sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

“O tráfico de pessoas é uma derrota para o mundo”, diz Papa Francisco

tráfico de seres humanos é uma verdadeira forma de escravidão, que afeta todos os países, inclusive os mais desenvolvidos. Este foi o tema escolhido pelo Papa para o seu discurso aos 16 novos embaixadores e um representante diplomático não residente na Santa Sé.
A reportagem é publicada por Religión Digital, 12-12-2013. A tradução é de André Langer.
Trata-se dos embaixadores da Argélia (Boudjemaa Delmi), Islândia (Martin Eyjolfsson), Dinamarca (Lars Vissing),Lesoto (Lineo Lydia Khechane Ntoane), Serra Leoa (Ibrahim Sorie), Cabo Verde (Emanuel Antero García da Veiga),Burundi (Edouard Bizimana), Malta (George Gregory Buttigieg), Suécia (Lars-Hjalmar Wide), Paquistão (Aman Rashid), Zâmbia (Paul William Lumbi), Noruega (Thomas Hauff), Kuwait (Bader Saleh Al -Tunaib), Burkina Faso(Yemdaogo Eric Tiare), Uganda (Marcel R. Tibaleka) e Jordânia (Makram Mustafa Al Queisi). Estava também presente o representante do Estado da Palestina (Isa Jamil Kassissieh).
Santo Padre falou sobre as múltiplas iniciativas da comunidade internacional para promover a paz, o diálogo, as relações culturais, políticas e econômicas e o socorro às populações afetadas por dificuldades de diversos tipos e, na sequência, retomou a questão do tráfico de pessoas que “afeta os mais vulneráveis da sociedade: as mulheres, os meninos e meninas, portadores de deficiências, os mais pobres e os que provêm de situações de desintegração familiar e social”.
“Neles, de maneira especial – acentuou – nós, os cristãos, reconhecemos o rosto de Jesus Cristo, que se identificou com os mais pequenos e os mais necessitados. Outros, que não se referem a uma fé religiosa, em nome da humanidade comum compartilham a compaixão por seus sofrimentos, com o compromisso de libertá-los e curar suas feridas. Juntos podemos e devemos lutar para que sejam libertados e se acabe com este horrível comércio”.
Francisco recordou que se fala de milhões de vítimas de trabalho forçado, de tráfico de pessoas com vistas à exploração da mão de obra e sexual e exclamou: “Isto não pode continuar: é uma grave violação dos direitos humanos das vítimas e uma afronta à sua dignidade, além de uma derrota para a comunidade mundial. Todas as pessoas de boa vontade, independentemente de professarem uma religião ou não, não podem permitir que estas mulheres, estes homens, estas crianças sejam tratados como objetos, enganados, violados, muitas vezes vendidos e revendidos, com diferentes fins e, por fim, assassinados, ou de qualquer forma, prejudicados no corpo e na mente, e, por fim, descartados e abandonados. É uma vergonha”.
“O tráfico de pessoas é um crime contra a humanidade... Faz-se necessário uma tomada de responsabilidade comum e uma vontade política mais forte para vencer nesta frente. Responsabilidade para com os que caíram vítimas do tráfico de pessoas, para proteger seus direitos, e para garantir a incolumidade de seus familiares, para evitar que os corruptos e os criminosos se esquivem da justiça e digam a última palavra sobre as pessoas. Uma intervenção legislativa adequada nos países de origem, trânsito e chegada, também para facilitar a regularidade das migrações, pode reduzir o problema”.
Os governos e a comunidade internacional, a quem compete a responsabilidade de prevenir e evitar este fenômeno, “não deixaram de tomar medidas nos diferentes níveis para bloqueá-lo e para proteger e assistir as vítimas deste crime, muitas vezes vinculado ao comércio de drogas, de armas, do transporte de migrantes ilegais, com a máfia, que “infelizmente”, não podemos negar, às vezes também contagiou os agentes de serviço público e os membros dos contingentes que participam em missões de paz”.
Mas, para enfrentar com eficácia essa mácula, é necessário que a ação se estenda ao âmbito cultural e à comunicação, que necessitam de “um profundo exame de consciência”, porque muitas vezes neles tolera-se que um ser humano “seja considerado um objeto, exposto para vender um produto ou para satisfazer desejos imorais”. Pelo contrário, “a pessoa humana nunca deve ser comprada e vendida como uma mercadoria; quem a utiliza e a explora, embora seja indiretamente, é cúmplice deste crime”.
“Quis compartilhar com vocês – disse o Pontífice – estas reflexões sobre uma praga social de nosso tempo, porque creio no valor e na força de um esforço concertado para combatê-la. Por conseguinte, insto a comunidade internacional a tornar ainda mais concorde e eficaz a estratégia contra o tráfico de pessoas para que, em todas as partes do mundo, os homens e a mulheres nunca sejam utilizados como um meio, mas sempre respeitados em sua dignidade inviolável”.

Conselho Nacional de Imigração regulariza situação dos senegaleses no Brasil

Africanos poderão receber termo de permanência

Senegaleses precisam estar no Brasil há mais de seis meses com a solicitação de refúgio. Com menos tempo, devem ter carteira de trabalho assinada. Foto: Rede Sul
Senegaleses precisam estar no Brasil há mais de seis meses com a solicitação de refúgio. Com menos tempo, devem ter carteira de trabalho assinada. Foto: Rede Sul
A informação de que o Conselho Nacional de Imigração (CNIg) definiu regras para regularizar a situação dos senegaleses no Brasil foi repassada pela vereadora e presidente da Comissão de Direitos Humanos do legislativo caxiense, Denise Pessôa (PT) na tarde desta terça-feira (10). O Conselho Nacional deliberou que os senegaleses que estão no Brasil há mais de seis meses com solicitação de refúgio na Polícia Federal irão receber um termo de permanência. Os que estão há menos de seis meses, mas com carteira assinada, também terão direito e, ainda, todo o núcleo familiar daquele que for enquadrado nos requisitos. 

A definição do CNIg será publicada no Diário Oficial da União. Denise comemora a informação que foi recebida no Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro. Para ela, a presença dos estrangeiros no Brasil, e em Caxias do Sul, é uma realidade e não tem como fugir. Ela defende políticas públicas que pensem em um projeto de acolhimento.

Os últimos dados apurados pela Comissão de Direitos Humanos são de que Caxias já recebeu cerca de 650 senegaleses. A União irá publicar uma lista com os nomes dos africanos que serão enquadrados da regularização. A Comissão de Direitos Humanos de Caxias terá que enviar os nomes dos africanos de Caxias do Sul que se enquadram na regularização.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Scalabrinianos irão adotar nova estratégia de trabalho nas missões de defesa e promoção dos migrantes

Missões terão projetos comuns, com banco de dados e uma agenda de alto impacto para os próximos três anos

Três grandes reuniões da Rede Internacional de Migração Scalabrini, SIMN, foram realizadas no Brasil, em São Paulo. 

Uma delas ocorreu entre os dias 25 e 27 de novembro e reuniu diretores e representantes de 28 casas de acolhimento aos migrantes, mantidas nos cinco continentes pelos´padres scalabrinianos, sendo um representante da Europa e África, dois da Austrália e 25 das Américas. Este trabalho atingiu 107 mil, 751 imigrantes no ano passado e contou com apoio de organizações internacionais e fundações, com 180 voluntários e 30 missionários scalabrinianos.

A outra reunião foi da Rede do Apostolado do Mar Scalabriniano, ocorrida em Santos, São Paulo, entre os dias 28 e 30 de novembro, também com a presença da Rede Internacional de Migração Scalabrini, SIMN. 

E nos dias 2 a 4 de dezembro, estiveram reunidos os representantes das novas Regiões Scalabrinianas, convocados pelo Diretor Geral do SIMN e Vigário Geral da Congregação Scalabriniana, padre Alfredo Gonçalves. Estiveram no Brasil, o representante regional da Austrália, padre Paulo Prigol; da regional América do Sul, padre Idenilso Bortolotto; da regional América Central, padre Mauro Verzeletti; da América do Norte, padre Sergio Dall'Agnese e o Diretor Executivo do SIMN, padre Leonir Chiarello de Nova Iorque.

Em uma das sessões de trabalho, reunião dos superiores também contou com a presença do novo superior da Região Maria Mãe dos Migrantes, padre Agenor Sbaraini. 


Rede Casas do Migrante 
No encontro entre a Rede Casas do Migrante e Centros de Acolhida dos Migrantes, a Rede Internacional de Migração Scalabrini, SIMN, propôs um plano estratégico para fortalecer a sinergia de trabalho entre as Casas e Centros de Acolhida aos Migrantes, nas diferentes áreas e serviços da Congregação Scalabriniana, integrando também a sociedade civil e organizações não-governamentais relacionadas com a migração. 

Os participantes definiram uma agenda para os próximos três anos, com uma estratégia de colaboração e de alto impacto, envolvendo questões que vão desde a comunicação ao crescimento da rede, mas também observando às novas exigências da mobilidade humana em nível mundial.

Além de fortalecer a coordenação entre as casas e centros que compõem a rede e trabalhar em sinergia com os atores sociais e políticos, o plano estratégico irá definir programas específicos a serem executados pela Rede Casas do Migrante, em colaboração com a Rede Internacional de Migração Scalabrini, SIMN. 

Assim, será implantando, por exemplo, um plano de comunicação interna e externa, bem como, um banco de dados do projeto em todo o mundo, permitindo sistematizar todos os dados recolhidos em cada país, e desenvolver relatórios de alta complexidade deste banco de dados único consolidado. 

O plano estratégico será elaborado a partir de janeiro de 2014.


Apostolado do Mar 
A Rede Scalabriniana do Apostolado do Mar realizou na cidade de Santos, SP, a quarta reunião da rede, com a presença da Rede Internacional de Migração Scalabrini, SIMN. 

O objetivo do encontro foi o treinamento dos membros desta rede, a troca de experiências e o desenvolvimento de estratégias para responder aos atuais desafios da missão do Apostolado do Mar Scalabriniano no mundo inteiro.

Os 25 participantes da reunião, sacerdotes e leigos representantes do Apostolado do Mar de Santos, Rio de Janeiro, Rio Grande, RS, além de Manila nas Filipinas, aprofundaram seus conhecimentos em diferentes aspectos culturais para aprimorar o ministério de acompanhamento aos marítimos.

A implementação de uma base de dados comum foi enfatizada por todos participantes como uma ferramenta indispensável, a ser implementada pelo SIMN, a fim de ter informações úteis, objetivas, impactos pontuais sobre os cuidados com os trabalhadores marítimos. 

A intenção é influenciar os governos e a sociedade civil, para que gerem políticas públicas para os trabalhadores marítimos, com sensibilidade para com os migrantes que sofrem de discriminação, a solidão, indiferença e a falta de respeito pela sua dignidade e direitos. 

Edição - Roseli Lara/ Rádio Migrantes 
Com dados do SIMN - Rede Internacional de Migração Scalabrini


Brasília e Curitiba atraem mais mão de obra qualificada

Regiões de São Paulo e Rio de Janeiro são as que mais enviam emigrantes de alta escolaridade

Marcelo Neri apresentou dados sobre migrações e favelas
Marcelo Neri apresentou dados sobre migrações e favelas
O presidente do Ipea e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcelo Neri, e o diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto, Rogério Boueri, participaram nesta segunda-feira, 2, no Rio de Janeiro, da coletiva de imprensa Cidades em movimento: desafios e perspectivas das políticas públicas. Eles analisaram a dinâmica das grandes cidades brasileiras com base em dados do livro Brasil em Desenvolvimento 2013, que será lançado neste mês.

Neri apresentou conclusões de quatro artigos da obra. Um deles, o capítulo 21, trata do movimento migratório no Brasil a partir da escolaridade das pessoas. “Houve queda na taxa de migração entre os últimos dois censos, mas essa queda foi mais forte entre as pessoas com níveis de escolaridade menores”, afirmou o ministro. “São Paulo, que já foi conhecida como a capital dos imigrantes, hoje tem um fluxo mais para fora que para dentro”, continuou.

Segundo o artigo, Brasília, Curitiba e Florianópolis são as regiões metropolitanas que mais têm recebido imigrantes de alta escolaridade. “Brasília recebeu 42 mil pessoas de alta escolaridade nos cinco anos anteriores ao censo, e mandou 25 mil para fora. Em termos líquidos, 10 pessoas com essa escolaridade chegam a Brasília por dia”, disse o presidente do Ipea, que também detalhou a situação do Rio de Janeiro. “Os locais para onde o Rio mais enviou migrantes de alta escolaridade foram a região dos Lagos, seguida de São Paulo e da Bacia de São João, com sua área petrolífera.”

Neri ainda comentou números sobre a qualificação da população economicamente ativa e em idade ativa. O Distrito Federal é o primeiro do ranking da população com ensino superior em relação àquela com idade ativa (PIA), entre as Unidades da Federação, atingindo 19,75%. Em seguida vêm São Paulo (13,4%) e Rio de Janeiro (12,25%). As piores colocações estão no Maranhão (4,4%), Pará (4,86%) e Bahia (5,33%). O melhor município é São Caetano do Sul (SP), com 31,4%, e o pior é Canápolis (BA), com 0,24%.

São Paulo possui a maior quantidade de engenheiros por habitante, e o Distrito Federal aparece em primeiro lugar quando são comparadas as quantidades de médicos e profissionais de computação por habitante. Nos rankings das três profissões, o Rio de Janeiro sempre aparece entre os três primeiros colocados.

Região Oeste abriga mais de 600 haitianos
Eles vêm para a região em busca de uma vida melhor.
Diversos haitianos trabalham em Chapecó
Foto: Isabela Sudatti/RedeComSC

Diversos haitianos trabalham em Chapecó - Santa Catarina
  Ao andar pelas ruas de Chapecó é possível perceber as diferenças culturais que aos poucos    ganham forma. Um exemplo são os vários haitianos que começaram a vir para a cidade, a  maioria deles trabalha em construções, indústrias e mercados. São pessoas que deixaram a  família, País e cultura em busca de uma vida melhor para si e para quem ainda mora no Haiti.

 Para o haitiano e repositor de frutas, Dumond Dieufort, o principal problema do País é a má  administração pública. “Há anos o Haiti sofre com a falta de compromisso dos políticos e isso  prejudica a população, que não tem como sobreviver”, relata. Dieufort explica que as pessoas  que tem família ou amigos que já trabalham em alguma empresa, conseguem emprego, mas,  aqueles que não têm indicação, geralmente ficam sem onde trabalhar.


Educação
 De acordo com Dieufort, a educação haitiana é muito boa se comparada com o Brasil. “A  maioria das escolas de lá é particular e são muito melhores, mas as públicas também são muito  boas”, conta. Ele aprendeu a falar espanhol na escola e chegou a iniciar uma graduação, mas,  após a morte da mãe, não conseguiu concluir os estudos.

 Os filhos do haitiano podem estudar em uma escola particular com o dinheiro que o pai manda.  “Consigo mandar dinheiro para a minha família, mas sinto muito a falta deles, tenho planos de  trazer minha esposa e meus filhos pra cá ainda este ano”, comenta.

 Dieufort veio para o Brasil a cerca de sete meses, já fez amigos brasileiros, mas pensa em  voltar para o País onde nasceu. “Minha vida lá era boa, pois tinha meus amigos e minha  família por perto, vim para cá em busca de uma vida melhor em um País mais avançado que o  meu, aos poucos eu consigo, mas um dia quero voltar para o Haiti”, conta.


Emprego
 Derilet Verneus, 55 anos, tem quatro filhos e está em Chapecó a cerca de oito meses. Veio  para o Brasil, pois recebeu a informação de que havia oferta de emprego e como não conseguia  trabalhar no Haiti, optou pela mudança. Ele trabalha como empacotador de mercadorias e  gosta do emprego, pois consegue mandar dinheiro para a família.

 Nos três primeiros meses, Verneus ficou em um albergue, mas hoje mora com mais quatro  haitianos. A língua e a saudade dos amigos e da família são as principais dificuldades, mas, assim que conseguir juntar dinheiro, ele pretende voltar ao País natal. “Gosto do Brasil e do meu trabalho, mas quero um dia poder voltar para o Haiti”, conta.

Antes de vir para Chapecó, o haitiano Dumond Dieufort trabalhava como pedreiro. “Era bom trabalhar nas construções, mas era perigoso, pois tínhamos que subir vários andares e aqui,  ganho um salário melhor” relata. O haitiano soube dos empregos disponíveis no Oeste de  Santa Catarina, através de amigos que já moravam na região.


 Processo
 De acordo com informações da Câmara de Dirigentes Lojistas de Maravilha (CDL), a empresa  Safegold é uma das corporações que auxilia na vinda dos haitianos para o Brasil. Entretanto,  para que os estrangeiros entrem no País, existe uma legislação a seguir.

 De acordo com o agente da Polícia Federal, hoje são cerca de 660 haitianos na região Oeste.  Eles chegam no Brasil de forma ilegal, normalmente em um ponto de fronteira no Estado do  Acre, solicitam refúgio, e são encaminhados para a delegacia e já saem com autorização para  fazer a carteira de trabalho e com um protocolo que reconhece a legalidade. “Este documento  vale até ser deferido ou indeferido o pedido de refúgio deles”, explica o Edson. Se eles vierem c om a família, o pedido de um vale para todos.

Com este protocolo em mãos, os imigrantes emitem o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e a Carteira de Trabalho, ficando aptos a ingressarem e trabalharem em qualquer lugar do Brasil. Ainda, é realizada a investigação criminal dos imigrantes antes da emissão do protocolo. Este documento tem validade inicial de 180 dias e deve ser renovado na Polícia Federal, junto com a carteira de trabalho. “O pedido leva cerca de oito a 10 meses para ser aceito ou não, e caso o pedido seja indeferido, os haitianos tem um prazo para defesa. Se for negado novamente, eles tem que deixar o País”, ressalta o agente.

A documentação tem validade de seis meses, após este período a empresa empregadora deve encaminhar os haitianos para o órgão responsável para regularizar a situação. Na verdade, o processo consiste em informar ao Ministério do Trabalho que os haitianos ainda estão trabalhando na empresa e as condições de trabalho.

Segundo a gerente do departamento de Recursos Humanos do supermercado que contratou os haitianos, eles recebem o mesmo salário, benefícios e direitos dos colaboradores brasileiros. “Eles são tratados como iguais e ainda buscamos ajudar com cestas básicas e moradia”, explica.

Acordo
Edson explica que no caso dos haitianos, há uma espécie de acordo entre o Brasil e o Haiti para facilitar o visto deles aqui. O acompanhamento do processo deve ser feito por cada um através do site do Ministério da Justiça.

Fonte: RedeComSC

sábado, 7 de dezembro de 2013

Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Estado do Paraná – NETP/PR

O Governo do Estado do Paraná, por meio do Decreto n° 7353, instituiu no âmbito da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Estado do Paraná – NETP/PR, que tem por principal função a prevenção, articulação e planejamento das ações para o enfrentamento ao tráfico de pessoas na esfera Estadual.

A instalação do NETP/PR é fruto da parceria com o Governo Federal, por meio de convênio firmado com a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça.

Os Núcleos e os Postos fazem parte da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, coordenada pela Secretaria Nacional de Justiça. Os Núcleos são unidades de coordenação de ações da Política Nacional em nível estadual.

Uma importante função dos Núcleos é articular, estruturar e consolidar, a partir dos serviços existentes, uma rede estadual de referência e atendimento às vítimas do tráfico de pessoas.

Decreto 7535/2013 - Institui o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Estado do Paraná – NETP


CAMPANHA "CORAÇÃO AZUL" CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS

TRAFICO

Para saber mais



PUBLICAÇÕES:

O “Diagnóstico sobre Tráfico de Pessoas nas Áreas de Fronteira no Brasil” - AQUI

Situação do Tráfico de Pessoas no Brasil - AQUI

Cidadania, direitos humanos e trafico de pessoas - pdf


TRAFICO
Este manual tem o objetivo de contribuir para o engajamento das Promotoras Legais Populares no enfrentamento ao tráfico de pessoas, sendo uma ferramenta auxiliar em processos de formação das PLPs, bem como da atuação dessas mulheres no enfrentamento a todas as formas de violência e defesa dos direitos das mulheres.

NOTÍCIAS:

Vítimas do tráfico de pessoas terão apoio - SAIBA MAIS

Denúncias contra tráfico de pessoas no Disque 180 aumentam mais de 1.500% - SAIBA MAIS 

Pesquisa inédita revela informações sobre o tráfico de pessoas no País - SAIBA MAIS 

Cerca de 800 mil são vítimas de tráfico humano por ano, alerta ONU - SAIBA MAIS 

Ministério da Justiça divulga primeiro relatório implementação das metas do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - SAIBA MAIS
Conferência Estadual para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas termina nesta terça-feira em Foz do Iguaçu - SAIBA MAIS
Enfrentamento ao tráfico de pessoas é tema de conferência em Foz - SAIBA MAIS

FOZ DO IGUAÇU SEDIA CONFERÊNCIA PARA DISCUTIR TRÁFICO DE PESSOAS  - SAIBA MAIS

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Dia Internacional contra o Tráfico de Pessoas - SAIBA MAIS 

Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas divulga resultado da eleição - SAIBA MAIS

Começa eleição para composição do Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas  - SAIBA MAIS

Operação da PF contra tráfico de mulheres prende nove pessoas - SAIBA MAIS

Eventos esportivos são cenários para campanha contra o tráfico humano - SAIBA MAIS

Começa, no Mato Grosso do Sul, nesta 5ª feira, simpósio internacional sobre tráfico de pessoas - SAIBA MAIS

Fonte: www.dedihc.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=93

quinta-feira, 28 de novembro de 2013


 07/11/2013 10h52 - Atualizado em 07/11/2013 13h10

Polícia Civil investiga carta que 




ameaça baianos no Vale do Itajaí -SC

Documento circula na internet e culpa migrantes por problemas na cidade.
Polícia Civil investiga origem da carta que apresenta indícios de crime racial.

A Polícia Civil está investigando uma carta que ameaça baianos e circula em Brusque, no Vale do Itajaí.  Sem autoria declarada, a carta supostamente de moradores circula nas redes sociais há cerca de uma semana. Nesta quinta (7) ou sexta-feira (8), suspeitos devem ser ouvidos e um inquérito aberto, segundo o delegado Juscelino Carlos Boos.
Conforme a polícia, titulado de "aviso para os baianos", o documento faz ameaças aos migrantes nordestinos que moram no município e apresenta indícios de crime racial. Entre outros aspectos, a carta responsabiliza os baianos pelos problemas na cidade envolvendo, principalmente som alto durante as madrugadas.
"É muito cedo para dizer se foi uma brincadeira de mau gosto ou se foi efetivamente uma ameaça. Estamos investigando a origem da carta, quem a fez circular e quem a escreveu, de qual site teria partido, como foi inserida na rede", explicou Juscelino Carlos Boos, delegado da comarca da Polícia Civil de Brusque. De acordo com Boos, a investigação é considerada complexa, pois já houve muitos compartilhamentos nas redes sociais. Foi através delas que a polícia soube do caso. A carta menciona ainda que moradores de Brusque teriam registrado boletim de ocorrência (B.O.) denunciando problemas com som alto na cidade. Entretanto, segundo a Polícia Civil, não há registro de B.O.s específicos sobre os casos.
A Polícia Militar está realizando um trabalho de comunicados através da imprensa local, principalmente através de rádios, para prevenir novas ações com o mesmo aspecto. De acordo com o coronel Heriberto Rocha Peres, comandante da Polícia Militar de Brusque, o objetivo é impedir que se propague a situação, que teria revoltado, além dos migrantes citados na carta, os próprios moradores de Brusque. "Alguém escreveu por dois ou três, não por toda a população. Estamos em um estágio avançado de legislação, não podemos permitir esse preconceito", afirmou o coronel. Segundo ele, o Setor de Inteligência da PM está contribuindo com a Polícia Civil.