sábado, 8 de junho de 2013

Norte do Paraná recebe trabalhadores de Bangladesh.

Confira reportagem no link abaixo

Um pedaço da África em Passo Fundo- RS
Mais de 100 pedidos de refúgio de africanos já foram encaminhados em Passo Fundo e novos grupos estão se programando para vir para a cidade em busca de emprego. Albergue municipal lotado preocupa o município e Polícia Federal estuda conter o refúgio enquanto não se resolverem todos os processos
Emprego e renda. Foi buscando uma vida melhor que muitos africanos, principalmente vindo de Senegal, chegaram a Passo Fundo nos últimos tempos. Ao todo, 100 pedidos de refúgio foram aprovados na cidade e outros tantos estão em tramitação, enquanto isso, um grande problema social começa a aparecer e sem recursos financeiros, acabam precisando de colaboração do poder público municipal.
Conforme o Delegado Mauro Vinícius Soares de Morais, da Delegacia de Passo Fundo da Policia Federal, na semana passada um grupo de 15 pessoas chegou a cidade em busca de refúgio, o que em razão de ser um grupo grande acabou gerando dificuldade de acomodação. “Pela quantidade de pedidos de refúgio tão elevada, exacerbou a capacidade de receber em Passo Fundo novos estrangeiros”, afirma ele.



(Mais de 100 pedidos de refúgio foram expedidos para senegaleses na cidade / FOTO ALESSANDRA PASINATO)

Direito Internacional
Morais explica que o refúgio é instituído pelo direito internacional e facilita às pessoas com problemas de ordem ou perigo de vida de solicitar estado de refúgio em outros países. “Acontece que em Passo Fundo vieram alguns africanos que acabaram sendo bem acolhidos e se inserindo no mercado de trabalho, se comunicando eles informaram o estado e outros acabaram vindo”, considera ele, apontando que muitos indicam o local onde estão, esperando os conterrâneos. “Uma coisa é atender e abrigar pouca gente, outra é ter atendimento a mais pessoas”, pontua.

(Mamur e a filha de dois anos, nascida em Passo Fundo / FOTO ALESSANDRA PASINATO)

O delegado explica ainda que quando chegam na cidade, os africanos estão ilegais, mas que com o pedido de refúgio deixam o estado ilegal. “O Comitê Internacional de Refugiados prevê de dois a três anos para permanecer na cidade, mas nesse período pode alterar a situação do país e o refugiado tem que retornar”, observa. Para ele, a situação preocupa. “Eles estão aqui, são seres humanos com fome e pouca roupa e temos que apoiar de alguma forma. Por outro lado, não se pode desassistir a população local”, considera.
Em Passo Fundo
Há quatro anos Mamur Ndiaye deixou a África e veio para Passo Fundo. Era 2009 e ele veio sozinho para tentar a vida. Seis meses depois trouxe a mulher e, hoje, tem uma filha de dois anos que nasceu no Brasil. Mamur contribui com os conterrâneos que chegam a terra desconhecida, principalmente na comunicação falada, já que a maior parte dos africanos se comunica em inglês ou francês e não entende o português.
Segundo ele, todos os senegaleses que vieram a Passo Fundo estão trabalhando, apenas aqueles que vieram na última semana que ainda estão sem documentação. “Eles tem esse problema agora, porque a Polícia Federal não tem mais vaga até dezembro. É difícil, eles estão sem dinheiro, imagina se a pessoa não trabalha um mês, dois meses, não tem como” frisa ele.
Mamur também destaca que todos os senegaleses que estão na cidade são muçulmanos. “Somos comunidade de senegaleses muçulmanos, mas muçulmanos no sentido de paz. Todo mundo pensa em terrorismo, por ser um reagrupamento, mas para a religião, os praticantes, são da paz”, explica, destacando: “Esse povo que chegou aqui na cidade estão em busca de trabalho. Precisamos de ajuda, mas não estamos pedindo comida e casa, queremos os documentos para poder arrumar emprego. A cidade tem necessidade de serviço, precisam de mão de obra e estamos aqui para trabalhar honestamente. Não queremos comida e casa, com nossas mãos vamos conseguir tudo isso, se Deus quiser, mas a parte administrativa que pedimos ajuda, o problema de documento, de carteira de trabalho para agilizar o mais rápido possível”, diz o senegalês.

(Mesmo estando há quatro anos no Brasil, Mamur preserva hábitos, como a vestimenta / FOTO ALESSANDRA PASINATO)

Acolhidos

Conforme a secretária de Cidadania e Assistência Social, Neli Formigueri, o grupo de africanos foi acolhido entre quinta e sexta-feira em Passo Fundo, onde 17 procuraram a secretaria em busca de auxílio e 15 deles estão abrigados no albergue municipal. “Fizemos o que o município tem que fazer com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Eles vieram e o que nos interessa é que estavam com fome, frio e sem local para ficarem. Alcançamos o que precisavam no momento”, justifica ela.
Segundo a secretária, a secretaria estará reunida hoje com a Polícia Federal, PGM, Comissão de Igualdade Racial e direção do albergue para uma conversa no sentido de regularizar a situação e encaminhar para uma solução. “Não podemos deixar eles no albergue. Precisam ser destinados para algum lugar. A reunião é para definir o que fazer. Até agora estão no albergue, tendo atendimento que é necessário para um ser humano, proporcionando aquilo que faria para qualquer cidadão passo-fundense”, conclui.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Reunião de coordenação regional sobre a migração de cidadãos haitianos para a América do Sul

15/05/2013 -

Ao final da Reunião de Coordenação Regional sobre a Migração de Cidadãos Haitianos para a América do Sul, realizada em Brasília nesta quarta-feira, 15 de maio, acordou-se que o Governo brasileiro divulgaria, em nome dos países participantes, o seguinte Comunicado, aprovado por todas as delegações presentes:
COMUNICADO DE IMPRENSA
Com vistas a examinar iniciativas e projetos de cooperação regional para enfrentar o tráfico de migrantes que se tem verificado em razão da recente intensificação dos fluxos migratórios de cidadãos haitianos e de outras nacionalidades rumo à América do Sul e, em particular, ao Brasil, reuniram-se em Brasília, no dia 15 de maio do corrente, autoridades de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Haiti, Peru e República Dominicana. Os trabalhos foram presididos pelo Subsecretário-Geral das Comunidades Brasileiras do Exterior do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Embaixador Sérgio Danese.
As delegações assinalaram que, pelos depoimentos colhidos junto a número expressivo de migrantes, bem como pelas informações em poder das autoridades policiais e de inteligência dos países participantes, é possível comprovar a atuação nessas correntes migratórias de redes criminosas de traficantes de migrantes. Esses criminosos, ao oferecer aos cidadãos haitianos seus “serviços” ou financiar-lhes o perigoso percurso até seu pretendido destino, acabam por explorá-los e submetê-los a riscos de todo tipo ao longo desse trajeto, chegando por vezes a ameaçar a preservação de sua própria integridade física.
Os participantes reconheceram a necessidade de tratar os migrantes haitianos que pretendam dirigir-se à América do Sul, em qualquer circunstância, com espírito humanitário, com pleno respeito a seus direitos humanos e a sua legítima intenção de iniciar nova vida em outro país. Assinalaram, a propósito, a importância de que se revestem iniciativas voltadas a ampliar as oportunidades formais para o acolhimento, em condições regulares, de migrantes haitianos. Sublinharam ser essa a maneira mais adequada de assegurar que todo cidadão haitiano interessado em migrar para a América do Sul possa fazê-lo em condições dignas.
Destacaram, nesse sentido, a decisão do Governo brasileiro de ampliar ainda mais a possibilidade de concessão de vistos permanentes especiais para nacionais haitianos, mediante a edição da Resolução Normativa 102 do Conselho Nacional de Imigração, no último dia 26 de abril, como forma de valorizar a imigração legal e segura e combater o tráfico de migrantes, que apresenta elevados custos e riscos.
As delegações convieram em apoiar ou reforçar, em seus respectivos países, campanha de esclarecimento aos potenciais migrantes haitianos, a ser promovida pelos governos brasileiro e haitiano, mediante distribuição de folhetos informativos no Haiti e nos países de trânsito, além da inserção de mensagens nos meios de comunicação no Haiti, sobre os altos custos e os grandes riscos da emigração irregular e do recurso às redes de traficantes, bem como sobre as vantagens da migração regular amparada em visto. Concordaram em estabelecer ou reforçar mecanismos de intercâmbio de informações nas áreas migratória, policial e de inteligência, com vistas a monitorar as rotas empregadas pelos traficantes, identificar suas lideranças atuantes na região e os pontos de passagem por eles utilizados e reforçar o controle do fluxo de pessoas pelas fronteiras. Acordaram, por fim, estabelecer ou retomar iniciativas de cooperação bilateral ou regional nas áreas de formação, treinamento e aperfeiçoamento de pessoal nos setores mencionados.
As delegações decidiram reforçar a cooperação, a fim de permitir que o exercício de intercâmbio, cruzamento e monitoramento de informações entre os países participantes possa ter prosseguimento, em base permanente.
Brasília, 15 de maio de 2013 
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Haitianos tentam reconstruir a vida no Rio Grande do Sul depois de terremoto

Em busca de oportunidade, mais de 400 caribenhos conseguiram emprego formal no Estado

 
Haitianos tentam reconstruir a vida no Rio Grande do Sul depois de terremoto Lidiane Mallmann/Especial
Dameus se diz bem ambientado aos costumes gaúchos, como o chimarrão Foto: Lidiane Mallmann /
 
Especial
Vanessa Kannenberg* | Encantado
Uma nova chance de recomeçar. Isso era tudo que o pedreiro Jean Baptiste Dameus buscava após ter perdido a casa e familiares no terremoto que devastou o seu país, em 2010. Ele escolheu o Brasil como destino, assim como pelo menos 9 mil haitianos, para reconstruir a vida. O desastre no Haiti começa a modificar o perfil dos operários buscados pelos recrutadores e até as comunidades gaúchas nas quais centenas de imigrantes do país caribenho passaram a viver desde o ano passado. O primeiro grupo, de 14 trabalhadores, desembarcou no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, em janeiro de 2012, trazido pela indústria de massas Romena, de Gravataí.

A iniciativa chamou a atenção de outros empresários, que passaram a ver nos haitianos uma solução para a falta de mão de obra. Após viajar por três meses, Dameus chegou ao Acre. Na cidade de Brasileia, passou fome, sofreu com a falta de abrigo, mas não desistiu. Depois de alguns dias, recebeu a visita de recrutadores e foi um entre 416 haitianos que ganharam carteira de trabalho e conseguiram emprego no Rio Grande do Sul.

Dameus faz parte da primeira leva de 50 haitianos contratados em setembro de 2012 pela Dália Alimentos, com sede em Encantado. Atualmente, são mais de 120 haitianos vivendo no município de 20,5 mil habitantes. A empresa fez um segundo recrutamento no início desse ano. O salário equivale ao piso da categoria, de R$ 830,50. A Dália ainda oferece seis meses de estada em um hotel da cidade, três refeições diárias no refeitório da empresa e transporte de ida e volta.

Além das condições de trabalho oferecidas, houve uma onda de solidariedade. Por mobilização da comunidade, foram recolhidas roupas e moradores se dirigiram até a fábrica para conhecê-los. A paróquia também oferece gratuitamente aulas de português semanais, já que a maioria dos imigrantes fala apenas o crioulo (língua nativa do Haiti).
Com português quase fluente, Dameus e outros três amigos alugaram um apartamento no centro da cidade O local tem poucos móveis — o que existe foi arrecadado pela paróquia.

— Sou muito feliz. Assim que juntar um pouco mais de dinheiro, quero trazer minha família para morar aqui — afirma o pedreiro.

Adaptado, Dameus conta que um vizinho o presenteou com cuia e bomba e o ensinou a fazer chimarrão:

— Adoro sentar no final do dia em frente à TV e tomar chimarrão.

Haitianos que moram em Marau também pegaram o gosto pelo mate e já se dizem adaptados ao Rio Grande do Sul, apesar do frio no inverno. Os caribenhos começaram a chegar ao município de 36,3 mil habitantes no início do ano passado. Os pioneiros foram acolhidos em uma empresa de estruturas metálicas. Para ajudar na comunicação com os empregadores, o frei brasileiro Carlos Rockenbach trabalhou como intérprete dos haitianos:

— Estavam perdidos, se comunicavam por gestos com os chefes. Passei alguns dias ajudando eles.

Quando o frei haitiano St-Ange Bastien, 35 anos, desembarcou em Marau, em abril de 2012, os conterrâneos puderam contar com mais um intérprete. Desde então, outros grupos de haitianos se instalaram na cidade, para trabalhar nas indústrias ou na construção civil. Mesmo com a barreira da língua, o frei conta que a maior dificuldade dos conterrâneos é ficar longe da família. Muitos deixaram mulher e filhos no Haiti para trabalhar no Brasil.

É o caso de Oscar Scheli, 25 anos, que está há um ano em Marau. Ele trabalha em uma indústria e divide um pequeno apartamento térreo com outros seis haitianos. Ex-morador de Porto Príncipe, diz que sente muita falta da mulher e do filho de dois anos:

— Eles estão há mais de seis meses esperando visto para vir ao Brasil. Quero que venham morar comigo.

Solteiro, o colega St-Patrick Adido, 24 anos, há quatro meses em Marau, afirma ter um problema maior:

— Difícil mesmo é enfrentar o frio.
*Colaborou Fernanda da Costa (Marau)
 Dameus e três amigos alugaram apartamento em Encantado
Foto: Lidiane Mallmann, Especial 

Empresário faz elogios a estrangeiros 

Um levantamento da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, feito no fim do ano passado, confirmou que, pelo menos, 416 haitianos foram empregados em fábricas, transportadoras, construtoras, indústria alimentícia e outros setores gaúchos. No entanto, o número deve ser maior, porque, ao receber a carteira de trabalho e documentos brasileiros, os estrangeiros podem circular livremente pelo país. Dados da Polícia Federal indicam que, até maio, pelo menos 676 haitianos chegaram ao Rio Grande do Sul.

No Estado, muitas empresas evitam falar do assunto. Nas ruas de Encantado, moradores deram indícios das causas do receio dos empresários.

— Acho muito legal ajudar esse povo sofrido, mas tenho medo de que vão tirar o emprego dos meus netos — diz a aposentada Lucy Tarter, 82 anos.

Já a comerciante Marta Villa, 46 anos, afirma ter ouvido boatos de demissões de antigos funcionários em favor dos estrangeiros. O diretor-administrativo da Massas Romena, André Rosa, afirma que a produção engrenou após a contratação dos haitianos:

— Havia muitas vagas abertas e eles as ocuparam muito bem. São extremamente pontuais, educados e dedicados.

A experiência motivou a empresa de Gravataí a contratar mais trabalhadores — hoje, são 31 haitianos. Entre eles, quatro operários que trabalhavam em condições irregulares em Osório.

Saudade de casa e baixa remuneração
Depois de visitar trabalhadores haitianos em mais de 10 cidades gaúchas, o pesquisador do Cibai Migrações Jandir Zamberlan avalia que os imigrantes têm boa qualidade de vida, mas enfrentam dois problemas: a saudade da família e a baixa remuneração — salários geralmente inferiores a R$ 1 mil:

— O referencial deles de imigração era os Estados Unidos. Aqui é diferente, há mais solidariedade e acolhimento, mas na questão financeira, se sentem frustrados. Não imaginavam que seria esse valor que o mercado pagaria para eles — afirma Zamberlan.

Entre as dificuldades dos estrangeiros, segundo o pesquisador, está a compreensão da dinâmica econômica brasileira e das leis trabalhistas. De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Encantado, Maria Inês Lorenzi Vian, os trabalhadores custaram a decifrar os descontos do contracheque e estranharam que não se trabalhava nos feriados.

— Eles não querem nada que desconte do salário — afirma Maria.

Além disso, as dificuldades também passam pela convivência. Como o ponto inicial de comunicação é o idioma, a maioria dos haitianos acaba convivendo apenas entre eles.

— Eles falam entre si muito alto e em crioulo, que ninguém aqui entende. Já vi gente que achava que eles estavam brigando, mas a gente que conhece sabe que é o normal deles — diz Maria.

Boa imagem do país ajuda na escolha
Os haitianos têm bons motivos para escolher o Brasil como destino, além do crescimento econômico e do avanço na qualidade de vida no país. De acordo com a coordenadora do curso de Relações Internacionais da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Mariana Dalalana Corbellini, um dos propulsores é a percepção positiva sobre o Brasil, principalmente devido à atuação dos militares em missões de paz da Organização da Nações Unidos (ONU). No entanto, considera que, com o aumento da entrada de estrangeiros, o país precisa repensar sua política migratória.

— Uma das dificuldades que precisam ser consideradas diz respeito justamente à integração desses estrangeiros à sociedade e à economia brasileira, mesmo aqueles que chegam aqui com diploma de ensino superior encontram obstáculos para atuar em sua área de formação — afirma Mariana.
No auge da entrada ilegal de haitianos no Brasil, em janeiro de 2012, o governo impôs limite de cem vistos por mês, na tentativa de conter a entrada irregular, geralmente promovida por coiotes. Ainda assim, os haitianos continuaram chegando pelas fronteiras do norte do país.

O Acre chegou a decretar estado de emergência social em dois municípios. No fim de abril, o governo brasileiro extinguiu o limite de concessão de vistos e ampliou os postos de emissão do documento. A situação no Acre foi considerada "estabilizada".

Veja onde estão os 416 trabalhadores haitianos registrados
O êxodo
* Com mais de 10 milhões de habitantes, o Haiti é o país mais pobre da América Latina. Cerca de 60% da população é subnutrida e mais da metade vive abaixo da linha de pobreza (menos de US$ 1,25 dólar por dia).
* Em janeiro de 2010, um terremoto provocou destruição e matou mais de 220 mil pessoas. O desastre forçou a saída de haitianos. Milhares se refugiaram no Brasil.

Fonte: http://haitianosbrasil.blogspot.com.br/

quarta-feira, 5 de junho de 2013

28ª Semana do Migrante – de 16 a 23 de Junho de 2013 Migração e Juventude No passo da Estrada, o Bem Viver!

 Dizem que os jovens são o futuro do país, esperança viva de um amanhã recriado. Essa é apenas meia verdade, pois é no presente que eles precisam de formação, trabalho, direitos básicos à vida e dignidade humana. Caminhando para a 28ª Semana do Migrante, com o tema “Migração e Juventude” e o lema “No passo da estrada, o Bem Viver”, o Serviço Pastoral dos Migrantes nos convida a dar atenção especial aos jovens! Atentos às curvas e pedras da estrada, queremos também perceber e trilhar o percurso rumo à sociedade do Bem Viver. Nessa jornada, o engajamento dos jovens é indispensável. Pois, com o pé na estrada, eles sonham com um mundo novo. Anunciam o Bem Viver, a sabedoria coletiva, a cidadania sem fronteiras, encontros e reencontros entre diferentes povos, valores e culturas que realizam o convívio universal de pessoas, em harmonia e criatividade com o ambiente. Convidamos você a participar das atividades da 28ª Semana do Migrante, no período de 16 a 23 de Junho de 2013. Procure sua Diocese, paróquia, comunidade ou Pastoral e veja a programação. Serão realizadas celebrações, encontros, oficinas, festas típicas, círculos bíblicos. Junte-se a nós na celebração da vida e no passo da estrada com o Bem Viver! Venha participar do Dia do Migrante no dia 23 de junho, domingo, 9:30hs na escadaria da Praça da Sé, onde estaremos concentrados, levando nossa mensagem. Às 11hs termos a Celebração do Migrante, na Catedral da Sé, com nossos símbolos, roupas típicas, cantos, cartazes e bandeiras. Será um momento de confraternização entre migrantes e imigrantes da Grande São Paulo. Não perca!!!! SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes

Fonte: http://spmigrantes.blogspot.com.br/2013/06/28-semana-do-migrante-de-16-23-de-junho.html?spref=fb

terça-feira, 4 de junho de 2013

Serviço Pastoral do Migrante abre dia 15 a Semana Nacional do Migrante refletindo sobre "Migração e Juventude"

Temática está em sintonia com a JMJ e Campanha da Fraternidade e foca desafios e potencialidades dos jovens

O Serviço Pastoral do Migrante, SPM, realiza de 15 a 23 de junho, a Vigésima Oitava Semana Nacional do Migrante a partir do tema “Juventude e Migração” e do lema “No passo da estrada, o bem viver”.

Será uma oportunidade para que as dioceses do Brasil, comunidades e organizações reflitam sobre a realidade dos jovens migrantes, seus rastros de busca, dificuldades, conquistas e expectativas.

Na avaliação do SPM " é um grande desafio e, de suma importância, voltar a atenção para os jovens que começam a dar passos decisivos para suas vidas".

Na Diocese do Rio Grande, onde atua a Congregação Scalabriniana, a Pastoral do Migrante realiza uma intensa programação com seminário, celebrações e ato público.


domingo, 2 de junho de 2013

Constituída Comissão de Notáveis com o objetivo de apresentar uma proposta de Anteprojeto de Lei de Migrações e Promoção dos Direitos dos Migrantes no Brasil

O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso das suas competências, resolve que:

No- 2.162-Art. 1º Fica constituída Comissão de Especialistas com o objetivo de apresentar uma proposta de Anteprojeto de Lei de Migrações e Promoção dos Direitos dos Migrantes no Brasil, composta pelos seguintes professores:

I-André de Carvalho Ramos;
II-Aurélio Veiga Rios;
III-Clèmerson Merlin Clève;
IV-Deisy de Freitas Lima Ventura;
V-José Luis Bolzan de Morais;
VI-Pedro de Abreu Dallari;
VII-Rossana Rocha Reis;
VIII-Tarcíso Dal Maso Jardim;e
IX-Vanessa Oliveira Berner.

§1º Os integrantes da comissão não serão remunerados e sua participação será considerada como prestação de relevante serviço público.
§2º O prazo para encerramento dos trabalhos da comissão é de 60 dias, a partir da data da sua primeira reunião, podendo ser prorrogado por igual período.

Art.2º Fica a Secretaria Nacional de Justiça incumbida de compor a referida Comissão, nos seguintes termos:

I - Paulo Abrão, Secretário Nacional de Justiça, que presidirá a Comissão;
II - João Guilherme Lima Granja Xavier da Silva, Diretor do Departamento de Estrangeiros da Secretaria Nacional de Justiça, que será o secretário executivo.

Art. 3º A Secretaria Nacional de Justiça providenciará o suporte técnico e logístico necessário à adequada consecução das atividades da comissão.
Art. 4º A Secretaria Nacional de Justiça fica autorizada a convidar, a qualquer tempo, outros especialistas, nacionais ou estrangeiros, para compor a Comissão.


JOSÉ EDUARDO CARDOZO

Fonte: http://miguelimigrante.blogspot.com.br/2013/05/constituida-comissao-de-notaveis-com-o.html