônias religiosas em ucraniano são transmitidas por uma rádio local. A religião tem importante papel no fortalecimento da memória. As famílias se reúnem nas missas e as crianças participam ativamente das atividades do culto. E em cada comunidade rural há igrejas e capelas. “A cultura flui do povo, não é imposta”, afirma orgulhosa Meroslawa Krevey.
Os imigrantes fizeram uma viagem rumo ao desconhecido. O destino deles foi o Paraná, que pretendia usar os estrangeiros para consolidar a ocupação de parte das fronteiras do Brasil e produzir alimentos para abastecer a região. Mas eles chegaram a uma terra de promessas quebradas: Prudentópolis era, então, apenas uma rua de lama com uma única linha de telégrafo, rodeada por uma grande floresta de pinheiros e nenhuma infraestrutura. Nem mesmo os lotes prometidos estavam demarcados. No início, os colonos se viram diante da fome e da morte. Foram necessários anos de resistência para que os ucranianos pudessem construir novas relações sociais e efetivamente pudessem trabalhar na terra.
Cultura
A luta hoje é diferente: manter a cultura viva e distinta depois de um século no Brasil. Uma frente nessa batalha é o Museu do Milênio. Lá podem ser encontrados muitos dos artefatos e ferramentas utilizados pelos colonos em seus primeiros anos no Brasil. O espaço é cuidado pela catequista e curadora, Meroslawa Krevey, que atende aos visitantes falando em ucraniano ou português. “O ucraniano que chega aqui se sente em casa, assim como nós nos sentimos ao chegar lá”, diz.
Com as batalhas no Leste da Ucrânia, onde a Rússia – após tomar o território da Criméia – ameaça agora tomar a região de Donetsk – o patriotismo fica mais evidente entre os descendentes em Prudentópolis. Durante o festival anual Veréneke, que foi programado para coincidir com o Dia da Bandeira Nacional da Ucrânia, em 23 de agosto, as flâmulas do país estavam em plena exibição durante a festa, que contou até mesmo com a presença do cantor pop ucraniano Tarás Kurchyk, que subiu ao palco cantando uma versão de “What a Wonderful World”. A soberania da Ucrânia está mantido, pelo menos em Prudentópolis.
Movimento de intercâmbio é intenso entre os jovens
Todos os anos alguns brasileiros são beneficiados com bolsas do governo ucraniano para estudar no país natal dos antepassados. Foi o caso dos primos Alessandro Stucki e Juliano Gaiocha. Eles passaram os últimos cinco anos estudando Engenharia Eletromecânica em Lviv, bem a Oeste da capital Kiev. Aprenderam o idioma no Brasil, na fazenda onde moravam com os pais, mas ao chegar a Ucrânia descobriram que a língua que aprenderam foi uma versão “arcaica” que não tinha evoluído desde o dia que os bisavós chegaram ao Brasil.
Mas tiveram pouca dificuldade na adaptação, graças a um produto brasileiro de exportação: o futebol. Em Lviv, eles fizeram amizade com os jogadores brasileiros do FC Karpaty Lviv: William Batista, Eric de Oliveira Pereira e Danilo Avelar. Nos fins de semana juntavam-se para fazer churrascos e até feijoada (sementes trazidas do Brasil brotaram em solo ucraniano).
A descendente Oksana Jadvizak formou-se em História no Brasil e estudou mestrado na Ucrânia, onde pesquisou sobre o início da religião greco-Católica no Brasil. Mas após concluírem os cursos, a saudade – e o início do conflito na Ucrânia – obrigou-os a voltar para casa e viver na fazenda da família, mais uma vez.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1500142&tit=A-Ucrania-no-Parana

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Emissoras da Rede Scalabriniana transmitem debate com candidatos à presidência

Diretor padre Sérgio Gheller está entre os convidados da plateia

O terceiro debate com os candidatos que concorrerem à Presidência da República do Brasil ocorrerá hoje à noite, dia 16, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB e organizado pela TV Aparecida.

A transmissão em sinal aberto que será acompanhada por mais de 70 milhões de pessoas, ocorrerá também pelas emissoras de rádio da Rede Scalabriniana de Comunicação, uma das geradoras da Rede Católica de Rádio, RCR.

A rede de transmissão tem mais de 230 mídias católicas, entre emissoras de rádio, portais e TVs e pode ser acompanhada pela internet.
São centenas de convidados na plateia entre bispos, padres e autoridades e, entre os sacerdotes estará o diretor da Rede Scalabriniana. 

Fonte: http://redesul.am.br/N/G/153931


Vinda de haitianos triplicou em dois anos e integração passou a ser desafio em Joinville Primeiro desafio dos imigrantes é aprender português.

Veja mais em: http://ndonline.com.br/joinville/noticias/198425-o-desafio-da-integracao-dos-haitianos.html.